Liberdade de Informação: e o direito que os cidadãos têm de ser informado de tudo que se relaciona com a vida do Estado, e que, por conseguinte é de seu peculiar interesse. Esse direito de informação faz parte da essência da democracia. Integra-o a liberdade de imprensa e o direito de ser informado. Artigo 5º inciso XXXIII, da Constituição Federal. Prof. Franscisco Bruno Neto.

16 de dezembro de 2010

UM PLANO PARA DESTRUIR SUA FAMILIA


A sagrada familia com o passarinho
Pintor Bartolomé Esteban Murillo 1645/50
 Publicado originalmente em 05/08/2009.

Se eu destruir sua família, você não terá mais planos, não será uma pessoa feliz, não sonhará bons sonhos e se por acidente tiver um filho será meu, pois jamais terá amor por ele. (De Satanás para um jovem esperto).

Hoje você consegue pela internet receita do que desejar, de bolo, torta, bombas, modelos disso, daquilo e assim vai. Então fiquei pensando em escrever um artigo sobre uma receita e se chamaria "como destruir sua família em poucos minutos". Então me deparei com a mente nesta frase inicial (do cabeçalho do texto).

Satanás sempre teve a mesma função desde que saiu do céu. Matar, roubar e destruir. Nada mais e nada menos. O restante das atrocidades é cometido pelo homem que se deixa dominar por suas investidas constantes e promessas de muito poder, dinheiro, fama e prazer, não contando satanás que pode ser ruim e somente ter aparência de coisa boa. Levando a um fim de morte física, espiritual e familiar.

De tudo que satanás investiu, sua maior investida foi e sempre será na família. Daí ficamos hoje nos perguntando e fazendo debates do porque que os adolescentes estão tão caídos na marginalidade, porque crianças estão nas ruas enfrentando um mundo cão e nos deixando com medo e porque não dizer aterrorizado com eles. Ficamos cada vez mais presos em nossas casas e eles soltos as ruas aprontando tudo que satanás os ordena.

A tecnologia é realmente uma beleza, nos proporciona a maior segurança dentro de casas, carros e apartamentos. Vemos o que ocorre lá fora, vemos o que os de fora fazem por nós e contra nós. Apenas um toque e o mundo está em nossas mãos. Não precisamos mais nos expor nas ruas lotadas de maus nem para comprar, basta estarmos conectados e o pedido nos é entregue em mãos.

Temos tanto medo que o carteiro que nos entregava a tão sonhada carta hoje é um desconhecido que o nosso cão não suporta ver, pois já foi condicionado que aquele uniforme pode ser falso.

Adoração dos Pastôres
Pintor Bartolomé Esteban Murillo 1645/60
A noticia começa dentro de nossas casas. A nossa paciência diminuiu, a nossa luta por dias melhores não existe. Queremos o agora e pronto. Então satanás pode neste momento derramar sobre nós o seu grande e esplendoroso projeto para a humanidade.DESTRUIR A FAMÍLIA.

Me dirá você, muito pelo contrário. Estamos evoluindo. Já não precisamos ficar mais com uma pessoa que não gostamos, podemos escolher com quem queremos ficar. Agora nossos filhos não precisam mais do pai da mãe para ser educados, damos conta só (o pai só ou somente a mãe). Podemos se não quisermos um pai ou mãe fazer em laboratório um filho ou pagar por ele como barriga de aluguel. Afinal o dinheiro pode comprar minhas vontades, mesmo não tendo a mínima idéia do que irá acontecer amanhã devido a minha escolha.

O divórcio foi a grande descoberta dos casais, foi o xeque-mate de satanás para seu projeto ser bem sucedido. Os casais então começaram a pensar que viver separado é melhor. Cada um na sua e os filhos a deriva de tudo. Tornaram-se crianças arredias, más, sem vinculo, sem sonhos. Começaram a tomar a mamadeira do comprar para superar. Começaram a descobrir a chantagem como meio de carinho e se tornaram semi-adultos frágeis emocionalmente, frias espiritualmente e cegas de violência. O que viveu em seus moderníssimos computadores com jogos, está colocando hoje em prática.

O jornal, o programa mais amado pelo pai tomou o lugar do filho ao joelho para contar histórias antes de dormir. A Tv com seus desenhos mirabolantes passou a contar a história dos pais.

As avós que antes contavam as horas para ver os netos, hoje pedem a Deus para livrá-las dos mesmos, pois sua carteira é a todo tempo assaltada, seus pertences já não é mais seus e sim dos traficantes que aproveitam de sua fragilidade e levam o que podem e não podem.

Temos a tela mais plana que o mundo já viu, mas infelizmente são nossos filhos que estão ali aparecendo na pagina policial. Custa mais caro ver essa imagem que o preço pago por ela."Popenoe diz que os adolescentes pareciam acreditar no casamento, mas não querem aplicá-lo a si mesmos. Muitos adolescentes viram ou viveram a situação do divórcio na família e não têm bons exemplos de casamentos para imitar. 'Os adolescentes nem mesmo conhecem alguém que seja bem casado', diz Popenoe. 'Eles estão desiludidos e pessimistas.

O grande ensinamento que estamos dando a nossas crianças é que o valor do ser humano está no que ele conquista. Assim os ensinamos o caminho do mal, da ira, da inveja, da cobiça. Então quando crescem aprendem todos os desejos que satanás plantou que são:

- "Forte desejo de obter poder sobre os outros;

- Forte desejo de acumulação de riquezas e de bens materiais;

- Fortes desejos sexuais, a serem satisfeitos não importa quem possa ser ferido;

- A vida é depreciada e perde a santidade outorgada por Deus;

- Obsessão pela violência e pelo assassinato;


Nossa Senhora com o menino
Pintor Bartolomé Estebam Murillo
1650/60
- Falta de compaixão ou de empatia pelos indivíduos deficientes ou doentes". (autor desconhecido)

A família sempre foi o alvo de satanás, porém não os permitíamos, ele usou então de meios para chegar até aqui, agora conseguiu. Estamos cada vez mais vulneráveis a suas artimanhas. As regras morais que antes nos dominavam caíram por terra. Vivemos agora para o prazer. Felicidade a qualquer custo. Mesmo que nunca seja alcançada. Apenas momentos de aparente alegria embalada por seja lá o que for.

Nossas crianças perderam suas famílias. Os pais se enveredam por paixões carnais e efervescentes sem pensar em consequências vindouras. Apenas pensam na satisfação. Os filhos em conseguencia convivem com o que fica na amargura, raiva que é transferida para o pequeno que deseja apenas os pais juntos. O pequeno marcado por sua dor e ódio não deseja nada mais do que deixar vazar seu ódio não importando onde cairá.

Quem dera se nossa família desse conta desse fato e voltasse a pensar que a família é a base de uma sociedade saudável e equilibrada. Não adianta dividirmos toda fortuna do mundo em pedaços iguais, nada resolveria, retornaríamos para esse mesmo ponto, pobres e ricos. Mas se voltássemos a uma família equilibrada, pensando na educação dos filhos, não em princípios escolares, mas princípios Bíblicos, éticos e verdadeiros. Onde os pais se preocupassem em estar juntos não importando o tamanho da luta. Teríamos jovens fortes, equilibrados e cheios de vida para o trabalho, a conquista séria e eficaz.

"Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E quanto mais excelente é escolher o entendimento do que a prata! A estrada dos retos desvia-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua vida. A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo (bens) com os soberbos. O sábio de coração será chamado prudente; e a doçura dos lábios aumenta o saber. O entendimento, para aquele que o possui, é uma fonte de vida, porém a estultícia é o castigo dos insensatos. O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o saber nos seus lábios." (Provérbios 16:19-23).

Até a próxima...

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá
leticiacarrijo@oi.com.br
http://www.artigonal.com/find-articles.php?q=silvia+leticia

Genocídio em pleno século 21 - Orfãos do Sudão



Quem explica o silencio da grande mídia brasileira? Onde estão as esquerdas sedizentes "progressistas" tão solícitas em defender os direitos humanos? E o presidente Lula?  E o Itamaraty? Segue matéria sobre a posição de Lula, defendida pelo Itamaraty.

15/03/2009 - 09h02

Caso do Sudão expõe contradições do Itamaraty

SAMY ADGHIRNI
da Folha de São Paulo

O caso do Sudão ilustra as contradições da diplomacia brasileira, guiada a princípio pela prevalência dos direitos humanos mas condicionada na prática à tradição de não-ingerência e a metas estratégicas.

O Brasil, signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), se absteve de comentar o mandado de prisão emitido no início do mês contra o ditador sudanês, Omar al Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade em Darfur.

O Itamaraty afirma que ser membro do TPI implica acatar todas as decisões da corte -entre elas a ordem de prender Bashir caso ele pise em território brasileiro- e insiste em que não é obrigado a se pronunciar.

"Uma declaração oficial seria uma consideração política, não jurídica", justifica Antônio Cachapuz de Medeiros, consultor jurídico do Itamaraty.

O silêncio sobre a ordem do TPI sucede a resistência do Brasil em apoiar condenações contra o Sudão no Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, criado em 2006 em substituição à Comissão de Direitos Humanos, tida como subordinada às grandes potências e seletiva em suas avaliações.

Segundo o Itamaraty, negociações seriam mais eficazes na resolução do conflito em Darfur do que sanções. O mesmo argumento foi usado quando o Brasil articulou com os países africanos do CDH resolução branda contra a República Democrática do Congo, por atacar civis em áreas rebeldes.

No caso do Irã, que o Brasil também se recusou a criticar no CDH por perseguir minorias, foi alegada a tradição brasileira de "não intervir em assuntos internos".

Para os críticos, a atual diplomacia viola o artigo 4º da Constituição Federal de 1988, pela qual a política externa deve ser conduzida sob a "prevalência dos direitos humanos" -o Itamaraty não quis comentar.

A ONG Conectas cita ainda o apoio velado do Brasil às articulações para evitar que abusos de China, Cuba e Zimbábue sejam objeto de resoluções nos fóruns multilaterais. A organização pressiona o Itamaraty a explicar por que o Brasil foi complacente com Sudão e Congo e condenou na Assembleia Geral violações de direitos na Coreia do Norte e em Mianmar.

Analistas apontam que boa parte das gestões externas do Brasil são norteadas pela ambição de aumentar parcerias comerciais e conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança. O governo tende a defender soluções consensuais para crises, com a exceção de países párias -como Mianmar.

Especialista em direitos humanos internacionais, o advogado Joedson Dias diz que o Brasil, apesar das críticas, "é muito respeitado por fazer parte de quase todos os acordos jurídicos internacionais e por receber todos os relatores de órgãos multilaterais".

Em contraste, os EUA, críticos habituais de violações dos direitos humanos em países como Irã e o próprio Sudão, não aderiram ao TPI nem a várias das convenções internacionais sobre o tema.

Leia mais sobre este tema: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u534925.shtml

15 de dezembro de 2010

Desertor sudanês diz que recebia ordens para estuprar meninas

Ex-integrante das Forças Armadas conta história de abusos durante ataques em Darfur; mais de 300 mil morreram

Khalid (não é o seu verdadeiro nome), um homem educado e de fala suave de Darfur, parece relutante em conversar sobre o passado. O motivo fica claro logo. "As ordens que nos deram eram para queimar totalmente os vilarejos", diz o ex-soldado. "Nós tivemos até que colocar veneno na água dos poços. Nós também recebemos ordens para matar todas as mulheres e estuprar meninas com menos de 13 e 14 anos."

Veja também: Decisão de Haia agravará guerra em Darfur, diz Bashir Governo expulsa 10 organizações de ajuda estrangeiras Blog: Darfur, enfim, tem um réu. E agora, Lula? Especial: os conflitos no Sudão e a crise em Darfur TV Estadão: Google Earth mostra devastação no Sudão Militares e fundamentalistas levaram Bashir ao poder

Khalid, um negro africano, conta que foi recrutado à força pelo Exército sudanês do presidente Omar Al-Bashir no final de 2002. Ele vivia com vários outros homens originários da mesma região que foram levados para o quartel de seu regimento perto da cidade de Fasher, no noroeste de Darfur.

O desertor admite que participou de sete ataques diferentes a vilarejos em Darfur com a ajuda da milícia Janjaweed. O primeiro foi na área de Korma, em dezembro de 2002, meses antes de o conflito em Darfur ter começado oficialmente.

Khalid diz que relutou muito em colocar em prática as ordens que recebeu. "Quando eles me pediram para estuprar uma menina, eu fiquei parado na frente dela", diz o sudanês. "Vieram-me lágrimas aos olhos. Eles disseram: 'Você tem que estuprá-la. Se você não fizer isso, vamos bater em você'. Eu hesitei e eles me golpearam com a ponta do fuzil."

"Mas quando eu me aproximei da menina, eu não consegui", afirma. "Eu a levei para um canto, ....

Leia a íntegra desta notícia: Desertor sudanês diz que recebia ordens para estuprar meninas

Fonte: http://www.estadao.com.br/

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Islam no Sudão - Mulher chicoteada por ter usado calças.



Do Blog do Aluizio

Esta cena é do Sudão, na África, onde a covardia de dois homens chicoteando uma mulher é assistida de forma impassível. Este é o islamismo que está invandindo o mundo ocidental e tem o apoio não apenas de Lula, o cara, o nunca antes neste país, mas também da vagabundagem politicamente correta principalmente da Europa que está coalhada dessa escória nojenta e assassina que goza de direitos especiais.

Por que a Rede Globo não mostra este vídeo no Jornal Nacional? Por que os jornalões silenciam? Por que os cidadãos brasileiros votam nos vagabundos do PT cujo governo apóia essas ditaduras africanas e lhes fornece apoio moral e financeiro? Quem vota no PT e seus satélites apóia todo esse horror que ameaça o Ocidente.

Me recuso a fazer análise política da atualidade brasileira, comentar a respeito da composiçao do ministério da Dilma. Tenho nojo dessa gente. Todos os esquerdistas, comunistas e assemelhados apóiam a tortura às mulheres, se abraçam com ditadores islâmicos, como o assassino Ahmadinejad do Irã.

E ainda têm a cara-de-pau de falar em direitos humanos. Bando de hipócritas e mentirosos.

SOCIALISMO, COMUNISMO, Conta macabra

Comunistas tentam provar que mataram
menos do que seus inimigos, os capitalistas

Okky de Souza
Fonte: Revista Veja, Edição 1 622 - 3/11/1999


A Guerra Fria acabou há mais de uma década e, para as novas gerações, não passa de mais um tema de filmes e romances de espionagem. Apesar disso, o confronto entre comunismo e capitalismo continua a alimentar discussões apaixonadas entre historiadores e intelectuais. Dois livros editados recentemente na França e que estão saindo no Brasil colocam uma pilha de lenha nessa fogueira que parecia apagada. O primeiro é O Livro Negro do Comunismo (tradução de Caio Meira; Bertrand Brasil; 917 páginas; 60 reais). O segundo foi escrito como uma resposta ao primeiro e chama-se O Livro Negro do Capitalismo (tradução de Ana Maria Duarte, Egito Gonçalves, Joana Caspurro e Leonor Figueiredo; Record; 543 páginas; 45 reais). Ambos reúnem artigos assinados por diversos autores e, como se depreende dos títulos, dedicam-se a denegrir os sistemas e respectivas ideologias de que tratam. Os resultados, porém, são muito diferentes.

O Livro Negro do Comunismo é um retrato monumental das atrocidades cometidas pelo totalitarismo de esquerda. O projeto de construir sociedades igualitárias por meio da mão forte do Estado teria custado, segundo os cálculos do livro, 100 milhões de vidas. A maior parte delas, naturalmente, foi ceifada nos dois gigantes socialistas: a União Soviética e a China. Já O Livro Negro do Capitalismo, sem se preocupar em desmentir os fatos relatados na obra que lhe é antípoda, desfila uma série de argumentos para provar que o sistema que ataca é o verdadeiro vilão nos últimos séculos. É uma obra idiota na intenção – o de chegar a um número de vítimas maior do que o computado pelo Livro Negro do Comunismo – e estapafúrdia do ponto de vista histórico. O capitalismo seria culpado tanto pela II Guerra Mundial como pela violência e pelo consumo de drogas nos guetos negros de Washington. Ah, sim, há também a Guerra do Chaco, entre Paraguai e Bolívia. Ao final, os autores contabilizam que o sistema foi o responsável direto por 106 milhões de mortes. Como em seu balaio de argumentos e acusações cabe tudo, o livro confunde a trajetória do capitalismo com a própria história da civilização ocidental. Acaba-se por culpá-lo por todas as mazelas que a humanidade conheceu até hoje. Só faltou incluir a morte de Elvis Presley – mas, como se sabe, Elvis não morreu.

Nazismo – O Livro Negro do Comunismo, por seu turno, atém-se a fatos incontestáveis, diretamente relacionados à manutenção do status quo no planeta vermelho. Os crimes do stalinismo, por exemplo, são conhecidos desde 1956, quando o então premiê soviético, Nikita Kruchev, os denunciou por ocasião do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Era para ser um dossiê secreto, não fosse o correspondente capitalista do jornal The New York Times, que divulgou a informação sensacional. Nunca, porém, as monstruosidades de Stalin foram descritas com tanta riqueza de detalhes. Ao ser lançado na França, o livro provocou uma tremenda polêmica. Não tanto pelos artigos que enfeixa, mas pela introdução assinada por seu organizador, o historiador Stéphane Courtois, ex-maoísta convertido em crítico feroz da ideologia marxista.

Courtois defende a tese de que o comunismo é irmão gêmeo do nazismo, alegando que ambos utilizaram o genocídio como estratégia de reorganização social. "Os mecanismos de segregação e de exclusão do totalitarismo de classe se parecem muito com aqueles do totalitarismo de raça", ele escreve. As afirmações do historiador surpreenderam alguns dos articulistas da obra, que, discordando delas, ameaçaram pedir a suspensão do lançamento. De qualquer maneira, a tese de Courtois encontra eco em alguns dos maiores pensadores do século, como a filósofa alemã Hannah Arendt. Ela observou que os princípios do comunismo e do nazismo têm muito em comum. Ambos dividem o mesmo credo num partido único, que deve controlar de forma absoluta o aparato estatal. Além disso, amparam-se em ideologias incontestáveis, recorrem à polícia política e à repressão implacável dos dissidentes.

A principal diferença entre o terror nazista e o comunista é que este se prolongou por muito mais tempo e, portanto, colecionou mais vítimas. A partir de 1917, quando os bolcheviques tomaram o poder na Rússia, até 1953, quando Stalin morreu, os expurgos, a fome, as deportações em massa e o trabalho forçado nos gulags (campos de concentração de presos políticos) mataram 20 milhões de pessoas na União Soviética. Só a grande fome de 1921-1922, causada em boa parte pelo confisco de alimentos dos camponeses, acabou com mais de 5 milhões de cidadãos. Na virada dos anos 20 para os 30, a coletivização forçada do campo representou uma declaração de guerra do Estado soviético contra os pequenos e médios produtores rurais. A etapa final desse processo foi uma outra terrível fome, entre 1932 e 1933, que ceifou mais 6 milhões de vidas. Em outros países que adotaram o regime marxista os números da matança são igualmente eloqüentes. A fome causada pelo chamado "grande salto para a frente", o desastroso projeto implantado por Mao Tsé-tung em meados dos anos 50, deixou um saldo espantoso de 65 milhões de mortos. Em termos proporcionais, o maior genocídio comunista foi no Camboja. O Khmer Vermelho, com sua obstinação em transferir a população das cidades para o campo, matou de inanição e cansaço nada menos do que 25% dos habitantes do país entre 1975 e 1979.

Leia mais: http://veja.abril.com.br/031199/p_160.html

14 de dezembro de 2010

A REVOLUÇÃO FARROUPILHA E A MAÇONARIA

Veja a íntegra do documentário sobre os questionamentos que rondam a história da Guerra dos Farrapos.

Autor: RBS TV COM.



Fonte: http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/34019/misterio-farroupilha/1/index.htm

Carta de Fernando Henrique Cardoso enviada ao jornal O Estado de S. Paulo

Calúnias


Li com espanto a entrevista do sr. Gilberto Carvalho publicada neste jornal na edição de domingo passado (“Ninguém engana a Dilma nem põe faca no pescoço dela”, 5/12, A10). Espanto porque imaginei que o entrevistado devesse estar mais preocupado em se defender de insinuações que podem manchar a sua biografia ─ a de haver sido receptador de propinas extorquidas por um bando de seus companheiros de partido que teriam usado a administração petista de Santo André para obter recursos para uso político, como afirmam procuradores estaduais ─ do que em dar curso a calúnias contra mim.

Lula, segundo o entrevistado, recusa o termo “mensalão” para caracterizar os desatinos praticados nas relações entre seu governo e a Câmara dos Deputados, quando da alegada compra de apoios políticos. Na verdade, trata-se de mero jogo de palavras para negar a periodicidade da propina, e não sua existência. Artifício semelhante a outro ─ este com consequências jurídicas maiores ─ quando afirmou que o dinheiro utilizado naquelas práticas teria sido obtido de “sobras de campanha”, esquecendo-se de que houve transações entre poder público e agentes privados como no caso da Visanet.

Para melhorar a imagem presidencial, Gilberto Carvalho diz que Lula, ao negar que seu governo tenha comprado votos, me acusa nominalmente de tê-lo feito para aprovar a emenda da reeleição. Ora, jamais houve qualquer indício nem qualquer afirmação direta de que eu assim procedera. Mais ainda, os rumores sobre uma escuta telefônica feita entre deputados de um Estado que estariam envolvidos em tais práticas aberrantes surgiram num jornal meses depois de aprovada a referida emenda, com votação avassaladora ─ 80% no Senado e margem de mais de 20 votos acima dos 308 requeridos na Câmara.

No caso, a referida escuta teria feito alusão ao primeiro nome de um de meus ministros. Para evitar dúvidas o ministro eventualmente aludido foi, por decisão própria, à Comissão de Justiça da Câmara, prestou todos os esclarecimentos e desafiou quem dissesse o contrário da verdade, que era sua inocência. Posteriormente, três ou quatro deputados ─ mais tarde ligados à base do governo Lula ─ renunciaram a seus mandatos para evitar cassações, confessando culpa, mas sem qualquer envolvimento do PSDB e muito menos do governo ou meu.

Se não fosse o suficiente ser um procedimento contrário à ética, mesmo em termos pragmáticos, seria de todo descabido comprar o que era, explicitamente, oferecido: a opinião pública, os editoriais de toda a mídia e a maioria avassaladora do Congresso Nacional eram favoráveis à emenda da reeleição, contra a qual se batiam isoladamente o PT e os “malufistas”, pela razão de haver nessas correntes quem quisesse disputar as eleições presidenciais e temesse minha força eleitoral, comprovada na reeleição em primeiro turno em 1998. Estes são os fatos.

Custa-me a crer que Lula, para se defender do indefensável no caso do mensalão, ataque a honra de um ex-presidente que foi seu amigo nas horas difíceis e que não usa de artimanhas para desacreditar adversários. Dói mais ainda que pessoas como Gilberto Carvalho ecoem o sabidamente falso para endeusar o chefe. Sinal dos tempos, que arrastam mesmo os que parecem ser melhores a cair na calúnia, na mesquinharia e na mediocridade.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

fonte: Carta de Fernando Henrique Cardoso enviada ao jornal O Estado de S. Paulo

12 de dezembro de 2010

O Distanciamento da America Latina

12/12/2010

Israelenses e muitos de nós ficamos surpresos com o repentino reconhecimento pelo Brasil, Argentina e Uruguay do Estado Palestino com sua capital em cima da capital de Israel. A surpresa israelense aconteceu principalmente porque o anúncio foi feito apenas horas após o encontro entre Celso Amorim e o vice-primeiro ministro de Israel Silvan Shalom no qual os dois conversaram por mais de uma hora. Amorim não teve a decência de nem mesmo avisar Shalom que a carta de reconhecimento já havia sido enviada a Abbas.

Mas os israelenses estão desculpados por não esperarem esta. Os israelenses podem também ser desculpados se forem pegos de surpresa de novo, se o Paraguay, Chile, Peru, Equador e El Salvador seguirem o mesmo caminho. Isto porque a midia israelense simplesmente não acha interessante reportar sobre o que se passa na América Latina.

O mesmo aconteceu com a Turquia. Quando ocorreu o incidente da flotilha, os israelenses ficaram surpresos de como seu maior aliado no Oriente Médio e local preferido de férias, de repente havia se tornado aliado do Hamas. A mídia israelense, em sua ânsia de ver qualquer gesto estrangeiro como algo positivo, falhou em reconhecer a mudança gradual da Turquia em um estado islâmico supremacista. E o mesmo está acontecendo com a América Latina.

A verdade é que estamos todos ignorando três fatos que estão fazendo a América Latina abraçar a causa palestina contra Israel. Estes fatos são a ascenção de Hugo Chavez na Venezuela, a influência regional da aliança entre a Venezuela e Irã e a política do governo Americano atual em relação à America Latina e ao Oriente Médio.

Na última década Hugo Chavez herdou o manto de Fidel Castro como o líder revolucionário anti-americano da America Latina e usou a riqueza do petróleo venezuelano, dinheiro de drogas e outros meios ilícitos para trazer outros estados para debaixo de suas asas e longe dos Estados Unidos. Hoje Chavez tem incontestável influência sobre Cuba, Nicarágua, Bolívia, Uruguay e Equador. Ele também influencia a política do Paraguay, Argentina, Peru e do Brasil. Democracias como a Colômbia e o Chile também estão tomando posições anti-americanas para não ficarem para trás.

A escolha do Irã por Chavez não foi por acaso. Desde 1980, o Irã tem usado a America Latina como uma base avançada de suas operações contra os Estados Unidos e o Ocidente. Não podemos esquecer os ataques terroristas contra alvos israelenses e judeus em Buenos Aires no anos 90. A Hizbullah e a Guarda Revolucionária montaram verdadeiras bases na tríplice fronteira e nenhum judeu pode andar em Foz do Iguaçu com uma kipá na cabeça com segurança.

A presença do Irã no nosso continente permitiu a Ahmadinejad aproveitar a consolidação de poder de Chavez. Desde 2005 ele visita regularmente a Venezuela e a Nicaragua e Chavez abriu muitas outras portas para os iranianos na América Latina.

Nas aparências, Chavez e Ahmadinejad não deveriam se dar. Um é marxista e o outro um messiânico jihadista. Mas os dois detestam os Estados Unidos e amam o poder. E isto sobrepõe qualquer discordância ideologica menor. Chavez mostrou como irá manter o poder: acabando com a oposição, controlando o judiciário e a mídia, fazendo emendas à Constituição e repetidamente roubando as eleições. E esta semana vimos como Ahmadinejad faz no Irã. O Wikileaks publicou uma mensagem da embaixada Americana no Turcomenistão de 15 de junho de 2009, três dias depois das eleições presidenciais no Irã dizendo que o candidato da oposição Moussavi havia conquistado 61% dos votos e Ahmadinejad havia sido o terceiro mais votado.

Na América Latina não há que se sentar no muro quando se trata de escolher entre o Irã e Israel. A Bolívia e a Venezuela cortaram relações diplomáticas com o Estado Judeu em Janeiro de 2009. O presidente da comunidade judaica da Bolivia Ricardo Udler disse que cada vez que um representante do governo iraniano chega na Bolivia, imediatamente são emitidos comunicados contra Israel. Udler também avisou que há informações de agências internacionais que mostram que a Bolivia e a Venezuela estão exportando uranio para o Irã. Mas há mais do que isto. Ao que parece a Venezuela e o Irã estão instalando mísseis balísticos de médio alcance na Venezuela capazes de atacar os Estados Unidos.

Não há qualquer dúvida de que a aliança entre a Venezuela e o Irã é uma força crescente na América Latina o que explica a repentina urgência em reconhecer a “Palestina”. Mas há ainda o fator Obama. Durante os anos de Bush, os Estados Unidos forjaram alianças muito fortes com a Colombia, o Chile e o Brasil. Mas Obama virou as costas a seus aliados e não esteve abaixo de se humiliar perante seus inimigos para agrada-los. Mas isto não deu em nada. Os que odeiam a America continuam a odia-la com ou sem Barack.

Assim, não é de se estranhar que a presidente Cristina Kirchner da Argentina e Lula no Brasil adotem a política de Chavez e do Irã. Eles estão simplesme respondendo aos sinais enviados pela Casa Branca.

Toda esta política americana de engajar e negociar com o Irã não irá impedir o avanço de seu programa nuclear e sua busca por armas nucleares. E da mesma forma que os árabes e os europeus, os latino-americanos sabem disto. Não há dúvida que Lula tinha certeza que o Irã irá adquirir armas nucleares quando assinou o acordo nuclear com Ahmadinejad e com a Turquia meses atrás. Do ponto de vista do Planalto, não há porque participar desta charada internacional e tentar impedir o Irã de se tornar uma potencia nuclear. É melhor estar do lado vitorioso já que Obama não se importa se o Irã conseguir o que quer.

E o mesmo vai para Israel. Os países da América Latina viram nestes últimos 2 anos uma mudança radical na posição americana que hoje força Israel a aceitar um estado palestino hostil e simplesmente entregar numa bandeija toda a terra conquistada em 1967 para gente como Abbas e Bashar Assad da Síria sem absolutamente nada em troca. Eles veem a América dizer que o reconhecimento do estado palestino é contraproducente mas não há uma recusa categórica de Obama que o reconhecimento não irá acontecer sem uma solução negociada.

A impressão que todos nós temos - que Obama está comprometido com a causa palestina - foi confirmada esta semana quando o acordo de Clinton e Netanyahu foi cancelado. O acordo, que supostamente iria trazer os palestinos de volta às mesas de negociação exigia que Israel congelasse as construções de judeus na Judéia, Samária e Jerusalém por 90 dias em troca de uma promessa que os Estados Unidos não pediriam outras moratórias, iriam apoiar Israel no Conselho de Segurança da ONU por 1 ano contra a declaração de um estado palestino sem um acordo de paz e vender para Israel 20 jatos F-35 no futuro.

Este acordo caiu por terra porque Obama se recusou a colocar estes itens por escrito. Obama não quis tomar qualquer posição para manter a aliança entre os Estados Unidos e Israel. Assim, Obama não quer se comprometer a não reconhecer ao final um estado palestino que estará de fato em guerra com Israel.

Esta política manda sinais para o Brasil, Argentina, Uruguay e outros países na América Latina. É melhor ir com Chavez e o Irã e virar as costas para Israel. Eles terão crédito por enfiarem o dedo no olho de Washington.

O Brasil em particular diz que este reconhecimento irá ajudar o processo de paz na região. Seria bom alguém perguntar ao Amorim como é que isto acontece na prática. No programa do dia 31 de outubro ultimo, eu falei sobre os perigos de um tal reconhecimento unilateral. Eu disse que qualquer declaração de um estado palestino fora do processo de negociação irá destruir os acordos de Oslo e a estrutura que estes acordos estabeleceram. Foi dentro desta estrutura que foi criada a Autoridade Palestina, seus líderes, instituições e jurisdição. Ainda, sendo uma ação para causar uma alteração no status do território, seria uma grave violação ao Artigo 31 do acordo intermediário entre Israel e palestinos, assinado em 1995. Isto daria também a Israel a base legal para anular os acordos de Oslo e abrir a porta para ações unilaterais de Israel em relação aos territórios.

Assim, exatamente, Sr. Amorim, como este reconhecimento irá ajudar o processo de paz?

Quando entendemos o que levou a América Latina a se tornar abertamente hostil a Israel compreendemos duas coisas: uma é que Israel não poderia ter evitado estes reconhecimentos e outra é que dada a trajetória atual da política americana, fica mais uma vez óbvio que Israel pode contar somente com ela própria para defender seus interesses e garantir sua sobrevivência contra o Irã e os palestinos.

Fonte: http://deborahsrour.blogspot.com/2010/12/o-distanciamento-da-america-latina.html

OLAVO DE CARVALHO - IMPERDIVEL

Falta de respeito


http://www.midiasemmascara.org/

A exploração estatal do erotismo é característica inconfundível dos regimes totalitários e revolucionários.

10 Dezembro 2010

Por que devemos consentir em continuar chamando de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Educação" um semianalfabeto que não sabe sequer soletrar a palavra "cabeçalho"? Por que devemos continuar adornando com o título de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Defesa" um civil bocó que se fantasia de general sem nem saber que com isso comete ilegalidade? Por que devemos honrar sob a denominação de "Sua Excelência, o Senhor Ministro da Cultura" um pateta sem cultura nenhuma? Por que devemos curvar-nos ante a magnificência presidencial de um pervertido que se gaba de ter tentado estuprar um companheiro de cela e diz sentir nostalgia do tempo em que os meninos do Nordeste tinham - se é que tinham - relações sexuais com cabritas e jumentas?

Essas criaturas, é certo, têm o direito legal a formas de tratamento que as elevam acima do comum dos mortais, mas até quando nossos nervos suportarão o exercício supremamente antinatural e doentio de fingir respeito a pessoas que não merecem respeito nenhum, que só emporcalham com suas presenças grotescas os cargos que ocupam? Respeito, afinal de contas, é noção hierárquica: sem o senso da distinção entre o melhor e o pior, o alto e o baixo, o excelso e o vulgar, não há respeito possível.

Nietzsche já observava: Quem não sabe desprezar não sabe respeitar. Se um sujeito que só merece desprezo aparece envergando um uniforme, ostentando um título, exibindo um crachá que o diz merecedor de respeito, estamos obviamente sofrendo uma agressão psicológica, um ataque de estimulação contraditória, ou dissonância cognitiva, que esfrangalha o cérebro mais vigoroso e reduz ao estado de cãezinhos de Pavlov as mentes mais lúcidas e equilibradas.

Um povo submetido a esse regime perde todo senso de gradação valorativa, todo discernimento moral. Prolongado o tratamento para além de um certo ponto, a sociedade entra num estado de desmoralização completa, de apatia, de indiferentismo, onde só os mais cínicos e desavergonhados podem sobreviver e prosperar.

Mas não é só nas pessoas que o encarnam que o presente governo é uma usina de estimulações desmoralizantes. Impondo a sodomia como o mais sacrossanto e incriticável dos atos, as invasões de terras como modalidade superior de justiça fundiária, o abortismo como dever de caridade cristã, a distribuição de pornografia às crianças como alta obrigação pedagógica, Suas Excrescências estão fazendo o que podem para sufocar, na alma do povo brasileiro, toda capacidade de distinguir entre o bem e o mal e até a vontade de perceber essa distinção.

Nunca, na história de país nenhum, se viu uma degradação moral tão rápida, tão geral e avassaladora. Os crimes mais hediondos, as traições mais flagrantes, os escândalos mais intoleráveis são aceitos por toda parte não só com indiferença, mas com um risinho de cumplicidade cínica que, nesse ambiente, vale como prova de realismo e maturidade.

Em cima de tudo, posam as personalidades mais feias e disformes, ante as quais mesmo homens sem interesses obscuros em jogo se sentem obrigados a debulhar-se em louvores e rapapés.

Num panorama tão abjeto, destacam-se quase como um ato de heroísmo as manifestações de desrespeito ostensivo com que os estudantes da Universidade de Brasília saudaram, na inauguração do "beijódromo", o presidente da República, seu ministro da Incultura e o reitor José Geraldo Souza Júnior.

Que é um "beijódromo", afinal? Idéia suína concebida na década de 60 por Darci Ribeiro, um dos intelectuais mais festeiros e irresponsáveis que já nasceram neste País, então deslumbrado com a doutrina marcusiana da gandaia geral como arma da revolução comunista, o "beijódromo" é um estímulo à transformação da universidade em espaço lúdico-erótico onde um governo de vigaristas possa obter ganhos publicitários explorando calhordamente os instintos lúbricos da população estudantil, assim desviada dos deveres mais óbvios que tem para consigo mesma e para com o País.

Meu caro amigo Reinaldo Azevedo assim resumiu o caso: "Um estado totalitário reprime o tesão. Um estado demagogo o estatiza." Peço vênia para discordar. Excetuados os países islâmicos, só alguns regimes autoritários, de natureza transitória, ousaram impor a repressão sexual.

A exploração estatal do erotismo é característica inconfundível dos regimes totalitários e revolucionários. Quem tenha dúvida fará bem em percorrer as 650 páginas do estudo magistral de E. Michael Jones, Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control (St. Augustine's Press, 2000). O "beijódromo" é a cristalização mais patente de um totalitarismo em gestação.

Os gritos e insultos com que Lula foi recebido por estudantes que querem algo mais que pão, circo e orgasmo refletem um fundo de sanidade que ainda resta na alma popular: nem todos os cérebros, neste País, estão perfeitamente adestrados na arte de bajular o que não presta.

Esse protesto impremeditado, espontâneo, sem cor ideológica definida, traz a todos os brasileiros a mais urgente das mensagens: no estado de degradação pomposa a que chegamos, só uma vigorosa falta de respeito pode nos salvar.

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/11675-falta-de-respeito.html

Liberdade de imprensa, porém...

A história da obstinação de setores do atual governo pela concretização de um novo marco regulatório das comunicações eletrônicas que permita algum tipo de "controle social" de conteúdos viveu mais um capítulo esta semana. O jornal Folha de S.Paulo teve acesso ao anteprojeto do governo de uma tal Lei Geral da Comunicação Social, destinada a regular o funcionamento do setor por meio da criação de um novo órgão, a Agência Nacional de Comunicação (ANC), que substituiria a Agência Nacional do Cinema. Caberia a essa nova agência, entre outras atribuições, regular o conteúdo veiculado pelas emissoras de rádio e televisão. A notícia provocou reação negativa tanto na área política quanto na empresarial. Com a mesma presteza, o principal responsável pela elaboração do projeto, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Franklin Martins, tentou minimizar a importância da notícia, alegando que existem várias versões de anteprojeto sobre o assunto. E a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Tereza Cruvinel, subordinada ao ministro, tentou desconversar: "Ouvi dizer que a versão publicada não é a definitiva." Mas não resistiu à oportunidade de reiterar o que pensa sua turma: "Como jornalista, acho que precisamos de alguma regulação. A liberdade de imprensa é sagrada, porém outros direitos precisam ser preservados." Há sempre um "porém".

O anteprojeto, elaborado por um grupo de trabalho criado há seis meses e coordenado pelo ministro Martins, prevê, por exemplo, que a agência a ser criada terá poderes para multar empresas que, a seu critério, veiculem programação ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário. Não tem nada a ver com censura, garantem fontes do governo, pois a punição resultará sempre de um julgamento a posteriori. Que bom!

Já o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida, não é tão otimista: "Esse julgamento implicará sempre uma manifestação ideológica em relação ao tema. Isso é uma coisa sempre muito perigosa, pode acabar descambando para a censura pura e simples." Essa é também a opinião do senador José Agripino, líder do DEM: "Qualquer tentativa dessas tem que ser vista sempre com muito cuidado. A liberdade de imprensa é uma conquista da democracia. Esse governo tem o cacoete de flertar com o cerceamento da liberdade."

Até onde se sabe, Dilma Rousseff não pretende manter em sua equipe o ministro Martins, ideólogo do "controle social" da mídia, e sua turma. Coerente com as reiteradas manifestações que tem feito de repúdio ao controle de conteúdo na mídia, a presidente eleita parece disposta a mudar o tom do discurso da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. O que implicará contrariar a tendência que predomina nas entidades "de esquerda" que deram o tom, por exemplo, da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada um ano atrás em Brasília por iniciativa do ministro Martins. Essas entidades, na verdade, estão sempre mais à esquerda do que o próprio governo e frequentemente manifestam insatisfação com a "falta de avanços" tanto na regulação da tele e da radiodifusão quanto no controle dos conteúdos da mídia em geral.

Claro exemplo dessa situação é...

Leia mais: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,liberdade-de-imprensa-porem,652415,0.htm#

Tarso Genro também defende a liberdade de imprensa, porém....

Por jornalista Políbio Braga

O novo governador gaúcho, Tarso Genro, deixou vazar através de auxiliares seus, que pretende implementar um Conselho de Comunicação no Estado, um monstrengo já repelido com vigor pela totalidade da mídia responsável e só desejada por profissionais apelegados e organizações jornalísticas aparelhadas do Brasil. É conhecida e farta a história da obstinação pela concretizaçãode um novo marco regulatório (controle) das comunicações, desta feita eletrônicas, por parte de setores do atual governo, Tarso Genro incluído (quando ministro da Justiça, ele assinou a proposta do PNDH3, que previa a censura à imprensa).

Esta semana, a Folha divulgou novo passo do governo federal, ao revelar detalhes do anteprojeto de uma Lei Geral de Comunicação Social, com a criação de um novo órgão, a Agência Nacional de Comunicações.

Os governos e governantes autoritários não convivem bem com a liberdade de imprensa. São exemplos as ditaduras comunistas da China e de Cuba, como também regimes de corte autoritário como os da Venezuela. O garrote às liberdades pública e individual começa pelo amordaçamento da liberdade de imprensa, que sempre começa com a retórica esperta de que é preciso conter os excessos e garantir espaço para quem não dispõe dele, como se a Constituição e os Códigos Civil e Penal não valessem nada.

O governo anterior do PT no RS, não apenas cortou as fontes supridoras de informações (releases) para os jornalistas não domesticados, como processou-os civil e criminalmente, chamou-os para depoimentos na polícia, enfiou-os no index de personas non gratas (os que não têm direito a entrevistas, mesmo coletivas), cortou as verbas de publicidade dos veículos "infratores" e pressionou pela demissão dos mais recalcitrantes. Isto tudo está contado em 13 depoimentos no livro A Vanguarda do Atraso. Essas perseguições resultaram num ato público de desagravo, movido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos na sede da OAB do RS.

CLIQUE AQUI para ler "Liberdade de imprensa, porém...", do Estadão deste sábado.
 
Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com/2010/12/tarso-tambem-defende-libderdade-de.html

COMO APOIO E PROMOÇÃO DO PT, DOUTRINAÇÃO GAYZISTA AVANÇA SOBRE AS NOSSAS CRIANÇAS



O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o PT e sua militância gayzista oferecem para uma nação majoritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças incentivando-as à prática do homossexualismo.

Um crime grotesco realizado em escala nacional, pois, sabendo-se que crianças ainda não estão maduras sexualmente, e com uma formação normal, e uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas, logicamente se tornarão adultos heterossexuais.

Mas os progressistas não querem saber nada disso: pretendem redesenhar a moralidade e o comportamento humano de acordo com suas premissas totalitárias, passando por cima da família e desdenhando os fatos mais elementares da natureza humana.


Fonte: http://www.midiasemmascara.org/

11 de dezembro de 2010

O cristianismo é bom para o mundo?

Publicado por Michelson Borges
O livro tem apenas 77 páginas, por isso mesmo dá para ler de uma assentada, mas também por isso mesmo nem chega perto de esgotar o assunto que se propõe elucidar: O cristianismo é bom para o mundo? Trata-se do debate entre o jornalista ateu Christopher Hitchens e o teólogo liberal Douglas Wilson. O prefácio de John Goldberg é uma pérola: "A história do cristianismo não é absolutamente imaculada, conforme Christopher Hitchens deixa claro e Douglas Wilson admite, mas o cristianismo pelo menos oferece instrumentos para condenar os que praticam o mal em seu nome. Há muitos ismos ‘seculares' que não têm condições de alegar o mesmo. Eles precisam - ou preferem - simplesmente redefinir o mal como deslealdade para com a Causa, ao passo que todo mal praticado em prol da Causa é considerado ato de heroísmo. Com toda a certeza, o cristianismo teve seguidores que agiram perversamente em nome de Deus. Mas, pelo menos, ele cultiva uma consciência moral pela qual os homens podem tentar olhar para seus atos com os olhos de um Deus de amor. Diante de algumas alternativas, esse princípio de organização dificilmente parece ser o pior para a humanidade."

O livro da editora Garimpo é organizado em seis "rounds" e o debate segue educadamente, embora acabe, em minha opinião, sem um vencedor evidente. Hitchens começa por questionar a ideia de liberdade e livre-arbítrio pelo fato de Deus ser uma espécie de "big brother" atento a cada deslize humano (p. 12, 13). E cita Fulke Greville, para quem "fomos criados doentes", embora nos ordenem que sejamos saudáveis. Assim, Hitchens começa a pintar seu quadro de um deus exigente, vigilante e responsável pelo mal - embora requeira de nós o bem.

Na réplica, Wilson admite que Hitchens possui boa argumentação, mas, em seguida, questiona: "Em face do ateísmo, gostaria que ele [Hitchens] explicasse o porquê do uso da razão. Se Deus não existe, o que é a verdade? Christopher Hitchens manifesta uma enorme indignação moral, mas, em face do ateísmo, gostaria que ele explicasse o porquê de sua prosa vibrante e motivadora. Se Deus não existe, então proteste  (p. 17).

Na página 23, Hitchens afirma que é possível encontrar "mais motivos de assombro e reverência num estudo do espaço ou de nosso DNA do que em qualquer livro escrito por um grupo de homens piedosos na era do mito". De fato, o espaço e as leis que regem o universo causam assombro, tanto que, ao pensar nisso, o maior ateu do século 20, Anthony Flew, acabou se convertendo a Deus. A complexidade do DNA igualmente assombra, e foi no estudo do genoma humano que o ex-ateu Francis Collins repensou suas convicções. Para o leitor atento, o livro da natureza traz a mesma mensagem da Revelação especial, a Bíblia Sagrada: "No princípio, criou Deus" (Gn 1:1).

Na mesma página 23, Hitchens deixa clara sua má compreensão do caráter de Deus: "É claro que não tenho condições de provar a inexistência de uma divindade que supervisiona e vigia cada momento da minha vida e irá me perseguir mesmo depois da morte. (Mas posso me alegrar com a falta de provas para uma ideia tão pavorosa...)." Se Hitchens tivesse estudado a Bíblia com atenção, descobriria que, para quem não quer saber da Vida, não haverá vida após a segunda morte. Deus não "persegue" e muito menos "perseguirá" ninguém, pois essas pessoas não mais existirão.

Wilson contrapõe com perguntas a tradicional alegação de que no Antigo Testamento Deus teria promovido genocídios e massacres, e que os que ensinam essas histórias para crianças foram "condenados pela História": "Por que deveríamos nos importar com os frágeis julgamentos da História? Deveriam os propagadores desses ‘horrores' ter se importado? Não há Deus, correto? Como não há Deus, isso significa - você sabe disso - que genocídios acontecem do mesmo jeito que terremotos e eclipses. Tudo é matéria em movimento, e essas coisas acontecem" (p. 27). E Wilson completa: "Diante de seu ateísmo, que explicação você pode dar que nos obrigue a respeitar o indivíduo? Como o seu individualismo flui das premissas do ateísmo? Por que alguém do mundo externo deveria respeitar os detalhes de sua vida e de seu pensamento mais do que respeita o movimento interno de qualquer outra reação química? Nossos pensamentos não passam disso, certo? Ou, se existe uma diferença, poderia você, a partir das premissas de seu ateísmo, fazer essa distinção? [...] A fé cristã é boa para a humanidade porque fornece o padrão fixo que o ateísmo não consegue fornecer e porque proporciona perdão dos pecados, algo que o ateísmo também não pode dar. Precisamos da direção de um padrão porque somos pecadores confusos. Precisamos do perdão porque somos pecadores culpados. O ateísmo não apenas conserva a culpa, mas também mantém a confusão" (p. 29, 35, 36).

A discussão segue a respeito da origem da moral. Hitchens afirma que a moral é "básica e inata" na humanidade. Wilson questiona, dizendo que, mesmo que fosse inata, a moral não seria digna de crédito, já que, para o pensamento ateu, somos fruto da evolução e, portanto, vivemos num universo em mudança. Então, nossa moral inata pode ter sido outra ou poderá ser outra. "Temos primos [evolutivos] distantes cujas mães comiam os filhotes. Isso lhes era inato? Será que eles se desenvolveram porque agir assim não era bom para eles? [...] Se o cristianismo é ruim para o mundo, os ateus não podem afirmar isso com coerência, pois lhes falta um critério fixo para definir o que é ruim" (p. 54).

Com respeito à "coexistência de Deus com o mal", apontada por Hitchens no quinto round, Wilson responde que prefere Deus mais o problema do mal em vez da ausência de Deus junto com um "Mal? Tudo bem!" (p. 63). Gostei dessa resposta simples porque mostra que, a despeito da relativa dificuldade de seu explicar a existência do mal num universo criado por um Deus todo-poderoso e todo-amoroso, é justamente o conceito de um Deus perfeito e bom que nos leva à indignação contra o mal (por contraste) e alimenta o desejo de buscar algo melhor e de esperar respostas desse Deus.

No sexto e último round, Wilson, como bom pastor, termina fazendo veemente apelo a Hitchens: "[O Senhor] estabeleceu um lar que, além de grande, é acolhedor; há bastante espaço para você. Nada que já tenha feito ou falado será usado contra você. Todas as coisas serão purificadas e perdoadas. Sobre a mesa há comida simples - pão e vinho. A porta está aberta, e vou deixar a luz acesa para você" (p. 77).

Que bom que Wilson concluiu assim o debate! Creio que seriam as mesmas palavras que eu gostaria de dizer com carinho e respeito a todo ateu sincero. Agora só me resta orar por Hitchens e outros que precisam conhecer o Deus verdadeiro e encontrar descanso nEle.

Meses depois de ler o livro O Cristianismo é Bom Para o Mundo?, lendo outro livro - Antropologia Cristã, de Valfredo Tepe (Vozes) -, me deparei com esta citação, na página 244, que me fez lembrar do debate entre Hitchens e Wilson: "Jürgen Habermas, o último dos grandes filósofos da escola de Frankfurt, fez recentemente um discurso que chamou atenção pela abertura positiva para a religião. Afirmou que não conhecia nenhuma alternativa para a herança da cultura ocidental que proveio da ética judaica da justiça e da ética cristã do amor. Dessa substância se alimentaram todas as ideias ‘de liberdade e convivência solidária, de conduta autônoma da vida, da moral de consciência individual, de direitos humanos e democracia'. Tudo o mais seria ‘conversa pós-moderna'."

Sobre o autor.

MICHELSON BORGES

Jornalista (formado pela UFSC) e editor da Casa Publicadora Brasileira. É autor dos livros Nos Bastidores da Mídia, Por Que Creio, A História da Vida, entre outros. Mestre em Teologia pelo Unasp, mantém o blog http://www.criacionismo.com.br/

Educação apedeuta - Só elite dos alunos faz nota do país subir

Crescimento da média do Brasil em leitura no Pisa é puxado pelos estudantes que já tinham bom desempenho.


Praticamente não houve avanço na nota dos jovens brasileiros com mais atraso, feito alcançado por 12 países.

Por Fábio Takahashi, na Folha: aqui.

A melhora das notas do Brasil em leitura na avaliação internacional divulgada nesta semana foi puxada pelos alunos que já possuíam bom desempenho. Entre os estudantes com mais dificuldade, o ganho foi quase nulo. A constatação aparece no detalhamento do rendimento dos países no Pisa, exame da OCDE (organização de nações desenvolvidas) que avaliou a situação de 65 países. Na média, a nota do Brasil em leitura cresceu 16 pontos (4%) entre 2000 e 2009, o que foi classificado no relatório como “impressionante”.

O avanço, porém, foi impulsionado pelos estudantes que estão entre os 10% mais bem avaliados, cujas médias subiram 30 pontos. Já entre os 10% mais mal avaliados, o avanço foi de 5 pontos. Por conta do resultado, o país entrou no grupo que avançou nas notas, mas aumentou a desigualdade. “O Brasil aumentou o desempenho em leitura dos seus melhores estudantes, enquanto manteve o nível daqueles com mais dificuldades”, apontou o relatório.

Doze países conseguiram melhorar seus estudantes com pior desempenho, entre eles Chile, Peru e Alemanha. “Os dados deveriam despertar uma rediscussão de nossas políticas”, disse Paula Louzano, doutora em educação por Harvard (EUA). Para ela, o país precisa adotar medidas para ajudar os alunos nas piores condições. A defasagem entre os grupos aumentou: em 2000, era como se os melhores alunos tivessem tido cinco anos e meio de estudo a mais que os piores; agora, a diferença foi para seis anos.

CHILE A maior melhora entre alunos com mais dificuldades ocorreu no Chile. O relatório destaca que em 1980 o país universalizou o ensino básico (quase 20 anos antes que o Brasil) e, nos anos 1990, já pôde se focar na qualidade.

Educação apedeuta - Só elite dos alunos faz nota do país subir

Homenagem ao Pastor Michel Piragine, filho do inabalavel Pr Paschoal Piragine.



Agradeço a Deus por esta família, e vejo que as promessas de Deus se cumprem na vida daqueles que o buscam, abençoando seus filhos e as futuras gerações.

Seu pai, o Pr. Paschoal Piragine, é um símbolo de denodo e destemor na defesa dos princípios cristão. Seu vídeo postado no youtube (veja aqui http://www.youtube.com/watch?v=K5dlImyhixE) já é parte da historia e mudou para sempre a visão que muitos brasileiros tinham do PT, agora um partido desmascarado e declaradamente anticristão.

10 de dezembro de 2010

Alejandro Penã, prisioneiro político venezuelano, escreve aos jovens

Queridos jovens:


Ao completar um mês de meu encarceramento injusto, senti o desejo de me comunicar com vocês, convencido que me minhas palavras poderiam lhes ser úteis.

A maior aspiração de todo ser humano - especialmente intensa nos jovens - é alcançar a felicidade; entretanto, segundo minha experiência pessoal, encontra-se a felicidade de uma forma que poderíamos chamar de misteriosa.

Dado que nosso corpo é animal, mas nossa alma é angelical, existem tendências contrárias dentro de nós. A parte animal nos tenta a buscar a felicidade nos aspectos materiais, como são os prazeres, o dinheiro, a satisfação egoísta, etc.

Essa foi a opção que escolhi em minha juventude. Venezuela era um país pujante, havia estabilidade política e dinheiro em abundância, e todo profissional universitário tinha seu futuro econômico assegurado. Tanto assim que, recém-graduado pela Universidade Simón Bolívar, já era dono de minha própria empresa, tinha dinheiro, propriedades, carro, e ao cabo de poucos anos, até mesmo um avião.

Me dediquei ao trabalho, ao esporte (obtendo triunfos para a Venezuela em numerosos campeonatos de artes marciais), a festas, a viagens prazerosas e, enfim, a desfrutar a vida. Entretanto, apesar das aparências, não era feliz; sentia um grande vazio dentro de mim.

Não me sentia bem me divertindo quando, ao redor de mim, observava tanta pobreza e tantas diferenças sociais. Ademais, compreendi que o sistema democrático venezuelano era insustentável, a não ser que mudanças fundamentais fossem feitas.

Apesar da aparente bonança, produto dos lucros do petróleo, Venezuela estava se desmoronando moral e economicamente. Isso se fez evidente em fevereiro de 1983, quando ocorreu a primeira desvalorização do bolívar, o que se conheceu como "sexta-feira negra".

Ao completar trinta anos - após passar por uma crise existencial derivada daquelas reflexões - cometi o que qualquer pessoa consideraria uma "loucura": vendi tudo o que tinha, decidi me dedicar à política, e comecei a elaborar um projeto capaz de converter a Venezuela em uma potência industrial; para tanto, estudei as experiências históricas de Estados Unidos, Alemanha e Japão, assim como o caso exitoso do Plano Marshall, que serviu para reconstruir a Europa após a Segunda Guerra.

Estava convencido de que o bem-estar que havia observado nos Estados Unidos e na Europa, e outros países que havia visitado durante minhas viagens, não podia ser propriedade exclusiva de outras nações. Se eles haviam podido alcançar o desenvolvimento, o que nos impedia de fazer o mesmo?

Confesso que os primeiros anos de minha atividade política foram muito duros e cheios de incompreensão; entretanto, comecei, por fim, a experimentar - ainda que levemente - um sentimento de plenitude que até então me era desconhecido, o qual me animou para seguir adiante, apesar das dificuldades. O sentimento de plenitude foi incrementando ao passar do tempo, à medida que avançava em minha preparação intelectual e obtinha alguns incipientes sucessos políticos.

Afortunadamente, consegui uma maravilhosa mulher que compartilhava minha "loucura" pela Venezuela. Nos casamos, tivemos três filhas, e há pouco completamos 20 anos de matrimônio estável, muito frutífero e cheio de amor. Esse apoio foi fundamental para continuar meu caminho com perseverança e firmeza.

Quando o senhor Chávez chegou ao poder em 1998, eu tinha 44 anos. Havia alcançado a maturidade política e intelectual suficiente para enfrentar com êxito seu projeto castro-comunista, como de fato tenho feito. Modéstia a parte, tenho sido tão bem-sucedido em meu trabalho, que a Chávez não coube outra medida que me prender, para tentar - sem êxito - refrear minhas iniciativas.

Paradoxalmente, esses últimos doze anos, ainda que carregados de problemas, tem sido os mais felizes da minha vida, sem renegar os anos anteriores. Certamente, me dá tristeza ver meu país se destruindo; todavia, em meio a essa tragédia, sou feliz, pois não vivo para satisfazer a mim mesmo, mas para fazer o bem à minha pátria, à minha família e a meus amigos.

E é justamente nisto que consiste a verdadeira felicidade: em se esquecer de si próprio (no fim, somos seres mortais) e em se entregar a uma causa transcendente, servindo aos demais e construindo o bem comum.

Com isso, não quero censurar os prazeres que a vida proporciona, mas afirmar que essas diversões ganham outro sentido - mais humano e verdadeiro - quando são ordenadas segundo uma causa superior.

Vocês vivem uma Venezuela muito diferente daquela de minha juventude. Atualmente, apenas se percebem problemas; existe um desconcerto e um desânimo generalizados; e, pior ainda, o futuro parece mutilado. Não obstante, vista de uma perspectiva diferente, a Venezuela de hoje lhes dá a oportunidade de assumir desafios e responsabilidades maiores; de se preocupar com assuntos transcendentes; de lutar por seu futuro, pelo futuro de seus entes queridos e por todos os seus compatriotas; por fim, lhes permite orientar sua vida de acordo com o conteúdo angelical de suas almas ao invés de dedicá-la a satisfazer a parte animal que jaz no corpo.

Comentava no começo dessa carta que a felicidade se consegue de maneira misteriosa. Exemplo disso é minha situação atual: supostamente eu deveria estar triste e ressentido porque me encarceraram injustamente, acusando-me de um horrendo delito que não cometi, e, entretanto, ocorre o contrário; nunca me senti tão orgulhoso, tão útil à minha pátria, e tão contente comigo mesmo por haver agido com patriotismo e retidão. Sem dúvida, sou um homem feliz e plenamente realizado.

Esta - meus queridos jovens - é a lição que queria lhes transmitir hoje. A felicidade se encontra quando a vida está orientada a um fim superior.

Sejam felizes, mas construindo o bem. Amem sem limite, mas de maneira ordenada. Respeitem e queiram bem a seus pares, buscando bem-estar deles mais do que o seu próprio. Riam a gargalhadas, mas, ao mesmo tempo, dediquem-se ao próximo. Estudem muito, não por obrigação, mas pelo prazer de aprender. Sejam valentes, mas não temerários. E, por fim, desfrutem a vida com alegria, mas também cumpram a vocação que Deus depositou em seus corações.

Finalmente, quero lhes enviar uma mensagem de esperança e de otimismo. A triste situação política que vive o país é temporária. Logo se abrirão novos caminhos para os venezuelanos. Ponham sua fé em Deus e sua confiança na pátria que os viu nascer. Prometo-lhes que o futuro será bem melhor.

Queridos jovens, de minha "prisão irmã", reitero: não tenham medo! Ânimo, tenham esperança!

Alejandro Peña Esclusa
Prisioneiro político

Tradução livre da carta em espanhol publicada em:
http://fuerzasolidaria.org/?p=3452
 
Fonte: http://jimpereira.blogspot.com/2010/08/alejandro-pena-prisioneiro-politico.html

A HERANÇA MALDITA DE LULA E DILMA

Publicado originalmente em 02/04/2010.


Repórteres que cobrem política e economia deveriam tirar cópia deste artigo de Márcio Aith, publicado hoje na Folha, lê-lo ao menos uma vez por dia e convertê-lo em reportagens. À diferença do que alardeiam o discurso e a propaganda oficiais, a infraestrutura brasileira está sucateada. Reportagem de capa da VEJA, por exemplo, demonstra o caos no setor aéreo por causa da falta de investimento em aeroportos. Ao texto de Aith.

*
O açúcar do PAC

Dois países devolveram recentemente navios com açúcar importado do Brasil. Motivo: não era açúcar, mas areia. Uma quadrilha que agia nos portos nacionais fazia a troca do produto in natura antes do embarque, numa fraude de curiosa complexidade que, ao que tudo indica, funcionou por anos e lesou exportadores e importadores.

Investigado com discrição pelas autoridades, o crime eleva ao patamar do absurdo o caos logístico e a falência da infraestrutura brasileiros. Ele se soma à burocracia, à corrupção, à carga tributária, às estradas esburacadas e ao funil portuário na lista de obstáculos enfrentados pelo produtores nacionais.

Entre 2002 e 2009, o valor das vendas externas brasileiras aumentou de R$ 60 bilhões para R$ 152 bilhões. No mesmo período, a malha ferroviária brasileira manteve-se nos mesmos 30 mil quilômetros, o percentual de rodovias pavimentadas ficou em pouco mais de 10% e os custos de logística subiram.

Perdíamos, e continuamos perdendo, em quase todos os quesitos de eficiência logística para Índia, China, Rússia, Argentina e África do Sul, entre outros tantos.

Diante disso, questiona-se se os tais PACs, os dois programas de obras da ministra Dilma Rousseff, estão funcionando. Estão, mas não no que interessa ao país. Sua eficácia parece mais cênica. Ainda que não nos convençam, o barulho que se faz em torno deles, a artificialidade das apresentações oficiais e o ar concretado da ministra ao pronunciar “obras estruturantes” embaralham a percepção da realidade.

Não se fala mais de ferrovias e rodovias em frangalhos, mas de obras a serem criadas no futuro. O esforço nunca feito em infraestrutura deixou de ser passivo eleitoral para transformar-se numa “carteira de projetos para o sucessor”. Os problemas reais foram substituídos pelo mundo do powerpoint.

No universo de Dilma, cuja candidatura talvez seja a única obra visível dos dois PACs, areia sai pelo preço de açúcar.

Por Reinaldo Azevedo: A HERANÇA MALDITA DE LULA E DILMA

Especial: cumple un año la Jueza Maria Lourdes Afiuni de estar presa . Solicito Justicia

Trasladada la jueza Afiuni para chequeo médico

Diciembre 10, 2010
Por: Martha Colmenares

Hoy cumple Maria Lourdes Afiuni un año de estar presa, por el caso del empresario Eligio Cedeño. A la jueza, tuve la oportunidad de conocerla, fui al Inof, la cárcel de mujeres, dos veces he podido compartir con ella y puedo hablar con propiedad y decir, que me consta lo mal que la está pasando, difícil que las autoridades puedan esconder la retaliación y empeño en hacerle la perdida de su libertad más difícil. Está enferma, su situación es grave, temo por su vida. La inclemencia de apodera de los poderes, de los principios fundamentales del derecho, esto ocurre en Venezuela durante el régimen de Hugo Chávez. Amnistía Internacional se ha pronunciado hoy Día internacional de los Derechos Humanos. Justicia, es lo que puedo pedir para ella, la justicia que merece y le niegan.

Leia mais: http://www.marthacolmenares.com/2010/12/10/especial-cumple-un-ano-la-jueza-maria-lourdes-afiuni-de-estar-presa-solicito-justicia/

9 de dezembro de 2010

UMA CONQUISTA DA ERA LULA - O RETROCESSO DA EDUCAÇÃO

País perde 12 posições em ranking de educação

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O Brasil perdeu 12 posições no índice de educação feito pela Unesco, o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para a educação e a cultura.

Relatório da Unesco diz que Brasil tem baixos índices na educação básica

A queda, do 76º para o 88º lugar entre 128 países, ocorreu principalmente em razão da piora no índice de crianças que chegam até a quarta série. Segundo a Unesco, de 80,5%, em 2005, o percentual caiu em 2007 para 75,6%.

Com isso, o IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional) do Brasil, caiu de 0,901 para 0,883 em uma escala de 0 a 1, o menor entre todos os países do Mercosul. Isso mantém o país em um patamar considerado mediano pela Unesco.

O IDE é composto pelas taxas de alfabetização de adultos, igualdade de gênero, matrícula na educação primária e sobrevivência na escola até a quinta série -no caso do Brasil, foi considerado o dado relativo à quarta série.

Os primeiros lugares ficaram com Noruega, Japão e Alemanha. Os últimos, com Etiópia, Mali e Niger, todos no continente africano.

 Repetência

Um dos piores indicadores brasileiros mostrados pelo relatório é a repetência.

Com 18,7% de taxa de reprovação no ensino fundamental no ano de 2005, de acordo com o relatório, o Brasil só perde nesse quesito para 13 países que fazem parte da África subsaariana.

No dado mais recente, relativo a 2007, essa taxa estava em 12,1% segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao Ministério da Educação.

Em relação ao investimento em educação, o Brasil gastava em 2005 menos de um quarto do que os países considerados como desenvolvidos: US$ 1.257 por aluno contra US$ 5.312 por aluno.

O coordenador da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, ressaltou a alta taxa de repetência, mas avaliou que o Brasil se saiu bem no relatório ao ter sido bem avaliado no combate ao analfabetismo e na distribuição de recursos, como o Fundeb -fundo que recebe recursos da União, Estados e municípios e viabiliza o financiamento da educação em locais mais pobres.

Procurado para comentar o relatório, o Ministério da Educação afirmou que está analisando os números mas que, de qualquer forma, todos eles se referem ao período anterior ao lançamento do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), o chamado "PAC da Educação", que ocorreu em 2007.

Leia mais: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u682579.shtml

Professores analisam posição do Brasil no ranking mundial da Educação

O Brasil ficou 88o lugar no ranking mundial de educação, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Professores da UnB apontam que algumas causas para o país estar entre os retardatários na corrida pela educação: crescimento acelerado do número de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do número de professores; baixa formação dos docentes; e demora para dar prioridade à área.

Por motivos como esses, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.

O estudo atribuiu nota de 0 a 1 aos 128 países analisados levando em conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na escola, o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos e meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número de crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem a 5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída a países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do país.

O professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a posição do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta como um dos motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas, fato que não aconteceu da mesma forma em outros países da América Latina. “A ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já existia, sem melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos professores”, afirma.

Segundo Mendonça, esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma preocupação recente com a universalização do ensino. “Nos últimos 20 anos é que tem havido uma reversão no quadro de descaso com a educação no país”, justifica. O que falta agora, segundo Mendonça, é que o crescimento do número de vagas seja acompanhado pelo aumento da qualidade.

Para que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês de Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em um país com dimensões continentais os investimentos necessários são muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos professores.

EVASÃO – A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal motivo para a má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora da Faculdade de Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas causas principais para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a falta de preparo com que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra explica que no Brasil ainda não se dá a devida importância à educação infantil, que vai até os seis anos de idade, e isso prejudica o aprendizado futuro dos alunos. “Pela lei, somente o ensino básico, do 1º ao 9º ano, é obrigatório”, esclarece.

A segunda é a falta de sensibilidade e de condições dos professores para entender as particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na sala de aula existe uma diversidade grande de estudantes, que nem sempre os professores conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a mesma metodologia de ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem prejudicar o aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender como deveriam, muitos alunos largam a escola nesse período. A professora diz que o professor precisa saber trabalhar com a bagagem cultural que o aluno traz de casa.

Os especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo, mas que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de educação, a gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o professor Erasto Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram lançadas recentemente para tentar reverter esse quadro. Como exemplo, a diretora da FE Inês de Almeida cita o programa Mais Educação, que aumenta de 4h para 6h o tempo que as crianças passam na escola. Já Mendonça cita o fim da desvinculação do orçamento da Educação, que deve liberar cerca de R$ 10 bilhões até 2011, e a Conferência Nacional de Educação, que acontecerá em março de 2010 e estabelecerá metas para o Plano Nacional de Educação.

O caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria de Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar em prática”, conclui.

UnB Agência

fonte: Professores analisam posição do Brasil no ranking mundial da Educação

2 de dezembro de 2010

PL 122/2006 - Sobre o recente protesto contra a UP Mackenzie

Em protesto ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), publicado desde 2007 no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie contra o PL 122/2006 (conhecido como “lei anti-homofobia”), um grupo de ativistas organizou uma manifestação no dia 24 de novembro de 2010, por volta das 18h, em frente à universidade. Com previsão de mais de três mil participantes, o evento contou somente com cerca de 400, que se postaram diante dos portões da instituição, na Rua Itambé. Em seguida, o grupo deslocou-se do Mackenzie para a Avenida Paulista com um número já bastante reduzido, conforme anunciado por diversos veículos de comunicação como a Globo News, a Folha de São Paulo, a CET, o site da UOL e dezenas de outros sites informativos. Na universidade, as aulas transcorreram normalmente.

A oposição da IPB ao projeto de lei se baseia não só no senso comum e em análises jurídicas especializadas (que consideraram o projeto “inconstitucional”), mas sobretudo nos princípios cristãos que norteiam tanto a denominação quanto o Mackenzie. Não há novidade nisso: quando se matriculam na instituição, os alunos assinam o contrato de serviços educacionais, em que há uma cláusula explicando esse caráter confessional. Isso não significa perseguição a quem não subscreve essas bases cristãs, muito pelo contrário: não há registro na história da universidade de casos de discriminação de qualquer tipo, seja contra alunos homossexuais, seja contra alunos que professam outras religiões, ou nenhuma. Todos têm acesso aos mesmos benefícios, como bolsas de estudo.

No entanto, desde o momento em que a publicação do texto da IPB no site do Mackenzie foi “descoberta” pelos ativistas neste ano, a igreja, a universidade e a pessoa de seu Chanceler têm sido duramente atacados e acusados de “homofobia”. Filmados em vídeo, os manifestantes pediam a demissão do Chanceler, cuja foto foi estampada em diversos sites homossexuais acompanhada de palavras de ódio. A virulência que caracterizou essas expressões de indignação, mesmo antes da aprovação do projeto, confirma o quanto é perigoso que a sociedade se veja refém de uma minoria militante, que procura impor seus pontos de vista por meio de pressão e difamação, não admitindo que pessoas, igrejas e organizações cristãs simplesmente afirmem ser a conduta homossexual um pecado.

Para detalhar melhor sua postura bíblica — que se fundamenta no amor, não no separatismo, e prega o respeito a todos —, cristãos que partilham da mesma visão sobre o homossexualismo se uniram para elaborar o manifesto “Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa”. O texto foi reproduzido em cerca de oito mil sites cristãos e conservadores, recebendo mais de 36mil citações na internet. Traduzido para idiomas como alemão, espanhol, francês, holandês e inglês, foi postado em sites de diversos países estrangeiros, como Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal. Centenas de manifestações de solidariedade à postura do Mackenzie foram veiculadas em diversos meios, inclusive no conhecido blog de Reinaldo Azevedo (articulista da revista Veja), um dos comentaristas políticos mais lidos e respeitados do país. Respondendo às acusações de “homofobia” com argumentos sólidos e bíblicos, os cristãos creem que sua postura contribuiu para que a manifestação de repúdio ao documento da IPB tenha recebido tão pouca adesão do público.

Nós, cristãos, estamos alegres e gratos por todo o apoio recebido e pelas orações do povo de Deus em favor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e de seu Chanceler, o Rev. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Instamos o povo de Deus a que se una também em súplicas e intercessões para que o Deus todo-poderoso derrame seu Espírito Santo sobre a igreja evangélica neste país. Necessitamos com urgência de um avivamento, de forma que o Cristo crucificado seja exaltado, os crentes sejam santificados, a Escritura Sagrada seja pregada com liberdade, pecadores se convertam e nosso país seja transformado, para a glória do Deus trino da graça.

Este pronunciamento é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Para ampla divulgação.

Fonte: http://normabraga.blogspot.com/2010/11/sobre-o-recente-protesto-contra-up.html

Por dentro do Wikileaks: a democracia passa pela transparência radical

30/11/2010
Natalia Viana
São Paulo

Fui convidada por Julian Assange e sua equipe para trazer ao público brasileiro os documentos que interessam ao nosso país. Para esse fim, o Wikileaks decidiu elaborar conteúdo próprio também em português. Todos os dias haverá no site matérias fresquinhas sobre os documentos da embaixada e consulados norte-americanos no Brasil.

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Por trás dessa nova experiência está a vontade de democratizar ainda mais o acesso à informação. O Wikileaks quer ter um canal direto de comunicação com os internautas brasileiros, um dos maiores grupos do mundo, e com os ativistas no Brasil que lutam pela liberdade de imprensa e de informação. Nada mais apropriado para um ano em que a liberdade de informação dominou boa parte da pauta da campanha eleitoral.

Buscando jornalistas independentes, Assange busca furar o cerco de imprensa internacional e da maneira como ela acabada dominando a interpretação que o público vai dar aos documentos. Por isso, além dos cinco grandes jornais estrangeiros, somou-se ao projeto um grupo de jornalistas independentes. Numa próxima etapa, o Wikileaks vai começar a distribuir os documentos para veículos de imprensa e mídia nas mais diversas partes do mundo.

Assange e seu grupo perceberam que a maneira concentrada como as notícias são geradas – no nosso caso, a maior parte das vezes, apenas traduzindo o que as grandes agências escrevem – leva um determinado ângulo a ser reproduzido ao infinito. Não é assim que esses documentos merecem ser tratados: “São a coisa mais importante que eu já vi”, disse ele.

Não foi fácil. O Wikileaks já é conhecido por misturar técnicas de hackers para manter o anonimato das fontes, preservar a segurança das informações e se defender dos inevitáveis ataques virtuais de agências de segurança do mundo todo.

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Assange e sua equipe precisam usar mensagens criptografadas e fazer ligações redirecionados para diferentes países que evitam o rastreamento. Os documentos são tão preciosos que qualquer um que tem acesso a eles tem de passar por um rígido controle de segurança. Além disso, Assange está sendo investigado por dois governos e tem um mandado de segurança internacional contra si por crimes sexuais na Suécia. Isso significou que Assange e sua equipe precisam ficar isolados enquanto lidam com o material. Uma verdadeira operação secreta.

Documentos sobre Brasil

No caso brasileiro, os documentos são riquíssimos. São 2.855 no total, sendo 1.947 da embaixada em Brasília, 12 do Consulado em Recife, 119 no Rio de Janeiro e 777 em São Paulo.

Nas próximas semanas, eles vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo.

O Wikileaks vai publicar muitas dessas histórias a partir do seu próprio julgamento editorial. Também vai se aliar a veículos nacionais para conseguir seu objetivo – espalhar ao máximo essa informação. Assim, o público brasileiro vai ter uma oportunidade única: vai poder ver ao mesmo tempo como a mesma história exclusiva é relatada por um grande jornal e pelo Wikileaks. Além disso, todos os dias os documentos serão liberados no site do Wikileaks. Isso significa que todos os outros veículos e os próprios internautas, bloggers, jornalistas independentes vão poder fazer suas próprias reportagens. Democracia radical – também no jornalismo.

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Impressões

A reação desesperada da Casa Branca ao vazamento mostra que os Estados Unidos erraram na sua política mundial – e sabem disso. Hillary Clinton ligou pessoalmente para diversos governos, inclusive o chinês, para pedir desculpas antecipadamente pelo que viria. Para muitos, não explicou direto do que se tratava, para outros narrou as histórias mais cabeludas que podiam constar nos 251 mil telegramas de embaixadas.

Ainda assim, não conseguiu frear o impacto do vazamento. O conteúdo dos telegramas é tão importante que nem o gerenciamento de crise de Washington nem a condenação do lançamento por regimes em todo o mundo – da Austrália ao Irã – vai conseguir reduzir o choque.

Como disse um internauta, Wikileaks é o que acontece quando a superpotência mundial é obrigada a passar por uma revista completa dessas de aeroporto. O que mais surpreende é que se trata de material de rotina, corriqueiro, do leva-e-traz da diplomacia dos EUA. Como diz Assange, eles mostram “como o mundo funciona”.

O Wikileaks tem causado tanto furor porque defende uma ideia simples: toda informação relevante deve ser distribuída. Talvez por isso os governos e poderes atuais não saibam direito como lidar com ele. Assange já foi taxado de espião, terrorista, criminoso. Outro dia, foi chamado até de pedófilo.

Wikileaks e o grupo e colaboradores que se reuniu para essa empreitada acreditam que injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar. E que, com a ajuda da internet, é possível levar a democracia a um patamar nunca imaginado, em que todo e qualquer poder tem de estar preparado para prestar contas sobre seus atos.

O que Assange traz de novo é a defesa radical da transparência. O raciocínio do grupo de jornalistas investigativos que se reúne em torno do projeto é que, se algum governo ou poder fez algo de que deveria se envergonhar, então o público deve saber. Não cabe aos governos, às assessorias de imprensa ou aos jornalistas esconder essa ou aquela informação por considerar que ela “pode gerar insegurança” ou “atrapalhar o andamento das coisas”. A imprensa simplesmente não tem esse direito.

É por isso que, enquanto o Wikileaks é chamado de “irresponsável”, “ativista”, “antiamericano” e Assange é perseguido, os cinco principais jornais do mundo que se associaram ao lançamento do Cablegate continuam sendo vistos como exemplos de bom jornalismo – objetivo, equilibrado, responsável e imparcial.

Uma ironia e tanto.

*Natália Viana é jornalista e colaboradora do Opera Mundi
*Site WikiLeaks: http://www.wikileaks.org/