Liberdade de Informação: e o direito que os cidadãos têm de ser informado de tudo que se relaciona com a vida do Estado, e que, por conseguinte é de seu peculiar interesse. Esse direito de informação faz parte da essência da democracia. Integra-o a liberdade de imprensa e o direito de ser informado. Artigo 5º inciso XXXIII, da Constituição Federal. Prof. Franscisco Bruno Neto.

7 de maio de 2012

LULA ESTÁ COM ÓDIO E ABRAÇADO A SEU RANCOR! ELE É HOJE O ÚNICO RISCO QUE ENFRENTA O GOVERNO DILMA. OU: AINDA QUE A GRITARIA SUGIRA O CONTRÁRIO, OS TOTALITÁRIOS JÁ PERDERAM

Considero este texto um dos mais importantes já publicados neste blog. Se gostarem, ajudem a divulgá-lo.*
Eu não gosto da expressão “passar a história a limpo”. Tem apelo inequivocamente totalitário. Fica parecendo que vivemos produzindo rascunhos e que a história verdadeira nos aguarda em algum lugar. Para tanto, teríamos de nos submeter às vontades de um líder, de uma raça, de uma classe ou de partido para atingir, então, aquela verdade verdadeira. A gente sabe aonde isso já deu. Nos milhões de mortos dos vários fascismos e do comunismo. Assim, não existe história a ser “passada a limpo”. Os países que alcançaram a democracia política, como alcançamos, têm é de lutar para tirar da vida pública os corruptos, os aproveitadores e os oportunistas. Isso é “passar a limpo”? Não! isso é melhorar quem somos. Não por acaso, antes que prossiga, noto que Luiz Inácio Lula da Silva é um dos herdeiros dessa visão totalitária supostamente saneadora — daí o seu mentiroso “nunca antes na história destepaiz“, como se fosse o fundador do Brasil.
A CPI do Cachoeira poderia ser — pode ser ainda, a depender do andamento, vamos ver — mais uma dessas oportunidades em que práticas detestáveis dos subterrâneos da política vêm à luz, permitindo punir aqueles que abusaram dos cofres públicos, das instituições e da boa-fé dos brasileiros. Ocorre que há uma boa possibilidade de que isso não aconteça. E por quê? Porque Lula está com ódio. Um ódio injustificado. Um ódio de quem não sabe ser grato. Um ódio de quem não encontra a paz senão exercendo o mando. É ele quem centraliza hoje os esforços para que a CPI se transforme num tribunal de acusação da Procuradoria Geral da República, do Supremo Tribunal Federal e da imprensa independente. E já não esconde isso de seus interlocutores.
A presidente Dilma Rousseff, cujo governo não é do meu gosto — e há centenas de textos dizendo por que não — já deve ter percebido (e, se não o percebeu, então padece de uma grave déficit de atenção política): o risco maior de desestabilização de seu governo não vem da oposição ou do jornalismo que leva a sério o seu trabalho. O nome do risco é Lula.
Ele quer se vingar. Mas se vingar exatamente do quê? Não há explicação racional para o seu rancor, como vou demonstrar abaixo. Já foi, sim, um elemento que ajudou a construir a democracia brasileira — não mais do que isto, friso: uma personagem que participou de sua construção. Nem sempre de modo decoroso. Em momentos cruciais, para fortalecer seu partido, atuou como sabotador. Mas o sistema que se queria edificar era mais forte do que a sua sabotagem. Negou-se a homologar a Constituição; recusou-se a participar do Colégio Eleitoral; opôs-se ao Plano Real; disse “não” às reformas que estão hoje na base da estabilidade que aí está… A lista seria longa. Mesmo assim, ao participar do jogo institucional (ainda que sem ter a devida clareza de sua importância), deu a sua cota. Agora que o regime democrático está estabelecido, Lula se esforça para arrastar na sua pantomima e na do seu partido alguns dos pilares do estado democrático e de direito.
Por quê? Seria seu senso de justiça tão mais atilado do que o da maioria? É a sua intolerância com eventuais falcatruas que o leva hoje a armar setores do seu partido e da base aliada para tentar esmagar a Procuradoria, o Supremo e a imprensa? Não! Lamento ter de escrever que é justamente o contrário: o que move a ação de Lula, infelizmente, é o esforço para proteger os quadrilheiros do mensalão. Uma coisa é certa: outros líderes, antes dele, já deram guarida a bandidos. O PT não fundou a corrupção no Brasil. Mas só Lula e seu partido a transformaram num fundamento ético a depender de quem é o corrupto. Se aliado, é só um herói injustiçado.
Ódio imotivadoE Lula, por óbvio, deveria estar com o coração pacificado, lutando para fortalecer as instituições, não para enfraquecê-las. Um conjunto de circunstâncias — somadas a suas qualidades pessoais (e defeitos influentes) — fez dele o que é. Em poucas pessoas, o casamento da “virtù” com a “fortuna” foi tão bem-sucedido. O menino pobre, retirante, tornou-se presidente da República, eleito e reeleito, admirado país e mundo afora. Podemos divergir — e como divergimos! — dessa avaliação, mas nada disso muda o fato objetivo. Quantos andaram ou andarão trajetória tão longa do ponto de partida ao ponto de chegada?
Lula deveria ser grato aos aliados e também aos adversários. Qualquer um que tenha um entendimento mediano da história sabe como os oponentes ajudam a formar a têmpera do líder, oferecendo-lhe oportunidades. Não há, do ponto de vista do Apedeuta, o que corrigir no roteiro. O destino lhe foi extremamente generoso. Sua alma deveria estar em festa. E, no entanto, ele sai proclamando por aí que chegou a hora de ajustar as contas. Com quem? Com quê?
Não farei aqui a linha ingênuo-propositiva, sugerindo que o ex-presidente deixe a CPI trabalhar sem orientação partidária, investigando quem tem de ser investigado, ignorando que há forças políticas em ação e que é parte do jogo a sua articulação para se defender e atacar. Isso é normal no jogo democrático. O que não é aceitável é esse esforço para eliminar todas as outras — à falta de melhor designação, ficarei com esta — “instâncias de verdade” da sociedade. Instâncias que são, reitero, instituições basilares da democracia.
Lula e seus sectários chegaram ao ponto em que acreditam que o PT não pode conviver com uma Procuradoria-Geral da República que não seja um braço do partido; com um Supremo Tribunal Federal que não seja uma seção do partido; com uma imprensa que não seja uma das extensões do partido. Todos eles têm de ser desmoralizados para que, então, o PT surja no horizonte realizando a sua vocação: SER A ÚNICA INSTÂNCIA DE VERDADE. Na conversa que manteve anteontem com petistas, em que anunciou — POR CONTA PRÓPRIA — que o governo vai avançar sobre a mídia, Rui Falcão, presidente do PT, foi claríssimo:
“(a mídia) é um poder que contrasta com o nosso governo desde a subida do (ex-presidente) Lula, e não contrasta só com o projeto político e econômico. Contrasta com o atual preconceito, ao fazer uma campanha fundamentalista como foi a campanha contra a companheira Dilma (nas eleições presidenciais de 2010).”
Ou por outra: o bando heavy metal do PT considera que as instituições da democracia ocupam o seu espaço vital, sufocam-no. Se o partido foi vitorioso e chegou ao poder segundo os instrumentos democráticos, uma vez no topo, é preciso começar a eliminá-los. Esses petistas entendem a política segundo uma linha supostamente evolutiva de que eles seriam os mais aptos. Qualquer outra possibilidade significa um retrocesso. É um mito da velha esquerda, herdado, sim, lá do marxismo — ainda que o partido não seja mais marxista nos fundamentos econômicos. Da velha teoria, herdou a paixão pelo totalitarismo.
Já vimos isso antes e alhuresJá vimos isso antes na história. Na América Latina, a Argentina assiste a um processo ainda mais agressivo, conforme revela matéria da VEJA na edição desta semana (falo a respeito em outro post). Os regimes autoritários ou a depredação da democracia não surgem sem justificativas verossímeis e sem o apoio de muitos inocentes úteis e inúteis. Procedimentos corriqueiros do jogo democrático e do confronto de ideias começam a ser ideologicamente demonizados para que venham a ser considerados crimes. Voltem à fala de Rui Falcão. A simples disputa eleitoral, para ele, é chamada de “manifestação de preconceito” das oposições. A vigilância que toda imprensa deve exercer numa democracia é tratada como ato de sabotagem do governo. E ninguém estranha, é evidente, que VEJA esteja entre os alvos preferenciais dos autoritários.
Aqui e ali alguns tontos se divertem um tatinho achando que a pinima de Lula e de seus extremistas é com a revista em particular. Não é, não! É com a imprensa livre. Se VEJA está entre seus alvos preferenciais, deve ser porque foi o veículo que mais o incomodou. Então se tira da algibeira a acusação obviamente falsa, comprovadamente falsa, de que a publicação participou de conspirações contra esse ou aquele. Ora, digam aí os nomes dos patriotas, com carreiras impolutas, que foram vítimas desse ente tão terrível (leiam post abaixo). VEJA não convidou os malandros do mensalão a fazer malandragens. Também não patrocinou as sem-vergonhices no Dnit. Também não responde pela montanha de dinheiro liberado que não se transformou nem em estradas nem em obras de reparo. A revista relatou essas safadezas. Com quem falou para obter informações que eram do interesse de quem me lê de outros milhões de brasileiros? Isso não é da conta de Lula! Ele, como sabemos, só dialoga com a fina flor do pensamento… Só que há uma diferença importante: um jornalista que se respeita não fala com vigaristas para ser ou manter o poder. Se o faz, é para denunciar o poder! E assim foi, o que rendeu a demissão de corruptos e a preservação do patrimônio público.
É claro que isso excita a fúria dos totalitários. Na Argentina, a tropa de Cristina Kirchner costuma ser ainda mais criativa — e, em certa medida, grosseira — do que seus pares brasileiros. Por lá, a agressão à imprensa chegou mais longe. Começou com uma rusga com o Clarín, que apoiava o casal Kirchner. Agora, trata-se de um confronto com o jornalismo livre. A exemplo do que ocorre no Brasil, uma verdadeira horda está mobilizada pelo oficialismo para destruir a democracia. Também lá, a subimprensa alugada pelo poder, conduzida por anões morais, ajuda a fazer o serviço sujo.
Voltando e caminhando para a conclusãoLula e seus extremistas estão indo longe demais! Quando um secretário-geral da Presidência reúne deputados e senadores do seu partido, como fez Gilberto Carvalho, para determinar que o centro das preocupações da CPI deve ser o mensalão, esse ministro já não se ocupa mais do governo, mas de um projeto de esmagamento da boa ordem democrática; esse ministro não demonstra interesse em identificar e pedir que a Justiça puna os corruptos, mas em impedir que outros corruptos sejam punidos. E por quê?
Por que Lula está com ódio? De várias maneiras, o seu conhecido projeto continuísta se mostra, hoje, impossível. Não é surpresa para ninguém que mais apostavam no naufrágio de Dilma algumas alas do PT que nunca a consideraram petista o suficiente do que propriamente a oposição. Estaria eu flertando com o governo, como disseram alguns tontos? Ah, tenham paciência! Não mudei um milímetro a minha avaliação sobre a gestão Dilma Rousseff e sempre escrevi aqui — vejam lá! — que as denúncias de lambanças feitas pela imprensa livre, seguidas das demissões, fariam bem à sua imagem e à sua reputação. Está em arquivo. Sei o que escrevo e tenho, alguns podem lamentar, uma memória impecável. Assim, a presidente não me decepciona porque eu não esperava mais do que isso. Também não me surpreende porque eu não esperava menos do que isso. Contrariados estão alguns fanáticos do petismo que acreditam que há certos “trancos” na democracia que só podem ser dados por Lula. Sim, eles têm razão. Infeliz E felizmente, só Lula poderia fazer certas coisas. E não vai fazê-las. Não se enganem, não! A avaliação de Dilma lá nas alturas surpreende e decepciona os que apostavam no retorno de Lula. Eu não tenho nada com isso porque nunca fui dessa religião… Ou melhor: até fui, quando era menino e pensava como menino, como diria o apóstolo Paulo… Depois eu cresci.
Lula tenta instrumentalizar essa CPI para realizar a obra que não conseguiu realizar quando era presidente: destruir de vez a oposição, botar uma canga na imprensa e “passar a história a limpo”, segundo o padrão do revisionismo petista. Mas a democracia — e ele tantas vezes foi personagem minúscula de sua construção, quando poderia ter sido maiúscula — não vai deixar. Não conseguirá arrastar as instituições em seu delírio totalitário. Tenham a certeza, leitores: por mais que o cerco pareça sugerir o contrário, esse coro do ódio é expressão de uma luta perdida. E a luta foi perdida por eles, não pelos amantes da democracia.
Texto publicado originalmente às 4h49 deste domingo, 06/05/12. 
Por Reinaldo Azevedo
FONTE: LULA ESTÁ COM ÓDIO E ABRAÇADO A SEU RANCOR! ELE É HOJE O ÚNICO RISCO QUE ENFRENTA O GOVERNO DILMA. OU: AINDA QUE A GRITARIA SUGIRA O CONTRÁRIO, OS TOTALITÁRIOS JÁ PERDERAM

18 de abril de 2012

Desarmamento foi um Tiro no Pé - Comentários Rachel Sheherazade SBT



Essa repórter é simplesmente maravilhosa. Suas opiniões, sempre pertinentes, me fazem vibrar ao constatar que nem tudo está dominado pelo oficialismo esquerdista.

25 de março de 2012

Politicamente Falando ...: Um Ano do Massacre em Itamar - 18/03/2012


O Massacre de Toulouse - 25/3/2012

No domingo passado escolhi lembrar a familia Fogel massacrada há um ano em sua casa em Itamar. Nunca poderia imaginar que no dia seguinte estaria olhando em choque, cenas de outro massacre, desta vez na França. Outro pai morto como Ehud Fogel, o Rabino Yonathan Sandler. 

No lugar de Yoav de 4 anos e Elad de 11, agora foram o pequeno Gabriel de 3 anos e Arieh de 5. No lugar da bebê Hadass, decapitada em seu berço estava Myriam de 7 anos, agarrada pelos cabelos e assassinada com um tiro de uma colt 45 na cabeça.  

Enquanto que Israel acabou prendendo os dois sub-humanos tornados heróis pela Autoridade Palestina que cometeram os assassinatos em Itamar as autoridades francesas depois de horas negociando com este monstro, matou Mohamed Mehra.

A mídia reportou o choque do mundo à brutalidade dos assassinatos cometidos por ele e tentou distanciar a Autoridade Palestina dos crimes, apesar da causa palestina ter sido usada como desculpa pelo seu ataque à escola judaica em Toulouse.

O que faz alguém tão cruel, capaz de atos de tanta barbárie? Esperem aí.. Não foi esta a pergunta que repetimos durante décadas após o holocausto sobre o povo alemão?  

A mídia francesa descreveu Mehra como um psicopata, um solitário especialmente violento. Quanto mais extrema a descrição, mais o público tinha a impressão de se tratar de um caso excepcional e que não haveria mais com que se preocupar assim que ele fosse pego. Mas Mohamed Mehrah não surgiu do vácuo. Ele cresceu num ambiente que promove o terrorismo e geralmente conduz ao assassinato em massa e missões suicidas. E não só isso.  

O fato é que a Europa como um todo se recusa a abandonar seu antisemitismo milenar. Hoje ele é vestido de anti-israelismo para ser politicamente correto, mas é...


Leia mais: Politicamente Falando ...: Um Ano do Massacre em Itamar - 18/03/2012

18 de março de 2012

ALEXIS DE TOCQUEVILLE - DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA

Alexis de Tocqueville, pensador e historiador francês, 1805 a 1859, registrou em seu magnífico livro "Da Democracia na América" aquilo que julgou serem as bases sobre as quais se ergue a poderosa nação americana.

Segue uma pequena transcrição de parte do livro.

"Já discorri o bastante para colocar sob sua verdadeira luz o caráter da civilização anglo-americana. Ela é o produto (e este ponto de partida deve estar sempre presente no pensamento) de dois elementos perfeitamente distintos que, em outros lugares, entram em choque mas, na América, incorporam-se maravilhosamente um no outro, Refiro-me ao espírito de religião e ao espírito de liberdade.


Os fundadores da Nova Inglaterra eram, ao mesmo tempo, membros ardorosos de uma seita e inovadores exaltados. Confinados nos estreitos limites de certas crenças religiosas, estavam isentos de todos os preconceitos políticos. Daí resultaram duas tendências diversas mas não contrárias, cujos indícios são facilmente encontrados por toda parte, tanto nas leis quanto nos costumes.

Dir-se-ia que pessoas que haviam sacrificado amigos, família e pátria em favor de uma opinião religiosa se mostrassem absorvidas na busca desse bem intelectual que haviam ido comprar a preço tão alto. Vemo-los, entretanto, a procurar com ardor quase igual as riquezas materiais e as fruições morais , o céu, no outro mundo, e o bem-estar e a liberdade neste aqui de baixo. A religião vê na liberdade civil um nobre exercício das faculdades do homem e, no mundo político, um campo entregue pelo Criador aos esforços da inteligência. Livre e poderosa em sua espera, satisfeita com o lugar que lhe é reservado, ela sabe que seu domínio é mais forte quando consolidado por suas próprias forças, e não por meras razões de coração.

Já a liberdade vê na religião a companheira de lutas e de triunfos, o berço de sua infância e a fonte divina de seus direitos. Ela considera a religião como a salvaguarda dos costumes; e os costumes como a garantia das leis e o penhor de sua própria preservação."
(...)

Fonte:
 Tocqueville, Alexis de (1998), "Origem, Importância e Futuro dos Anglo-Americanos", in 
 Tocqueville, Alexis de, 1805-1859  “Da Democracia na América". Traduzido e condensado por José Livio Dantas,  Biblioteca do Exército Editora,1998, 44-45

Mais sobre Tocqueville:
1. http://pt.scribd.com/doc/36164977/Tocqueville-Liberdade-e-Igualdade
2. http://www.iea.usp.br/iea/textos/santostocqueville.pdf
3. http://www.institutoliberal.org.br/galeria_autor.asp?cdc=841

11 de março de 2012

Entrevista para o Jornal do Commercio de Pernambuco

Autor: Edson Carlos de Oliveira | 17:05 4 comentários




No dia 9 de junho p.p., este blog(conservador.blog.br) concedeu à Fabiana Moraes uma entrevista para o Jornal do Commercio de Pernambuco, o maior diário do Nordeste brasileiro. A jornalista estava preparando uma matéria sobre movimentos políticos antagonistas no País, especialmente por causa do pronunciamento do senador Demóstenes Torres (DEM/GO), na revista Veja daquela semana, sobre como a direita no Brasil tem vergonha de se assumir.

Segue abaixo a íntegra da entrevista e no próximo post publicaremos o artigo de Fabiana Moraes que saiu na edição do dia 3 de julho último no Jornal do Commercio.


Clique aqui para ler a reportagem do Jornal do Commercio.
***

Fabiana Moraes - Que valores são defendidos pelo grupo que mantém o blog? Livre-mercado, moral, família, religião? Para vocês, em que momento nacional estes valores estiveram mais presentes e foram defendidos e como estes mesmos valores encontram-se na sociedade brasileira atual?

Edson Carlos de Oliveira: Somos Católicos, Apostólicos, Romanos e defendemos os valores do catolicismo no campo sócio-político, embora não tenhamos nenhum mandato especial da Hierarquia católica. Nosso blog “Sou Conservador Sim, e daí?” é pessoal e não depende de nenhuma autoridade eclesiástica. A moral católica aplicada ao campo temporal, a defesa da família tradicional, a propriedade privada e a livre-iniciativa são temas que abordamos procurando sempre ser fiéis ao Magistério tradicional da Igreja. Buscamos inspiração no grande pensador e líder católico do século XX, de fama internacional, Plinio Corrêa de Oliveira.

Embora não destituída de falhas, consideramos, com o Papa Leão XIII, que a Idade Média – vista, é claro, sem os exageros e deturpações de certa historiografia moderna anticatólica – foi a época histórica em que a influência dos ensinamentos da Igreja mais se concretizou na vida social dos povos. Há livros publicados, mesmo recentemente, sobre o tema e posso lhe enviar algumas referências bibliográficas se achar necessário. Cito apenas uma obra, da famosa historiadora francesa Régine Pernoud, intitulada Lumière du Moyen Age.

Considero o Brasil um país ainda muito mais conservador do que a mídia costuma apresentar. Uma pesquisa do DataFolha, em 2008,revelou que os temas mais importantes para os jovens brasileiros são, entre outros, a família (99%), o casamento (72%) e a religião (81%). 72% são contra a maconha. Apenas 1% dos jovens se dizem ateus, e 10% declaram não ter religião.

No ano passado, outra pesquisa do DataFolha revelou que 37% dos entrevistados se dizem de direita e só 20% de esquerda.

Fabiana Moraes - Há vários meses as redes sociais têm explicitado várias demonstrações de preconceito (racial, de origem, de orientação sexual, etc). Uma crítica que se faz é que tais falas têm origem conservadora. Como vocês relacionam preconceito e conservadorismo?

Edson Carlos de Oliveira: Correntes de esquerda promovem nas universidades uma ojeriza à nossa ascendência portuguesa, especialmente por causa da influência católica trazida pelos descobridores do país, e ainda acusam os conservadores de “preconceito por origem”! A esquerda incentiva a criação de “cotas raciais” que discriminam estudantes pela cor da pele, e são os conservadores a causa do “preconceito racial”? Esquerdistas e progressistas querem impor leis que colocam cidadãos homossexuais acima dos heterossexuais, concedendo-lhes privilégios como se fossem uma casta intocável, e os discriminadores são os conservadores?

Mais do que defender o homossexual contra possíveis discriminações, o objetivo de certos projetos de leis é criminalizar o povo brasileiro pelas discordâncias em relação à prática do homossexualismo, sobretudo quando tais discordâncias se baseiam em convicções religiosas.

O PLC 122, por exemplo, é uma lei de perseguição religiosa disfarçada que se quer introduzir no Brasil. Cadeia para o sacerdote que propagar as condenações bíblicas ao homossexualismo; cadeia para os pais que defenderem seus filhos das pregações homossexuais de certos professores ou de certos livros; cadeia para a mãe de família que não aceitar uma empregada ostensivamente lésbica; cadeia, enfim, para todo brasileiro que defender a livre manifestação de opiniões no caso de passeatas ou outras exibições homossexuais.

Se o PLC 122 for aprovado, o que farei eu, então cidadão de segunda classe, se me sentir agredido por algum filme rejeitável que caricaturize Nosso Senhor Jesus Cristo como homossexual? Não poderei protestar legal e pacificamente só para não ser acusado de ser “preconceituoso”?

Fabiana Moraes - Quais as críticas do grupo a ações como a legalização da união homoafetiva pelo STF?

Edson Carlos de Oliveira: Em se tratando da posição assumida pelo STF, nós, do blog Sou Conservador Sim, e daí?, fazemos referência ao artigo de Percival Puggina, “O AI-5 do Supremo”, publicado no jornal Zero Hora de Porto Alegre (22/5/2011), no qual se lê que o Congresso brasileiro já deliberou três vezes sobre a questão de reconhecer as uniões homossexuais como “entidade familiar” e sempre deixou claro que “entidade familiar” é a formada por homem e mulher.

Nas discussões do texto constitucional de 1988, sempre conforme a colaboração de Puggina, o termo “entre o homem e a mulher” foi colocado exatamente para dirimir a ambiguidade que o artigo sobre “entidade familiar” pudesse gerar.

Ademais, o abalizado constitucionalista Ives Gandra Martins tem repetido em entrevistas e artigos que o STF não só é incompetente para legislar, tarefa que compete ao Congresso Nacional, como ainda atropelou a Constituição Federal nesse ponto sobre o verdadeiro conceito de entidade familiar.

Portanto, o STF não cumpriu sua missão de proteger a Constituição, mas, ao invés disso, avocou para si uma função que não lhe pertence: legislar. E isto sem qualquer consulta ao povo brasileiro. Basta passar os olhos nas cartas de leitores dos jornais para se dar conta de como o STF contundiu profundamente a população com sua inusitada e indevida decisão.

Fabiana Moraes - O Tea Party é inspiração para o grupo Trilha de Tiradentes. Como aquele movimento orienta, politicamente, também vocês?

Edson Carlos de Oliveira: Desconheço o mencionado grupo Trilha de Tiradentes. Sobre o Tea Party, só temos conhecimento dele pelos jornais. Trata-se de um movimento que surgiu nos EUA posterior ao início dos trabalhos no nosso blog. Não temos nenhuma relação com ele e muito menos nos orientamos por esse movimento.
Fonte:Entrevista para o Jornal do Commercio de Pernambuco

Suécia: sucesso apesar do estado de bem-estar

9 de março de 2012
Autor: João Luiz Mauad
pequenonormalgrande
Joao Luiz MauadO sucesso econômico da Suécia tem sido um dos argumentos mais poderosos da esquerda. Se os impostos são ruins para a economia, dizem, por que aquele país, dono de uma das maiores cargas tributárias do mundo, tem um padrão de vida tão amplamente admirado?

Malgrado o orgulho e a propaganda esquerdistas, entretanto, a Suécia é, de fato, uma economia de mercado, engessada, em boa medida, pelo pesado fardo do estado de bem-estar. Embora os arautos da esquerda enxerguem na Suécia um exemplo indiscutível de como combinar altos níveis de prosperidade e qualidade de vida com altos índices de redistribuição de renda, a história revela algo bem distinto: o sucesso desta nação nórdica não decorre das políticas de bem-estar, mas apesar delas.

O que é preciso entender, antes de mais nada, é que o estado de bem-estar não é o que distingue a Suécia e demais países escandinavos do resto da humanidade. Na verdade, esses povos são altamente homogêneos e contam com uma das culturas melhor adaptadas para o sucesso econômico e social, com destaque para o cooperativismo, a confiabilidade, a ética no trabalho, a participação cívica, os valores familiares e, last but not least, a responsabilidade individual extremada.

Dos países da Cortina de Ferro, a economia mais bem sucedida foi, sem dúvida, a da Alemanha Oriental. Não que o comunismo tenha exatamente funcionado ali, mas graças às virtudes acima mencionadas, muitas delas também presentes na cultura germânica, a experiência comunista foi, sem dúvida, menos ruim para os alemãs do que para outros povos. Pois bem, não seria exagero especular que, se a Suécia tivesse experimentado o comunismo, provavelmente a aventura teria sido relativamente menos traumática por lá do que em qualquer outro lugar.

Esse é o tema central de um trabalho publicado em 2011 por Nima Sanandaji. Contrariamente à visão propalada pelo marketing esquerdista, o autor demonstra que o sucesso da sociedade sueca não é resultado do estado de bem-estar. O argumento chave de Sanandaji é o da primazia dos valores. Honestidade, frugalidade e parcimônia – virtudes necessárias para o desenvolvimento econômico e social, tão bem esmiuçadas por Adam Smith no clássico “A Riqueza das Nações” – já faziam parte da cultura sueca muito antes da introdução do “welfare state”, a partir da década de 1930 do século passado. Segundo o autor, este “capital moral”, arduamente constituído ao longo dos séculos, é o que tem sustentado o sucesso da Suécia (e de outros países nórdicos), apesar do estado de bem-estar.

Historicamente, a experiência sueca é raramente mencionada como um exemplo das virtudes do capitalismo liberal. No entanto, poucas outras nações no mundo demonstraram tão claramente como um fenomenal crescimento econômico pode ser alcançado a partir da adoção de políticas de livre mercado.

A Suécia era uma nação empobrecida antes da década de 1870, fato comprovado pela emigração maciça, principalmente para os Estados Unidos, naquela época. A partir do surgimento do capitalismo, o país evoluiu rapidadamente, desde uma base essencialmente agrária, até tornar-se uma das nações mais prósperas da terra. Direitos de propriedade bem definidos, mercados livres e Estado de Direito, combinados, criaram um ambiente sob o qual a Suécia experimentou uma fase de crescimento econômico rápido e sustentado, quase sem precedentes na história humana.

Se o período compreendido entre a década de 1870 e o início da primeira guerra mundial foi o de maior fortuna para o povo sueco, as três décadas iniciadas em 1960 foram as mais críticas. Embora governados pela social-democracia desde os anos 30, foi somente a partir dos anos 60 que ocorreu uma brusca guinada para a esquerda, não só por conta do aumento abrupto da carga tributária, mas, sobretudo, devido à introdução de políticas fortemente prejudiciais os negócios privados.

Não por acaso, esse foi um período marcado pelo baixo crescimento. Embora sociedade sueca – como já mencionamos acima – seja conhecida por uma forte ética no trabalho e princípios morais rígidos, ela não estava imune à redução dos incentivos à geração de riquezas, causada principalmente pela elevação extraordinária dos tributos e pela profusão de privilégios extravagantes dos programas de bem-estar.

A combinação explosiva de altos impostos, benefícios sociais generosos e um mercado de trabalho rígido afetou claramente a economia do país, que teve, nesse período de 30 anos, o seu pior desempenho econômico desde a implantação do sistema capitalista (veja quadro abaixo).

SUECIA 1 Suécia: sucesso apesar do <br> estado de bem estarA boa notícia é que, desde o início da década de 1990, a Suécia vem implementando uma série de reformas que, em alguns casos, superam até mesmo as reformas liberais introduzidas nos EUA por Reagan e na Inglaterra, por Thatcher. Vouchers educacionais foram introduzidas com êxito, criando concorrência dentro do sistema público de financiamento. Sistemas similares foram implementados em outras áreas, como saúde e cuidados com os velhos.

Outra reforma liberalizante veio com a privatização parcial do sistema previdenciário, que concedeu aos cidadãos algum controle sobre suas aposentadorias. Além disso, como mostrado na figura abaixo, a carga tributária vem caindo de forma consistente e é bastante provável que essa queda deva continuar num horizonte próximo, já que o apoio político aos social-democratas encontra-se em seu nível mais baixo em cem anos.

Mas as evidências que corroboram com a tese de Sanandaji não param por aqui. Existe um outro dado empírico, na verdade um paralelo interessante, que ajuda a comprovar a teoria.

(...)

Leia mais: http://www.imil.org.br/artigos/suecia-sucesso-apesar-estado-de-bemestar/

29 de fevereiro de 2012

ELES QUE VENHAM. POR AQUI NÃO PASSARÃO!

17/02 - MANIFESTO INTERCLUBES MILITARES


COMPROMISSOS... 16/02/2012 (Estava publicado no Portal do Clube Militar)

"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte, não haverá discriminação, privilégios ou compadrio. A partir da minha posse, serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política."

No dia 31 de outubro de 2010, após ter confirmada a vitória na disputa presidencial, a Sra Dilma Roussef proferiu um discurso, do qual destacamos o parágrafo acima transcrito. Era uma proposta de conduzir os destinos da nação como uma verdadeira estadista.

Texto completo

Logo no início do seu mandato, os Clubes Militares transcreveram a mensagem que a então candidata enviara aos militares da ativa e da reserva, pensionistas das Forças Armadas e aos associados dos Clubes. Na mensagem a candidata assumia vários compromissos. Ao transcrevê-la, os Clubes lhe davam um voto de confiança, na expectativa de que os cumprisse.

Ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a Presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas. Parece que a preocupação em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender aos interesses de todos os brasileiros.

Especificamente na semana próxima passada, e por três dias consecutivos, pode-se exemplificar a assertiva acima citada.

Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos concedeu uma entrevista à repórter Júnia Gama, publicada no dia imediato no jornal Correio Braziliense, na qual mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos. Mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF, instado a opinar sobre a validade da Lei da Anistia. E, a Presidente não veio a público para contradizer a subordinada.

Dois dias depois tomou posse como Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres a Sra Eleonora Menicucci. Em seu discurso a Ministra, em presença da Presidente, teceu críticas exarcebadas aos governos militares e, se auto-elogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia (sic), ao mesmo tempo em que homenageava os companheiros que tombaram na refrega. A platéia aplaudiu a fala, incluindo a Sra Presidente. Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a Sra Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura, nunca tendo pretendido a democracia.

Para finalizar a semana, o Partido dos Trabalhadores, ao qual a Presidente pertence, celebrou os seus 32 anos de criação. Na ocasião foram divulgadas as Resoluções Políticas tomadas pelo Partido. Foi dado realce ao item que diz que o PT estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic) durante o período da ditadura militar. Pode-se afirmar que a assertiva é uma falácia, posto que quando de sua criação o governo já promovera a abertura política, incluindo a possibilidade de fundação de outros partidos políticos, encerrando o bi-partidarismo.

Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos.

Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2012

V. Alte Ricardo Antonio da Veiga Cabral - Presidente Clube Naval

Gen Ex Renato Cesar Tibau da Costa - Presidente Clube Militar

Ten Brig Carlos de Almeida Baptista - Presidente Clube de Aeronáutica

Fonte: http://averdadesufocada.com/

30 de janeiro de 2012

O PT, que dá a oposição como liquidada, estuda agora um futuro confronto com os evangélicos

Blog do Reinaldo Azevedo

O fato mais importante da semana passada se deu na sexta-feira, em Porto Alegre. Seu protagonista é Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e olhos, ouvidos e mão — pesada! — de Luiz Inácio Lula da Silva no governo. Carvalho é o homem que guarda os arcanos petistas, os seus segredos, os seus porões. Depois do Babalorixá de Banânia, é quem mais conhece o partido. Transita em todas as esferas, especialmente no mundo sindical — e o sindicalismo nunca foi para pessoas de estômago fraco. O de Carvalho é de avestruz. Não por acaso, ele foi o principal articulador do PT nos eventos pós-morte de Celso Daniel. Foi quem organizou a reação do partido e determinou o papel que cada um deveria desempenhar. Tinha sido braço-direito do prefeito. Segundo irmãos de Celso, confessou-lhes que levava malas de dinheiro do esquema de corrupção de Santo André para o PT — no caso, para José Dirceu. Ambos negam, é evidente. Mas volto.

O evento mais importante foi a palestra de Carvalho a militantes de esquerda no Fórum Social de Porto Alegre. É aquele evento que contou, na sua fase palaciana, com a presença do terrorista e assassino Cesare Battisti, a quem os petistas deram guarida. Para Carvalho, no entanto, “terrorista” é a polícia de São Paulo… Esse foi o trecho politicamente mais delinqüente de sua fala, mas não foi o principal.

Depois de confessar que o governo quer criar uma mídia estatal para a chamada “classe C” — que, segundo Carvalho, não poderia ficar à mercê da mídia conservadora —, ele avançou: é preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes!

Uau! Não pensem que isso é feito assim, na louca, sem teoria — nem que seja uma teoria aprendida, não exatamente lida. Esse pensamento de Carvalho tem história.

Os petistas, embora não o digam em público, consideram que a oposição está liquidada. Conversei dia desses com um intelectual petista que se mostrava, até ele, escandalizado com a incapacidade da oposição de articular o discurso conservador para se opor ao suposto “progressismo” do PT. Ele também estranhava o que vivo estranhando aqui: será o Brasil a única democracia do mundo com medo dos eleitores que estão mais à direita no espectro político? Pelo visto, sim! Lá na suas tertúlias, os petistas chegam a zombar dessa covardia.

Notem, a propósito, que os únicos momentos em que demonstram realmente alguma aflição e põem as suas hordas na rua é quando temem que a população adira ao discurso da ordem: então mobilizam seus bate-paus para confrontos com a polícia. Assim, podem sair gritando: “Fascistas!” Se e quando a oposição souber falar essa linguagem de modo eficiente e moderno, o PT pode ter problemas. Mas a aposta dos companheiros é que isso não vai acontecer. Tucanos, por exemplo, são reféns de sua “ilustração”.

A outra força

A força que o partido teme é justamente a religiosa. E, no caso, não é a Igreja Católica que os preocupa. Embora tenha cooptado o PRB — o partido da Igreja Universal do Reino de Deus, do auto-intitulado “bispo” Edir Macedo, dono da Record —, o PT sabe tratar-se de uma vistosa, mas pequena parte dos evangélicos. Seguindo os passos da teoria gramsciana, o “partido” tem de se consolidar como um “imperativo categórico”, de modo que toda ação concorra para fortalecê-lo. Mesmo os movimentos de crítica e reação hão de estar subordinados a este ente. Haver organismos, entidades, grupos ou religiões que cultivem valores fora do abrigo do partido é inaceitável.

Os “pensadores” do PT querem começar a criar as condições para limitar ou anular a influência das igrejas evangélicas especialmente nas questões relativas a costumes. O projeto petista se consolida é com a completa laicização da sociedade, sem espaço para a moral privada ou de grupo. Teses como descriminação do aborto, legalização das drogas, união civil de homossexuais, proselitismo sexual nas escolas (nego-me a chamar de “educação” o tal kit gay, por exemplo) tendem a encontrar resistência. E as vozes que lideram essa resistência costumam ser justamente as dos evangélicos. Setores da Igreja Católica também reagem, sim, mas sabemos que a Santa Madre está infestada de esquerdistas de batina (ou melhor: sem batina!).

Ora, conjuguemos as duas propostas de Carvalho, feitas no Fórum Social: ele quer o estado produzindo “informação” para a classe C justamente para disputar almas com os evangélicos. O PT chegou à fase em que acredita que pode também ser “igreja” — e seu “deus”, como se sabe, é o Apedeuta… Os petistas ainda não engoliram o recuo que tiveram de fazer em 2010, no debate sobre o aborto, por causa da pressão dos cristãos.

Os cristãos evangélicos entraram no alvo de médio prazo do PT. Cuidem-se ou serão também engolidos.

Por Reinaldo Azevedo Fonte:O PT, que dá a oposição como liquidada, estuda agora um futuro confronto com os evangélicos

29 de janeiro de 2012

Mídia Sem Máscara - Burrice com fome de pasto

http://www.midiasemmascara.org/
A carga simbólica da palavra capitalismo é tão negativa, malgrado se refira a um modelo comprovadamente superior ao socialismo, que até parece ter sido concebida por seus adversários, não é mesmo? E, de fato, foi!

É possível, com algum esforço, criar uma palavra e atribuir-lhe um significado universalmente conhecido. Mas é quase impossível mudar o significado de uma palavra suprimindo ou alterando seu conteúdo simbólico consolidado. Fará muita bobagem na política quem não souber isso ou, ao menos, não o intuir.
Exemplifiquemos. Você dificilmente participará de uma missa, ouvirá um sermão ou lerá um documento da CNBB sem que se depare com a palavra "excluído". Ela estará ali, para a mensagem, assim como a farinha de trigo está para a hóstia. Procure essa palavra nos quatro evangelhos e veja quantas vezes é mencionada. Já fez isso? Pois é. Nenhuma. Quando alguém, astuciosamente, substituiu a palavra "pobre" (esta sim, 25 vezes referida nos evangelhos) por "excluído", infiltrou um conteúdo ideológico na mensagem cristã. E quem não estiver prevenido receberá doses frequentes de veneno marxista em substituição ao verdadeiro ensinamento de Jesus, um ensinamento de amor ao próximo, de caridade, de zelo fraterno e de rejeição à idolatria da riqueza. Não há nos evangelhos qualquer esboço de luta de classes. Não há uma gota sequer de ódio aos ricos, mas severas advertências a quem apenas se ocupa com acumular bens onde eles são consumidos "pela ferrugem e pelas traças". Já a noção de exclusão implica a simétrica noção de inclusão e de ambas se deduz que o excluído é sujeito passivo da ação de exclusão que sobre ele exerce o sujeito ativo incluído. Vai uma bandeirinha vermelha aí?
O ensino cristão sobre os bens materiais não significa, em absoluto, nem poderia significar, uma proposta de organização da economia sem direito de propriedade, sem iniciativa privada, sem produção, sem negócios, sem remuneração e sem lucro. Num mundo com bilhões de habitantes essa seria a receita da miséria e da inanição.
Vamos em frente. Atente, leitor, para a palavra capitalismo. Volta e meia ela é usada para definir um sistema vantajoso, oposto ou em contraposição ao socialismo como sistema econômico. Ora, a carga simbólica da palavra capitalismo é tão negativa, malgrado se refira a um modelo comprovadamente superior ao socialismo, que até parece ter sido concebida por seus adversários, não é mesmo? E, de fato, foi! Esse vocábulo entrou nos dicionários na segunda metade do século 19, levada pelos textos de socialistas e anarquistas, a partir de Marx, Proudhon e outros. Portanto, usar como bandeira, proposta ideológica ou plataforma de organização da ordem econômica uma palavra com essa carga negativa, cunhada pelos próprios adversários da tese que expressa, é uma burrice com fome de pasto. Em tudo semelhante a de quem usa ingenuamente a palavra "excluído" em seus atos penitenciais, sem perceber o erro que está cometendo. Reze pelos pobres e aja em favor deles, meu irmão. Mas não caia nas redes da Teologia da Libertação!
(...)
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O 'imposto' do Pinheirinho

Juíza Márcia Loureiro: “Eu não poderia dizer que o particular tem de fazer as vezes do poder público e providenciar moradia pra diminuir o déficit habitacional".

15 de janeiro de 2012

LENDO UM OBITUÁRIO PREMATURO

Reproduzo abaixo artigo publicado na revista mensal Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2012, edição ano 43/01, tratando de um tema que é muito caro para mim , creio também, para todos aqueles que reconhecem o avanço civilizatório alcançado pelas sociedades judaico-cristãs. O artigo é mais específico em relação aos ataques direcionados para os evangélicos do mundo todo, principalmente aos cristãos sionistas.

Mas quem são estes cristãos, o que fazem para merecerem o ódio e a repulsa de governos e organizações poderosas? Segue o artigo na íntegra.

Clique na imagem para ampliar.

Números anteriores podem ser lidos AQUI

11 de janeiro de 2012

O país que paga um “auxílio-bandido” maior do que o salário mínimo só poderia tratar o viciado como majestade. Ou: A praça é dos drogados e traficantes como o céu é do urubu

Mau negócio hoje em dia é ser apenas um homem comum, esse tipo vulgar que trabalha, que estuda, que se dedica à família, que paga impostos, que sustenta, em suma, a máquina do estado. Se, na pior das hipóteses, ele nem mesmo pertencer a uma das minorias influentes, então está mesmo lascado. Ninguém se interessa por ele. As políticas sociais não lhe são, obviamente, destinadas, e sim às chamadas “populações em situação de vulnerabilidade”, como costuma dizer o humanismo burocrático nativo. Os entes do estado que se dedicam à defesa do interesse coletivo e à proteção dos indivíduos, como o Ministério Público e a Defensoria, tampouco lhe dão alguma atenção. Do próprio Judiciário chegam hoje ecos dando conta de que a função dos tribunais é fazer justiça social — e não apenas… Justiça, sem adjetivos! O homem comum — gente como você, leitora e leitor deste blog, e eu — só é chamado na hora de pagar a conta. Arca, inclusive, com o custo da máquina que sustenta seus algozes.

O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública de São Paulo armaram um pampeiro contra a ação da Prefeitura e do Estado na cracolândia. Juntam, assim, seus esforços aos do governo federal, que tenta, lá de Brasília, sabotar a operação. O QG do que chega a ter ares de conspiração é a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja titular é a petista Maria do Rosário. Seu braço operativo nesse caso é Ramais de Castro Silveira, secretário-executivo da pasta. Aí está a origem daquele tão magnífico quanto fantasioso plano federal para a cracolândia que ganhou ontem manchete no Estadão — plano que jamais chegou a ser negociado com o Estado ou com a Prefeitura porque nunca existiu. Em nove anos, a gestão petista jamais deu um centavo para o combate ao crack. Na campanha eleitoral, diga-se, os petistas criticaram o governo de São Paulo, que começou a criar clínicas para a internação de dependentes químicos. Volto ao ponto.

Ontem, assistimos a uma cena verdadeiramente patética. Quatro braços do MP estadual decidiram instaurar um inquérito civil para.....


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30 de dezembro de 2011

Brasileiros impotentes diante da criminalidade e da insegurança pública

Hoje(29/12/11), mais precisamente as 22h30min tive a desagradável visita dos amigos do alheio, eram dois jovens: um negro e um branco aparentando entre 17 e 20 anos, ambos carecas e não usavam máscaras. O negro eu não vi, mas o branco eu vi que tinha dois piercings na sobrancelha esquerda. Minha esposa e minha filha assistiam TV na sala, meu filho estava no seu quarto conectado nas redes sociais, eu estava no meu quarto estudando umas partituras de canto-coral. Iniciei um pequeno coral com integrantes da família e pretendia, e ainda pretendo, incluir o hino cristão "Tu és fiel Senhor". Hoje mesmo eu havia comentado este assunto com minha esposa.

Bueno, os dois delinquentes armados de revólveres, o que  eu vi era um 38 cromado,  entraram na casa pela porta dos fundos que não estava trancada, apenas escorada, nos trancaram a todos no quarto do meu filho e passaram a revirar a casa toda. Em un dado momento o branco dos dois piercings na sobrancelha do olho esquerdo abriu a porta do quarto e perguntou onde estava o cofre, acontece que não temos cofre. Minha esposa disse ao meliante: - Não temos cofre, não somos pessoas ricas. Felizmente não insistiram, sei de casos onde as pessoas foram barbarizadas para dizerem onde estava o cofre que existia só na cabeça dos bandidos.

Ao fim e ao cabo, tudo terminou bem para os bandidos, e nós, por incrível que pareça, oramos a Deus e agradecemos sua misericordia em poupar nossas vidas e não permitir que fôssemos barbarizados e até mesmo mortos. Os criminosos foram embora levando duas mochilas com bagulhos eletrônicos, nossas carteiras, algumas roupas, todos os celulares e relógios e um prejuízo incalculável em dados contidos em um HD externo e um Notebook.

Já procedi o cancelamento de tudo que era necessário, comunicamos a Brigada Militar que compareceu em no máximo dois minutos. Legal né?  Fortemente armados deram umas voltas na quadra  mas não viram nada suspeito. Lavraram um boletim de ocorrência, o tal de BO e retornaram ao seu batalhão.

Nossa fé em Jesus nos valeu nessa hora onde manter  a calma pode ser a diferença entre a vida e a morte. Ficamos abalados, porém em nenhum momento fomos dominados pelo pânico.

Nenhum brasileiro pode se sentir seguro nem mesmo dentro de condomínios fechados e com forte aparato de segurança. Aqui em Viamão, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, cidade onde o petismo reina absoluto a quase 20 anos, a sensação de insegurança é muito forte, tanto é que já admitíamos que mais dias menos dias, seríamos assaltados, o que de fato aconteceu.

Com a porta do quarto trancada o jeito foi sair pela janela do quarto que fica no segundo andar da residência e abrir a porta do quarto por fora. Tive a solidariedade de alguns vizinhos, o que foi muito bom. Outros, bem próximos, ficaram de longe e não ousaram se aproximar. Deve ser um comportamento de autodefesa.

Nâo há esperança de melhoria na segurança do estado do Rio Grande do Sul, somos governados por petistas cujas políticas de segurança visam apenas desarmar o cidadão e impedí-lo de exercer o sagrado direito de defender a si e a sua família. Nada de presídios novos  e nada de punição severa para os delinquentes. Somos considerados imbecís e  incapazes de utilizar até mesmo armas de choque como equipamento de autodefesa.

Não ficaria surpreso se soubesse que os delinquentes que invadiram a minha casa são evadidos do sistema prisional, ou ainda, libertados por benesses facultadas pela ultrapassada e equivocada lei penal do Brasil.

O oficial da Brigada que prontamente atendeu o chamado, me aconselhou a botar cerca elétrica, iluminar totalmente o pátio e deixar cachorros ferozes a solta pelo pátio. É possível que eu faça tudo isso, mesmo assim sei que estarei vulnerável ante a criminalidade crescente em nosso país e a falência da segurança pública.

 A única forma de um brasileiro se sentir seguro é migrar para um país onde não haja brasileiros.

21 de dezembro de 2011

Detendo a Invasão Governamental nos Direitos dos Pais



No Brasil, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) só foi possível porque o governo brasileiro assinou e ratificou a  convenção da ONU dos Direitos da Criança. O resultados dessa legislação da ONU que interfere nos direitos dos pais são patentes em toda a sociedade brasileira.

Os pais e mães americanos estão lutando para que o governo americano não tenha um ECA. Eles percebem consequências que nós brasileiros conhecemos muito bem.

Para se engajar mais nessa luta, visite o blog: www.juliosevero.com

17 de dezembro de 2011

Nivaldo Cordeiro: Esses tais valores ocidentais



Na última segunda feira Vladimir Safatle publicou na Folha de São Paulo (Valores ocidentais) (íntegra aqui) artigo que me deu o que pensar. O autor fez escárnio do que há de mais caro na herança greco-judaico-cristã, chegando a negar mesmo que eles existam. E mais. Confundiu a herança grega com o que recebemos de Sófocles e, implicitamente, Epicuro, como se os grandes da Grécia não fossem Sócrates, Platão e Aristóteles. O artigo portanto é uma prova acabada de ignorância histórica e filosófica. Desmascarar sofistas assim é importante para que a mentira não triunfe sobre a verdade.

Ameaça a liberdade

A defesa do interesse público é apenas um disfarce para a artimanha utilizada pelo governo argentino com o objetivo de amordaçar a imprensa do país, através do controle da produção comercial de papel para jornal. O caminho para o monopólio estatal foi aberto por um projeto de lei aprovado na última quinta-feira(15/11/2011) pela Câmara e que será votado na semana que vem pelo Senado. Pela lei proposta pela presidente Cristina Kirchner, o governo passa a ter total autonomia para determinar o que quiser no mercado do papel para a imprensa. É uma iniciativa típica de ocupantes do poder que não conseguem conviver com a livre circulação de informação e de ideias.

O papel para jornal é produzido por um grupo nacional com participação privada privada de empresas editoras e uma fatia minoritária do governo. O projeto prevê a possibilidade de estatização de todo o processo e de controle de preços quando de importações. O fato de que foi submetido ao Congresso de maioria governista em nada ameniza o seu caráter autoritário. Como advertiu a Sociedade Interamericana de Imprensa, a lei proposta evidencia uma clara manobra do governo com a intenção de controlar não só o papel, mas os próprios jornais. É uma radicalização das posições da presidente, que desde o início de sua gestão manteve uma relação de conflito com os veículos de comunicação, por se considerar acima de qualquer avaliação desfavorável.

A Argentina pode repetir uma lamentável experiência já vivida pelo México, quando o governo assumiu o controle da distribuição de papel, favorecendo os considerados amigos e punindo, com restrições, o jornalismo independente. No Brasil, felizmente, o papel importado para jornais tem, por lei, taxa zero, para que também a informação impressa seja de fato um direito de todos.

No caso argentino, a Casa Rosada busca conviver apenas com as apreciações de setores servis ao governo. Atenta, assim, contra a Constituição e provoca o maior dano na sociedade. Como defende a Declaração de Chapultepec, de 1994, uma imprensa livre é condição fundamental para que as pessoas se informem, resolvam seus conflitos e formem opiniões. Para os ocupantes do poder na Argentina, as opiniões aceitas são apenas as que não incomodam.

Fonte: Editoriais Jornal Zero Hora, edição impressa de 17/11/2011, página 17.

* * *
Aqui no Brasil, as hostes petistas e seus satélites em uma ação continental coordenada pelo Foro de São Paulo, estão vivos e ativos na  missão totalitária em nome da democracia, para controlar a amordaçar a imprensa brasileira conforme defende Franklin Martins nos links abaixo;


1. Ex-assessor de Lula insiste em amordaçar a imprensa
2. PT quer amordaçar a imprensa
3. Sob o comando do PT, Foro de São Paulo celebra iniciativas que aumentam controle da imprensa

10 de dezembro de 2011

Dia histórico para música evangélica no Brasil

Hoje, na cidade do Rio de Janeiro, acontece algo totalmente improvável, trata-se do mega evento gospel Festival Promessas. O evento ,uma realizaçao da Rede Globo em parceria com a prefeitura do Rio, será pela primeira vez, exibido na grade de programação da  rede Globo no dia 18/12/2011 às 22h30min , para mim, algo totalmente impensável e improvável. Felizmente eu estava errado.

Veja a máteria exibida no portal de notícias da Globo.

10/12/2011 07h00 - Atualizado em 10/12/2011 07h00

Festival de música gospel terá




 oito horas de shows neste 




sábado no Rio


O evento é gratuito, e palco foi montado no Aterro do Flamengo.
Prefeitura tem esquema de trânsito especial para o festival; confira.

Do G1 RJ
 Acontece neste sábado (10), a partir das 14h, o Festival Promessas, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio. O palco montado em frente ao Monumento aos Pracinhas terá oito horas de shows de música gospel, que devem atrair mais de 200 mil pessoas. O Festival Promessas é uma realização da TV Globo com o apoio da Prefeitura do Rio. 
Segundo os organizadores, artistas como Diante do Trono, David Sacer, Fernanda Brum, Fernandinho, Regis Danese, Damares, Ludmila, Pregador Luo e Eyshila vão levar sua música para os milhares de fãs. O site oficial do festival traz a programação completa. O evento será gratuito. Quatro telões de alta definição exibirão imagens das nove atrações previstas para o festival.
Trânsito
A Prefeitura do Rio de Janeiro montou um esquema especial de trânsito para o festival. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), a operação contará com 265 agentes de trânsito.
Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/festival-de-musica-gospel-tera-oito-horas-de-shows-neste-sabado-no-rio.html