Liberdade de Informação: e o direito que os cidadãos têm de ser informado de tudo que se relaciona com a vida do Estado, e que, por conseguinte é de seu peculiar interesse. Esse direito de informação faz parte da essência da democracia. Integra-o a liberdade de imprensa e o direito de ser informado. Artigo 5º inciso XXXIII, da Constituição Federal. Prof. Franscisco Bruno Neto.
20 de outubro de 2010
Atentado com agressão a José Serra cometido por petistas em Campo Grande-RJ no Jornal Nacional
Indio atribui agressão a Serra a desespero do PT
Do site http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/
Após um dia tumultuado de campanha, o candidato a vice da chapa do PSDB, Indio da Costa, cumpriu, sem José Serra, a última agenda desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Em encontro com aliados e militantes que reuniu cerca de 1.500 pessoas em uma churrascaria na zona Sul da cidade, Indio lamentou a agressão à campanha do PSDB por militantes do PT. O democrata, que estava ao lado de Serra quando o candidato tucano foi atingido na cabeça, atribuiu o fato ao desespero dos adversários. E lembrou que, na democracia, “a briga está nas ideias e não entre as pessoas”.
“Vamos ser bastante objetivos: se os 12 pontos que o Vox Populi informa fossem o número verdadeiro, eles não estariam agressivos dessa forma. Assim como da outra vez, quando as pesquisas mostravam que não haveria segundo turno, agora é a mesma coisa. O Serra vai ganhar a eleição. Eles estão preocupados. Na verdade, estão desesperados”, disse Indio, que aproveitou o evento para comemorar seus 40 anos.
Indio não quis responsabilizar a candidata petista, Dilma Rousseff, diretamente pelo episódio, mas não poupou críticas ao PT. “Foi um grupo muito agressivo e aparelhado. Não eram pessoas da população. Essas estavam muito carinhosas comigo e com Serra. Era uma caminhada maravilhosa, super tranquila. De repente, virou um festival de pancadaria e bandeirada”, disse Indio, ironizando: “Não responsabilizo ninguém. Mas estavam todos com bandeiras e camisas do PT, quem estava lá viu.”
Indignação – Aliados políticos também se manifestaram de maneira incisiva contra os petistas. O prefeito tucano de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, José Camilo Zito, com grande influência na região, chamou de “baixaria” o fato que aconteceu em Campo Grande. “Demonstração inequívoca de que eles não estão preparados para governar o país. Um grupo de pessoas acha que a força vai conter a democracia. Fico triste, parece que estamos voltando à Idade da Pedra. Isso nos traz muita intranquilidade.”
A vereadora Lucinha, eleita deputada estadual pelo PSDB, cujo reduto eleitoral é justamente Campo Grande, foi ainda mais enfática. “Infelizmente, essa turma do PT, rancorosa, raivosa, tentou impedir que Serra descesse no calçadão, que é do povo. E o povo estava lá para defender o Serra. Estão desesperados e foram lá para causar um confronto com a população ordeira da zona Oeste, na qual me elegi deputada estadual.”
O ator Carlos Vereza também foi apoiar a candidatura de Serra e se referiu a Dilma como “essa senhora sem nenhuma biografia. Outro ator presente foi Mauro Mendonça, que não quis se alongar sobre o ocorrido. Em poucas palavras, ele resumiu o que pensa ao site de VEJA: “Do PT, a gente espera tudo.”
Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanha-eleicoes-2010/indio-atribui-agressao-a-serra-a-desespero-do-pt/
O QUE O PT ESCONDE? O PARTIDO FEZ A MAIS ENTUSIASMADA DEFESA DA PRIVATIZAÇÃO DA VALE E PROVOU O BEM QUE A DECISÃO DOS TUCANOS FEZ AO PAÍS
Por Reinaldo Azevedo
Meu respeito intelectual pelo deputado Ivan Valente (SP), do PSOL, é zero. Costumo pensar o contrário do que ele pensa. Já debatemos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Saiu faísca. Quando ouço um socialista falar, penso sempre que eu tinha, aos 16 anos, argumentos melhores do que eles têm hoje. Tenho desprezo intelectual, mas não desprezo político. O Valente é coerente. Deixou o PT para fundar esse oximoro, o PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade, como se raposa e galinha andassem de braços dados). Tudo bem. Ele crê naquelas coisas. Por isso, em 2007, Valente propôs um decreto legislativo para fazer um plebiscito que perguntaria aos brasileiros se eles eram ou não favoráveis à reestatização da Vale do Rio Doce, que TEVE PARTE DA AÇÕES — SÓ PARTE — PRIVATIZADA EM 1997.
A quem cabia dar seqüência ao pedido? O primeiro crivo era da Comissão de Assuntos Econômicos da Câmara. O relator da proposta de Valente foi o deputado José Guimarães (PT-CE), irmão do deputado José Genoino (SP). Pois bem: ali estava uma chance de ouro. Se o que se chama — erradamente, diga-se — de privatização da Vale era um mal, que se tentasse fazer o plebiscito. Dada a satanização do processo feita pelo pelo PT, seria bico ganhar.
Quem assiste hoje ao horário eleitoral do PT e viu a performance de Dilma com as “artistas” no Rio, naquele showroom de pelanca, botox e dinossauros financiado com dinheiro público, deve imaginar: “O partido de Lula não perdeu a chance e tentou reestatizar a Vale”. Não!!! Eles podem não ter caráter, mas não são burros. Já Valente, olhem que possível elogio, pode ser o contrário…
Por que, apesar de todos os seus equívocos, apesar de ter se juntado agora a Dilma, um Ivan Valente ainda consegue valer mais do que qualquer petista? Falando em nome do PT, José Guimarães fez uma defesa da “privatização da Vale” que nenhum tucano conseguiu fazer, não com tanta clareza. Publico a íntegra do seu relatório no pé deste post. Vai ficar imenso, mas é bom as coisas circulem jutas. Vocês vão ficar estarrecidos. Seguem alguns destaques. As perguntas são minhas. Extraio as respostas do relatório feito pelo petista.
A privatização fez mal ou bem à Vale?
O petista responde, em nome do seu partido:
“De fato, pode-se verificar que a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, graças à eliminação da necessidade de partilhar recursos com o Orçamento da União, o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional e permitiu a série de aquisições necessárias para o crescimento do conglomerado minerador a nível internacional.”
O Estado brasileiro mantém poder de interferência na Vale?
O petista responde em nome do seu partido:
“Com efeito, o Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da empresa (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%.”
A Vale não foi desnacionalizada?
O petista responde em nome do seu partido:
“Se forem consideradas as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Incluindo-se, ainda, a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, cerca de 65% do capital votante da empresa se encontram no País.”
O Brasil teve prejuízo com a privatização da Vale?
O petista responde em nome do seu partido:
“Após a privatização, e em conseqüência do substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006. (…)De fato, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil,cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.”
E para o emprego? Foi bom?
O petista responde em nome do seu partido.
“O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996, eram 13 mil e, em 2006, já superavam mais de 41 mil. Ademais, a União, além de ser beneficiária desses resultados através do BNDES, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, ainda viu a arrecadação tributária com a empresa crescer substancialmente.”
Então vamos reestatizar tudo?
O petista responde em nome do seu partido:
“Assim, é de difícil sustentação econômica o argumento de que houve perdas para a União. Houve ganhos patrimoniais, dado o extraordinário crescimento do valor da empresa; houve ganhos arrecadatórios significativos, além de ganhos econômicos indiretos com a geração de empregos e com o crescimento expressivo das exportações. A rigor, a União desfez-se do controle da empresa, em favor de uma estrutura de governança mais ágil e moderna, adaptando a empresa à forte concorrência internacional, mantendo expressiva participação tanto nos ganhos econômicos da empresa, como na sua própria administração.”
(…)
Pelas razões expostas, votamos pela rejeição do Projeto de Decreto
Voltei
Vocês entendem por que, ao meu desprezo intelectual pelos petistas, junto o desprezo político? Entenderam por que os considero piores e mais perigosos do que a média dos políticos? Porque eles querem um país sem memória. O partido que não quis nem mesmo levar adiante uma possibilidade remota de plebiscito (e fez bem porque era mesmo uma loucura); o partido capaz de exaltar o que se chamou privatização da Vale como nem o PSDB conseguiu fazer; o partido que reconhece que a empresa traz hoje muito mais benefícios ao país e aos trabalhadores do que quando era estatal (e isso é verdade, também, na telefonia, por exemplo, que só faz mal ao jornalismo hoje), esse mesmo partido é capaz de fazer uma campanha vigarista, mentirosa, safada, contra as privatizações.
Por que o que vai acima não é levado ao ar no horário eleitoral do PSDB? Não me perguntem. Seu eu fosse do PSDB, responderia. Mas, como vêem, temos naturezas um tanto distintas. Eles são muito amoráveis para o meu gosto. Multipliquem este post. Revelem quem é essa gente. Pouco importa quem vença as eleições, o Brasil, de um jeito ou outro, continua. Segue a íntegra do relatório do petista José Guimarães.
*
COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO No 374, DE 2007
Dispõe sobre a realização de plebiscito acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo.
Autor: Deputado IVAN VALENTE
Relator: Deputado JOSÉ GUIMARÃES
I - RELATÓRIO
Trata-se de projeto de decreto legislativo que determina que o Tribunal Superior Eleitoral faça realizar, em todo o Território Nacional, um censo plebiscitário com a finalidade de recolher manifestação, favorável ou contrária, dos cidadãos, acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo da União. Justifica o ilustre Autor que o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce caracterizou apropriação do patrimônio do povo brasileiro por particulares e deve ser revertido em nome do controle público sobre os recursos naturais essenciais para o crescimento do país e para a manutenção de sua soberania. A matéria ainda será apreciada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania É o relatório.
II - VOTO DO RELATOR
Cabe à Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio proferir parecer sobre o mérito econômico da matéria em tela. Nesse sentido, do ponto de vista econômico, o primeiro foco de análise deveria se concentrar sobre a questão de se seria ou não um bom negócio para a economia brasileira reverter a privatização da Vale. Cabe ressaltar que tais considerações envolvem argumentações técnicas de relativa profundidade, que dificilmente poderiam ser abordadas de maneira completa em um debate público, no calor de um processo eleitoral plebiscitário, eivado de argumentos simbólicos e simplistas que, muitas vezes, podem distorcer aspectos econômicos de maior complexidade.
Isto posto, de forma preliminar, é preciso considerar que a Companhia Vale do Rio Doce é um dos orgulhos nacionais desde a sua fundação e em muito contribuiu para o desenvolvimento do País. Com efeito, trata-se da segunda maior mineradora do mundo e da maior empresa privada do Brasil. É a maior produtora de minério de ferro e de pelotas do mundo e a segunda maior de níquel. A Vale destaca-se ainda na produção de manganês, cobre, bauxita, caulinita, carvão, cobalto, platina, alumina e alumínio. A dimensão dos seus negócios a credencia como uma das grandes empresas mundiais, cujos negócios provocam desdobramentos não só na economia brasileira, mas na economia global.
De fato, desde sua criação, no Governo Vargas, a Vale se organizou como uma empresa de economia mista, caracterizada pela participação de sócios privados e do setor público em forma de sociedade aberta, com o controle acionário majoritário nas mãos da União. Hoje, a Vale é uma empresa privada de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), inclusive integrando o Índice Dow Jones, indicando que seu desempenho econômico influencia diretamente um dos mais importantes indicadores da economia mundial.
Ao final de 2006, a Vale anunciou a incorporação da INCO canadense, a maior mineradora de níquel do mundo, operação de aquisição que foi efetivada no decorrer de 2007, sob forte esquema de engenharia financeira internacional. Após essa incorporação, formou-se um novo conglomerado empresarial - CVRD Inco, cujo valor de mercado em 2008 foi estimado em 196 bilhões de dólares pela consultoria Economática, perdendo no Brasil apenas para a Petrobrás (287 bilhões) e se tornando a 12º maior empresa do mundo.
Não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje. De fato, pode-se verificar que a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, graças à eliminação da necessidade de partilhar recursos com o Orçamento da União, o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional e permitiu a série de aquisições necessárias para o crescimento do conglomerado minerador a nível internacional.
A despeito das mudanças societárias terem sido favoráveis aos negócios da empresa, ainda persiste muita controvérsia sobre os ganhos do setor público com o processo. Nesse sentido, é preciso destacar que a União, apesar da perda do controle gerencial, ainda permanece um importante acionista da Companhia. Com efeito, o Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da empresa (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%.
Se forem consideradas as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Incluindo-se, ainda, a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, cerca de 65% do capital votante da empresa se encontram no País.
Nesse sentido, não só a influência da União nos destinos da empresa é ainda muito grande, como sua participação nos lucros da empresa é muito significativa, especialmente se for avaliado que, após a privatização, e em conseqüência do substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.
O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996, eram 13 mil e, em 2006, já superavam mais de 41 mil. Ademais, a União, além de ser beneficiária desses resultados através do BNDES, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, ainda viu a arrecadação tributária com a empresa crescer substancialmente.
De fato, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil,cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.
Assim, é de difícil sustentação econômica o argumento de que houve perdas para a União. Houve ganhos patrimoniais, dado o extraordinário crescimento do valor da empresa; houve ganhos arrecadatórios significativos, além de ganhos econômicos indiretos com a geração de empregos e com o crescimento expressivo das exportações. A rigor, a União desfez-se do controle da empresa, em favor de uma estrutura de governança mais ágil e moderna, adaptando a empresa à forte concorrência internacional, mantendo expressiva participação tanto nos ganhos econômicos da empresa, como na sua própria administração.
E tal processo foi, inegavelmente, bem-sucedido. Diante dos fatos, consideramos que a proposta de submeter a reversão de um processo econômico desta natureza e desta monta é desprovido de sentido econômico e pode trazer sérios prejuízos à própria empresa e a seus acionistas, entre os quais se inclui, como exposto, o próprio interesse da União.
Pelas razões expostas, votamos pela rejeição do Projeto de Decreto Legislativo nº 374, de 2007.
Sala da Comissão, em de de 2009.
Deputado JOSÉ GUIMARÃES
Relator
Leia mais:
O QUE O PT ESCONDE? O PARTIDO FEZ A MAIS ENTUSIASMADA DEFESA DA PRIVATIZAÇÃO DA VALE E PROVOU O BEM QUE A DECISÃO DOS TUCANOS FEZ AO PAÍS
Meu respeito intelectual pelo deputado Ivan Valente (SP), do PSOL, é zero. Costumo pensar o contrário do que ele pensa. Já debatemos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Saiu faísca. Quando ouço um socialista falar, penso sempre que eu tinha, aos 16 anos, argumentos melhores do que eles têm hoje. Tenho desprezo intelectual, mas não desprezo político. O Valente é coerente. Deixou o PT para fundar esse oximoro, o PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade, como se raposa e galinha andassem de braços dados). Tudo bem. Ele crê naquelas coisas. Por isso, em 2007, Valente propôs um decreto legislativo para fazer um plebiscito que perguntaria aos brasileiros se eles eram ou não favoráveis à reestatização da Vale do Rio Doce, que TEVE PARTE DA AÇÕES — SÓ PARTE — PRIVATIZADA EM 1997.
A quem cabia dar seqüência ao pedido? O primeiro crivo era da Comissão de Assuntos Econômicos da Câmara. O relator da proposta de Valente foi o deputado José Guimarães (PT-CE), irmão do deputado José Genoino (SP). Pois bem: ali estava uma chance de ouro. Se o que se chama — erradamente, diga-se — de privatização da Vale era um mal, que se tentasse fazer o plebiscito. Dada a satanização do processo feita pelo pelo PT, seria bico ganhar.
Quem assiste hoje ao horário eleitoral do PT e viu a performance de Dilma com as “artistas” no Rio, naquele showroom de pelanca, botox e dinossauros financiado com dinheiro público, deve imaginar: “O partido de Lula não perdeu a chance e tentou reestatizar a Vale”. Não!!! Eles podem não ter caráter, mas não são burros. Já Valente, olhem que possível elogio, pode ser o contrário…
Por que, apesar de todos os seus equívocos, apesar de ter se juntado agora a Dilma, um Ivan Valente ainda consegue valer mais do que qualquer petista? Falando em nome do PT, José Guimarães fez uma defesa da “privatização da Vale” que nenhum tucano conseguiu fazer, não com tanta clareza. Publico a íntegra do seu relatório no pé deste post. Vai ficar imenso, mas é bom as coisas circulem jutas. Vocês vão ficar estarrecidos. Seguem alguns destaques. As perguntas são minhas. Extraio as respostas do relatório feito pelo petista.
A privatização fez mal ou bem à Vale?
O petista responde, em nome do seu partido:
“De fato, pode-se verificar que a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, graças à eliminação da necessidade de partilhar recursos com o Orçamento da União, o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional e permitiu a série de aquisições necessárias para o crescimento do conglomerado minerador a nível internacional.”
O Estado brasileiro mantém poder de interferência na Vale?
O petista responde em nome do seu partido:
“Com efeito, o Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da empresa (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%.”
A Vale não foi desnacionalizada?
O petista responde em nome do seu partido:
“Se forem consideradas as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Incluindo-se, ainda, a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, cerca de 65% do capital votante da empresa se encontram no País.”
O Brasil teve prejuízo com a privatização da Vale?
O petista responde em nome do seu partido:
“Após a privatização, e em conseqüência do substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006. (…)De fato, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil,cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.”
E para o emprego? Foi bom?
O petista responde em nome do seu partido.
“O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996, eram 13 mil e, em 2006, já superavam mais de 41 mil. Ademais, a União, além de ser beneficiária desses resultados através do BNDES, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, ainda viu a arrecadação tributária com a empresa crescer substancialmente.”
Então vamos reestatizar tudo?
O petista responde em nome do seu partido:
“Assim, é de difícil sustentação econômica o argumento de que houve perdas para a União. Houve ganhos patrimoniais, dado o extraordinário crescimento do valor da empresa; houve ganhos arrecadatórios significativos, além de ganhos econômicos indiretos com a geração de empregos e com o crescimento expressivo das exportações. A rigor, a União desfez-se do controle da empresa, em favor de uma estrutura de governança mais ágil e moderna, adaptando a empresa à forte concorrência internacional, mantendo expressiva participação tanto nos ganhos econômicos da empresa, como na sua própria administração.”
(…)
Pelas razões expostas, votamos pela rejeição do Projeto de Decreto
Voltei
Vocês entendem por que, ao meu desprezo intelectual pelos petistas, junto o desprezo político? Entenderam por que os considero piores e mais perigosos do que a média dos políticos? Porque eles querem um país sem memória. O partido que não quis nem mesmo levar adiante uma possibilidade remota de plebiscito (e fez bem porque era mesmo uma loucura); o partido capaz de exaltar o que se chamou privatização da Vale como nem o PSDB conseguiu fazer; o partido que reconhece que a empresa traz hoje muito mais benefícios ao país e aos trabalhadores do que quando era estatal (e isso é verdade, também, na telefonia, por exemplo, que só faz mal ao jornalismo hoje), esse mesmo partido é capaz de fazer uma campanha vigarista, mentirosa, safada, contra as privatizações.
Por que o que vai acima não é levado ao ar no horário eleitoral do PSDB? Não me perguntem. Seu eu fosse do PSDB, responderia. Mas, como vêem, temos naturezas um tanto distintas. Eles são muito amoráveis para o meu gosto. Multipliquem este post. Revelem quem é essa gente. Pouco importa quem vença as eleições, o Brasil, de um jeito ou outro, continua. Segue a íntegra do relatório do petista José Guimarães.
*
COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO No 374, DE 2007
Dispõe sobre a realização de plebiscito acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo.
Autor: Deputado IVAN VALENTE
Relator: Deputado JOSÉ GUIMARÃES
I - RELATÓRIO
Trata-se de projeto de decreto legislativo que determina que o Tribunal Superior Eleitoral faça realizar, em todo o Território Nacional, um censo plebiscitário com a finalidade de recolher manifestação, favorável ou contrária, dos cidadãos, acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo da União. Justifica o ilustre Autor que o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce caracterizou apropriação do patrimônio do povo brasileiro por particulares e deve ser revertido em nome do controle público sobre os recursos naturais essenciais para o crescimento do país e para a manutenção de sua soberania. A matéria ainda será apreciada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania É o relatório.
II - VOTO DO RELATOR
Cabe à Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio proferir parecer sobre o mérito econômico da matéria em tela. Nesse sentido, do ponto de vista econômico, o primeiro foco de análise deveria se concentrar sobre a questão de se seria ou não um bom negócio para a economia brasileira reverter a privatização da Vale. Cabe ressaltar que tais considerações envolvem argumentações técnicas de relativa profundidade, que dificilmente poderiam ser abordadas de maneira completa em um debate público, no calor de um processo eleitoral plebiscitário, eivado de argumentos simbólicos e simplistas que, muitas vezes, podem distorcer aspectos econômicos de maior complexidade.
Isto posto, de forma preliminar, é preciso considerar que a Companhia Vale do Rio Doce é um dos orgulhos nacionais desde a sua fundação e em muito contribuiu para o desenvolvimento do País. Com efeito, trata-se da segunda maior mineradora do mundo e da maior empresa privada do Brasil. É a maior produtora de minério de ferro e de pelotas do mundo e a segunda maior de níquel. A Vale destaca-se ainda na produção de manganês, cobre, bauxita, caulinita, carvão, cobalto, platina, alumina e alumínio. A dimensão dos seus negócios a credencia como uma das grandes empresas mundiais, cujos negócios provocam desdobramentos não só na economia brasileira, mas na economia global.
De fato, desde sua criação, no Governo Vargas, a Vale se organizou como uma empresa de economia mista, caracterizada pela participação de sócios privados e do setor público em forma de sociedade aberta, com o controle acionário majoritário nas mãos da União. Hoje, a Vale é uma empresa privada de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), inclusive integrando o Índice Dow Jones, indicando que seu desempenho econômico influencia diretamente um dos mais importantes indicadores da economia mundial.
Ao final de 2006, a Vale anunciou a incorporação da INCO canadense, a maior mineradora de níquel do mundo, operação de aquisição que foi efetivada no decorrer de 2007, sob forte esquema de engenharia financeira internacional. Após essa incorporação, formou-se um novo conglomerado empresarial - CVRD Inco, cujo valor de mercado em 2008 foi estimado em 196 bilhões de dólares pela consultoria Economática, perdendo no Brasil apenas para a Petrobrás (287 bilhões) e se tornando a 12º maior empresa do mundo.
Não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje. De fato, pode-se verificar que a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, graças à eliminação da necessidade de partilhar recursos com o Orçamento da União, o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional e permitiu a série de aquisições necessárias para o crescimento do conglomerado minerador a nível internacional.
A despeito das mudanças societárias terem sido favoráveis aos negócios da empresa, ainda persiste muita controvérsia sobre os ganhos do setor público com o processo. Nesse sentido, é preciso destacar que a União, apesar da perda do controle gerencial, ainda permanece um importante acionista da Companhia. Com efeito, o Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da empresa (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%.
Se forem consideradas as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Incluindo-se, ainda, a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, cerca de 65% do capital votante da empresa se encontram no País.
Nesse sentido, não só a influência da União nos destinos da empresa é ainda muito grande, como sua participação nos lucros da empresa é muito significativa, especialmente se for avaliado que, após a privatização, e em conseqüência do substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.
O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996, eram 13 mil e, em 2006, já superavam mais de 41 mil. Ademais, a União, além de ser beneficiária desses resultados através do BNDES, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, ainda viu a arrecadação tributária com a empresa crescer substancialmente.
De fato, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil,cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.
Assim, é de difícil sustentação econômica o argumento de que houve perdas para a União. Houve ganhos patrimoniais, dado o extraordinário crescimento do valor da empresa; houve ganhos arrecadatórios significativos, além de ganhos econômicos indiretos com a geração de empregos e com o crescimento expressivo das exportações. A rigor, a União desfez-se do controle da empresa, em favor de uma estrutura de governança mais ágil e moderna, adaptando a empresa à forte concorrência internacional, mantendo expressiva participação tanto nos ganhos econômicos da empresa, como na sua própria administração.
E tal processo foi, inegavelmente, bem-sucedido. Diante dos fatos, consideramos que a proposta de submeter a reversão de um processo econômico desta natureza e desta monta é desprovido de sentido econômico e pode trazer sérios prejuízos à própria empresa e a seus acionistas, entre os quais se inclui, como exposto, o próprio interesse da União.
Pelas razões expostas, votamos pela rejeição do Projeto de Decreto Legislativo nº 374, de 2007.
Sala da Comissão, em de de 2009.
Deputado JOSÉ GUIMARÃES
Relator
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19 de outubro de 2010
OS CRISTÃOS E O PT - A FÁBULA "O SAPO E O ESCORPIÃO"
O Sapo e o Escorpião
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."
A relação entre o PT e os cristãos é exatamente a mesma. O PT, partido de viés hegemônico e totalitário, possuia forte resistência entre os cristãos. Vencida a resistência com ações de dentro para fora, contando com a ajuda de padres e pastores "progressistas", logrou êxito no seu objetivo em ocupar a presidência da república.
O PT ainda não chegou a outra margem, ainda não conseguiu fazer a virada do capitalismo de estado para o tão falado socialismo(nem eles sabem qual), mas dá mostras de que está disposto a descartar os cristãos que mesmo assim, darão seu voto de confiança no escorpião petista.
Matéria em site petista:
A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!
O PT não pode se calar diante da onda de calúnias que tem surgido contra a candidatura de Dilma Rousseff nestas eleições.
A direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata. Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários.
Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.
O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defedendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.
Nós acreditamos na liberdade religiosa, desde que a fé não seja usado como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas. Pesquisem o histórico dos chamados sacerdotes que se opõem ao PT e tentam manipular a opinião pública contra nós. Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária. Temos que agir para que lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica.Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?
Está neste link: http://pt20anos.wordpress.com/2010/10/18/a-igreja-e-contra-pt-vamos-combatela/
E neste : http://aluizioamorim.blogspot.com/2010/10/site-do-pt-avisa-que-vai-combater.html
Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:
"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Por quê? Por quê?
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."
A relação entre o PT e os cristãos é exatamente a mesma. O PT, partido de viés hegemônico e totalitário, possuia forte resistência entre os cristãos. Vencida a resistência com ações de dentro para fora, contando com a ajuda de padres e pastores "progressistas", logrou êxito no seu objetivo em ocupar a presidência da república.
O PT ainda não chegou a outra margem, ainda não conseguiu fazer a virada do capitalismo de estado para o tão falado socialismo(nem eles sabem qual), mas dá mostras de que está disposto a descartar os cristãos que mesmo assim, darão seu voto de confiança no escorpião petista.
Matéria em site petista:
A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!
O PT não pode se calar diante da onda de calúnias que tem surgido contra a candidatura de Dilma Rousseff nestas eleições.
A direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata. Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários.
Precisamos salvar o Brasil do atraso, e fazer a defesa enfática de um Estado laico, que só será possível com a eleição de Dilma Rousseff. A Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário. Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja.
O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defedendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.
Nós acreditamos na liberdade religiosa, desde que a fé não seja usado como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas. Pesquisem o histórico dos chamados sacerdotes que se opõem ao PT e tentam manipular a opinião pública contra nós. Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária. Temos que agir para que lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica.Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?
Está neste link: http://pt20anos.wordpress.com/2010/10/18/a-igreja-e-contra-pt-vamos-combatela/
E neste : http://aluizioamorim.blogspot.com/2010/10/site-do-pt-avisa-que-vai-combater.html
Comparando dados de governos e desmantelando mistificações FHC x LULA
Do Blog: http://diplomatizzando.blogspot.com/
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Parei de contar quantas vezes recebi uma mensagem comparando resultados dos governos FHC e Lula, com base em supostos dados da revista The Economist.
Sequer vou me dar ao trabalho de refutar cada um dos dados pois se trata de uma fraude completa, em várias dimensões aliás.
Primeiro porque os dados não são, nunca foram da The Economist.
Em segundo lugar, porque os dados estão totalmente manipulados.
Em terceiro lugar porque a "metodologia" está completamente equivocada, mas na verdade não existe metodologia nenhuma, apenas uma assemblagem de dados feita de maneira pervertida, deformada e eu até diria criminosa, com a intenção deliberada de enganar, de mistificar, de mentir mesmo.
O que vou fazer? A mentira, congenital, irreprimível, incontida, disseminada, intensa e extensiva, faz parte do DNA de certas pessoas, integra o mau-caratismo e a desonestidade de fundamentalistas de certas causas dúbias.
Quem é capaz de mentir dessa forma, é capaz de cometer outros crimes também, como corrupção, roubo em larga escala, e outras perversões com o dinheiro público, como aliás estamos assistindo em escala estarrecedora.
Pois bem, escreve-me um correspondente, leitor deste blog:
Prezado Paulo Roberto de Almeida,
Como muitos já disseram exaustivamente, sou mais um grande fan do seu trabalho.
Gostaria de saber por que o senhor afirma que o site Governo Brasil Wiki utiliza-se de dados corretos e metodologias adequadas? COmo garantir que esse site não está a deturpar os dados como muitos da campanha petista?
...
Quanto as privatizações das Teles:
http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2010/09/a-ideologia-e-a-privatizacao-das-teles.html#more
...
Se as privatizações das teles tivessem sido tão boas assim, por que ainda pagamos umas das mais altas taxas de telefonia celular móvel e de internet banda larga?
[Fim de transcrição]
Respondo, embora rapidamente.
O site BrasilWiki, objeto deste meu post: Interrupcao eleitoral (11): comparando os governos Lula e FHC limita-se, para cada rubrica relevante de indicadores setoriais de caráter macroeconômico, setorial, políticas sociais, etc., a remetar aos dados originais, indicando as fontes de onde foram extraídos os dados, que são todas estatísticas oficiais, dados governamentais, números públicos e livremente disponíveis.
Clicando em cada um dos links é possível remontar à origem dos dados, e portanto cada um pode fazer suas verificações pertinentes.
Como aliás deveria ser com qualquer trabalho cientificamente embasado, honesto intelectualmente e empiricamente sustentável.
Portanto, está respondida à primeira pergunta do leitor acima, e ele não precisa confiar em mim, nem no autor do BrasilWiki. Basta ir aos dados originais, e se quiser fazer suas contas quanto a ritmos e proporções de aumentos de um ano a outro.
Como já disse, a "comparação" efetuada pelos fundamentalistas irracionais de uma causa política é absurda ao mais alto grau: pretendem simplesmente ajuntar números de um governo e outro, como se isso representasse comparação, sem levar em conta contexto, momento histórico, evolução de políticas nacionais, conjuntura externa, impacto da demanda internacional, enfim, um conjunto de variáveis que qualquer economista aprendiz saberia isolar em exercícios de regressão.
Medir desempenhos relativos tem a ver com isso, em primeiro lugar: comparar dados comparáveis, não grandezas absolutas.
Como disse várias vezes, não tenho paciência com mistificações e com fraudes deliberadas. Aliás, tenho horror à desonestidade intelectual.
Vejamos agora o segundo problema, a tal privatização das teles, que o meu leitor, apoiado num jornalista, diz que não resolveu o problema dos preços.
De fato não, mas o jornalista se refere à competição, como se ela de fato existisse no Brasil.
O que existe no Brasil são carteis, três ou quatro grandes carteis que dividem o mercado nacional e se empenham em evitar a abertura total. Ora, competição é competição, e cartel é cartel.
Ele se esquece, porém de citar o fator mais relevante: a tributação pesada do governo.
Sem ter feito absolutamente nada em favor da telefonia, o governo recolhe 40% em média de tudo o que pagamos para as concessionárias.
Recomendo que meu leitor olhe sua fatura de telefone (e de eletricidade também) da próxima vez que receber.
Paulo Roberto de Almeida
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Parei de contar quantas vezes recebi uma mensagem comparando resultados dos governos FHC e Lula, com base em supostos dados da revista The Economist.
Sequer vou me dar ao trabalho de refutar cada um dos dados pois se trata de uma fraude completa, em várias dimensões aliás.
Primeiro porque os dados não são, nunca foram da The Economist.
Em segundo lugar, porque os dados estão totalmente manipulados.
Em terceiro lugar porque a "metodologia" está completamente equivocada, mas na verdade não existe metodologia nenhuma, apenas uma assemblagem de dados feita de maneira pervertida, deformada e eu até diria criminosa, com a intenção deliberada de enganar, de mistificar, de mentir mesmo.
O que vou fazer? A mentira, congenital, irreprimível, incontida, disseminada, intensa e extensiva, faz parte do DNA de certas pessoas, integra o mau-caratismo e a desonestidade de fundamentalistas de certas causas dúbias.
Quem é capaz de mentir dessa forma, é capaz de cometer outros crimes também, como corrupção, roubo em larga escala, e outras perversões com o dinheiro público, como aliás estamos assistindo em escala estarrecedora.
Pois bem, escreve-me um correspondente, leitor deste blog:
Prezado Paulo Roberto de Almeida,
Como muitos já disseram exaustivamente, sou mais um grande fan do seu trabalho.
Gostaria de saber por que o senhor afirma que o site Governo Brasil Wiki utiliza-se de dados corretos e metodologias adequadas? COmo garantir que esse site não está a deturpar os dados como muitos da campanha petista?
...
Quanto as privatizações das Teles:
http://verbeat.org/blogs/sergioleo/2010/09/a-ideologia-e-a-privatizacao-das-teles.html#more
...
Se as privatizações das teles tivessem sido tão boas assim, por que ainda pagamos umas das mais altas taxas de telefonia celular móvel e de internet banda larga?
[Fim de transcrição]
Respondo, embora rapidamente.
O site BrasilWiki, objeto deste meu post: Interrupcao eleitoral (11): comparando os governos Lula e FHC limita-se, para cada rubrica relevante de indicadores setoriais de caráter macroeconômico, setorial, políticas sociais, etc., a remetar aos dados originais, indicando as fontes de onde foram extraídos os dados, que são todas estatísticas oficiais, dados governamentais, números públicos e livremente disponíveis.
Clicando em cada um dos links é possível remontar à origem dos dados, e portanto cada um pode fazer suas verificações pertinentes.
Como aliás deveria ser com qualquer trabalho cientificamente embasado, honesto intelectualmente e empiricamente sustentável.
Portanto, está respondida à primeira pergunta do leitor acima, e ele não precisa confiar em mim, nem no autor do BrasilWiki. Basta ir aos dados originais, e se quiser fazer suas contas quanto a ritmos e proporções de aumentos de um ano a outro.
Como já disse, a "comparação" efetuada pelos fundamentalistas irracionais de uma causa política é absurda ao mais alto grau: pretendem simplesmente ajuntar números de um governo e outro, como se isso representasse comparação, sem levar em conta contexto, momento histórico, evolução de políticas nacionais, conjuntura externa, impacto da demanda internacional, enfim, um conjunto de variáveis que qualquer economista aprendiz saberia isolar em exercícios de regressão.
Medir desempenhos relativos tem a ver com isso, em primeiro lugar: comparar dados comparáveis, não grandezas absolutas.
Como disse várias vezes, não tenho paciência com mistificações e com fraudes deliberadas. Aliás, tenho horror à desonestidade intelectual.
Vejamos agora o segundo problema, a tal privatização das teles, que o meu leitor, apoiado num jornalista, diz que não resolveu o problema dos preços.
De fato não, mas o jornalista se refere à competição, como se ela de fato existisse no Brasil.
O que existe no Brasil são carteis, três ou quatro grandes carteis que dividem o mercado nacional e se empenham em evitar a abertura total. Ora, competição é competição, e cartel é cartel.
Ele se esquece, porém de citar o fator mais relevante: a tributação pesada do governo.
Sem ter feito absolutamente nada em favor da telefonia, o governo recolhe 40% em média de tudo o que pagamos para as concessionárias.
Recomendo que meu leitor olhe sua fatura de telefone (e de eletricidade também) da próxima vez que receber.
Paulo Roberto de Almeida
18 de outubro de 2010
Médicos haviam aconselhado mãe de Susan Boyle a abortá-la
Do Blog: “NoticiasProFamilia.blogspot.com”.
Peter J. Smith
EDIMBURGO, Reino Unido, 15 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Susan Boyle, fenômeno internacional da música, revelou numa recente autobiografia que os médicos haviam aconselhado sua mãe a abortá-la, porque achavam que a gravidez era de risco.
Boyle disparou para a fama em abril de 2009 depois de aparecer num programa de televisão da Inglaterra chamado “Britain’s Got Talent”, quando a escocesa de aparência simples chocou as audiências com uma interpretação muito forte de “Sonhei um sonho” da versão musical de “Les Misérables” de Victor Hugo.
Mas Boyle, que tem 49 anos e é natural de Blackburn, uma vila em West Lothian, Escócia, nunca teria sonhado que cantaria em palcos internacionais, se sua mãe tivesse concordado em abortá-la por conselho de médicos.
Em sua autobiografia, “The Woman I Was Born To Be” (A Mulher que Nasci para Ser), Boyle revela que os médicos recomendaram uma “interrupção da gravidez” para Bridget Boyle, que já era mãe de oito filhos, porque temiam complicações físicas.
Boyle revela que sua mãe rejeitou esse conselho como “impensável” já que ela era uma “católica devota”.
Quando Boyle nasceu por parto cesáreo de emergência, os médicos não disseram para sua mãe o costumeiro “Congratulações, Sra. Boyle! Uma bela menina”. Boyle escreveu que os médicos adotaram um modo desdenhoso de ver a vida dela — principalmente quando suspeitaram que ela estivesse sofrendo de danos cerebrais devido à falta de oxigênio.
“Provavelmente, é melhor aceitar o fato de que Susan jamais será alguma coisa”, Boyle recontou os médicos dizendo para sua mãe. “‘Susan jamais virá a ser alguma coisa. Portanto, não espere muito dela’”.
“Tenho certeza de que eles tinham intenções muito boas”, continuou Boyle, “mas não penso que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro”.
“O que eles não sabiam era que tenho um pouco de guerreira, e venho me esforçando a minha vida inteira para provar que eles estavam errados”.
Boyle lançou seu primeiro álbum “I Dreamed a Dream” (Sonhei um sonho) em 23 de novembro de 2009, e rapidamente vendeu 9 milhões de CDs em seis semanas, tornando-o o álbum número e mais vendido daquele ano. O Livro Guinness de Recordes Mundiais também reconheceu Boyle como a artista inglesa número 1 com o álbum de estreia que mais vendas teve em pouco tempo.
Em anos recentes, muita gente famosa tem revelado que teve mães que se defrontaram com a escolha de abortar ou dar a luz.
Andrea Bocelli, cantor de opera e música clássica e pop, revelou ...
Leia mais: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/10/medicos-haviam-aconselhado-mae-de-susan.html
Peter J. Smith
EDIMBURGO, Reino Unido, 15 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Susan Boyle, fenômeno internacional da música, revelou numa recente autobiografia que os médicos haviam aconselhado sua mãe a abortá-la, porque achavam que a gravidez era de risco.
Boyle disparou para a fama em abril de 2009 depois de aparecer num programa de televisão da Inglaterra chamado “Britain’s Got Talent”, quando a escocesa de aparência simples chocou as audiências com uma interpretação muito forte de “Sonhei um sonho” da versão musical de “Les Misérables” de Victor Hugo.
Mas Boyle, que tem 49 anos e é natural de Blackburn, uma vila em West Lothian, Escócia, nunca teria sonhado que cantaria em palcos internacionais, se sua mãe tivesse concordado em abortá-la por conselho de médicos.
Em sua autobiografia, “The Woman I Was Born To Be” (A Mulher que Nasci para Ser), Boyle revela que os médicos recomendaram uma “interrupção da gravidez” para Bridget Boyle, que já era mãe de oito filhos, porque temiam complicações físicas.
Boyle revela que sua mãe rejeitou esse conselho como “impensável” já que ela era uma “católica devota”.
Quando Boyle nasceu por parto cesáreo de emergência, os médicos não disseram para sua mãe o costumeiro “Congratulações, Sra. Boyle! Uma bela menina”. Boyle escreveu que os médicos adotaram um modo desdenhoso de ver a vida dela — principalmente quando suspeitaram que ela estivesse sofrendo de danos cerebrais devido à falta de oxigênio.
“Provavelmente, é melhor aceitar o fato de que Susan jamais será alguma coisa”, Boyle recontou os médicos dizendo para sua mãe. “‘Susan jamais virá a ser alguma coisa. Portanto, não espere muito dela’”.
“Tenho certeza de que eles tinham intenções muito boas”, continuou Boyle, “mas não penso que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro”.
“O que eles não sabiam era que tenho um pouco de guerreira, e venho me esforçando a minha vida inteira para provar que eles estavam errados”.
Boyle lançou seu primeiro álbum “I Dreamed a Dream” (Sonhei um sonho) em 23 de novembro de 2009, e rapidamente vendeu 9 milhões de CDs em seis semanas, tornando-o o álbum número e mais vendido daquele ano. O Livro Guinness de Recordes Mundiais também reconheceu Boyle como a artista inglesa número 1 com o álbum de estreia que mais vendas teve em pouco tempo.
Em anos recentes, muita gente famosa tem revelado que teve mães que se defrontaram com a escolha de abortar ou dar a luz.
Andrea Bocelli, cantor de opera e música clássica e pop, revelou ...
Leia mais: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/10/medicos-haviam-aconselhado-mae-de-susan.html
17 de outubro de 2010
ELEIÇÕES 2010 - JOSÉ SERRA GANHOU DEBATE ENTRE ELEITORES INDECISOS
Terminou o debate Folha/Rede TV. Foi um show de competência e equilíbrio, por parte de Serra. Já Dilma, apostou tudo nos clichês velhos e surrados das privatizações.
Quem ganha votos? Quem perde votos? Não sei. Um bom termômetro, para responder essa questão, é o resultado de uma pesquisa feita entre eleitores indecisos durante o transcorrer do debate: Serra ganhou mais eleitores do que Dilma.
Quem ganha votos? Quem perde votos? Não sei. Um bom termômetro, para responder essa questão, é o resultado de uma pesquisa feita entre eleitores indecisos durante o transcorrer do debate: Serra ganhou mais eleitores do que Dilma.
ELEIÇÕES 2010 - Pastor José Wellington e Silas Malafaia declaram, em programa eleitoral, apoio a José Serra.
"Casa Civil está com uns projetos malucos e umas coisas que parecem que foram arquitetadas no inferno para querer prejudicar a igreja de Deus". Pastor José Wellington
Em depoimento que foi ao ar hoje, 17/10/2010, no programa eleitoral de José Serra, os Pastores José Wellington e Silas Malafaia declaram seu apoio e recomendam o voto em José Serra.
"Vejo na pessoa dele a habilidade, a seriedade e um homem que é capaz de administrar bem a nossa nação. E por causa disso eu peço a você, meu irmão: vote no Zé Serra" José Wellington
ELEIÇOES 2010 - QUEM TEM MEDO DAS PRIVATIZAÇÕES?
Reproduzo abaixo, uma imagem com a matéria publicada na revista Veja, edição 2187 de 20/10/2010.
Clique na imagem para ampliar.
Clique na imagem para ampliar.
Leia matéria completa na revista veja edição 2187 de 20/10/2010
ELEIÇÕES 2010 - O BRASIL CONTINUARÁ REFÉM DE CLICHÊS DA ESQUERDA?
Não dá para afirmar, mas tudo indica que os clichês da esquerda disseminados no Brasil pelos arautos do PT e assemelhados, ao longo das ultimas cinco eleições, encontraram seu ponto de esgotamento. Pegos de surpresa pela vontade soberana do eleitor que resolveu levar a eleição para o segundo turno, os coordenadores da campanha de Dilma ressucitaram no horário eleitoral, a falácia das privatizações, e utilizando a mentira como método, acusaram que, se eleito, Serra vai "privatizar o pre-sal" .Os eleitores, sem maiores explicações, devem continuar entendendo que isto será muito ruim para o país.
O PT, Lula e Dilma, deveriam utilizar o horário eleitoral para explicar aos brasileiros que aquilo que foi comprovadamente bom para o cidadão e para o pais, uma vez que nada foi desprivatizado, na verdade defendida pelo partido, é ruim.
Na eleição de 2006 Geraldo Alckmin foi alvejado mortalmente pela mentira de duplo sentido. A primeira mentira: se eleito, vai promover um festival de privatizações; a segunda: isto é ruim para o cidadão e para país.
A matéria abaixo é de 2006, mas o PT a tornou tão atual, mas tão atual que nas últimas linhas do artigo, substituindo Alckmin por Serra e Lula por Dilma temos: "Em vez de xingar Serra de privatista, Dilma deveria tentar explicar aos eleitores por que a privatização é um mal. Conseguiria convencer? "
Segue a matéria.
PRIVATIZAÇÃO - UM BEM OU UM MAL
texto da jornalista Suely Caldas
Caderno Economia, Estadão, 22/10/2006
No agressivo vale-tudo por voto e poder em que se transformou esta campanha eleitoral, um dos dois candidatos vai levar a Presidência, mas não ganha, começa a perder no dia em que tomar posse e, pior, arrasta junto a população. Um mês de tiroteio eleitoral predatório é capaz de destruir valores, conceitos e conquistas que custaram tempo e muito esforço para serem construídos. É nesse campo que se encaixam os ataques de Lula e do PT à privatização. Por puro oportunismo eleitoral, eles reacenderam uma questão que a sociedade passou a entender e a aceitar e cujo equacionamento é fundamental para promover desenvolvimento, crescimento econômico, emprego e renda.
Quando Lula acusa Alckmin de intenção (desmentido pelo tucano) de privatizar o Banco do Brasil, a Petrobrás e outras estatais, na verdade ele está passando a idéia de que toda atividade econômica privada deve ser condenada e, pior, sem substituir por rigorosamente nada,dado que, em quase 4 anos de governo,Lula não fez investimentos públicos voltados para o progresse econômico e para o bem comum dos brasileiros,porque preferiram usar o dinheiro do Estado em gastos cotidianos, muitos desnecessários.
A privatização de estatais deixou de ser uma questão ideológica há mais de 20 anos, com a superação do comunismo nos países do Leste Europeu, simbolizada pela queda do Muro de Berlim e descrita com magnífica sensibilidade e arte no filme "Adeus, Lenin!". Nesses países, Rússia sobretudo, as estatais foram vendidas por muito pouco dinheiro e em ritmo acelerado,determinado pela necessidade política de mudanças.
Na América Latina e no Brasil a privatização cedeu em razão da falência do Estado, que passou a sugar recursos das estatais, a impedir novos investimentos e a obstruir o crescimento da economia. Foi uma solução pragmática dirigida a financiar o desenvolvimento, mas vista com conteúdo político pelos mais conservadores, ainda impregnados pelo paternalismo estatal da era Vargas. Não é à toa que os sindicalistas, herdeiros diretos do Estado Novo de Vargas, se armaram de paus e pedras em protesto contra o leilão da Cia. Vale do Rio Doce.
Mas aonde chegou a privatização bem sucedida. Nas telecomunicações, não só modernizou tecnológicamente o setor e fez do telefone um bem barato e acessível à população de baixa renda, como teve o mérito de eliminar cerca de 500 cargos públicos (entre conselheiros, diretores, superintendentes das 27 teles), que seriam alvo de loteamento entre partidos e prejuízo para o patrimônio público se as empresas permanecessem estatais. Depois de privatizada, a Vale recolheu mais em impostos para o governo que em dividendos quando era estatal, mais do que duplicou seu valoe de mercado, expandiu largamente a produção no Brasil e no exterior, gerou milhares de empregos e foi a primeira empresa brasileira a obter a classificação de grau de investimento.
A privatização fracassou no setor de energia elétrica porque ficou restrita ao segmento da distribuição, sem chegar à geração de nergia, em decorrência de interfências políticas regionais e gestões vacilantes do PFL no ministério de Minas e Energia do governo passado. Se Eletrobrás, Furnas, Eletronorte e CHESF fossem vendidas ao setor privado, não faltariam recursos para investimentos em geração de energia nova e não estaríamos hoje sob a ameaça de um novo apagão em 2009.
Não há razão para privatizar a Petrobrás, hoje uma empresa pública de capital pulverizado, com quase 500 mil acionistas. Seu resultado financeiro tem gerado dividendos valiosos ao Tesouro e aos brasileiros. Já o Correio, não há nenhum motivo para mantê-lo estatal, com cargos loteados entre partidos políticos e dirigentes flagrados recebendo propina, como o correu no ano passado.
O governo Lula não privatizou, não licitou estradas, e afastou investidores privados em infra-estrutura. Instituiu as parcerias público-privadas, as famosas PPP's, que não decolaram paralisadas pela inoperância e incompetência de gestão do governo. O desastrado resultado resultado foi a medíocre taxa de novos investimentos, já que o Estado não substituiu a iniciativa privada. Em vez de xingar Alckmin de privatista, Lula deveria tentar explicar aos eleitores por que a privatização é um mal. Conseguiria convencer?
Fonte: http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=2521
O PT, Lula e Dilma, deveriam utilizar o horário eleitoral para explicar aos brasileiros que aquilo que foi comprovadamente bom para o cidadão e para o pais, uma vez que nada foi desprivatizado, na verdade defendida pelo partido, é ruim.
Na eleição de 2006 Geraldo Alckmin foi alvejado mortalmente pela mentira de duplo sentido. A primeira mentira: se eleito, vai promover um festival de privatizações; a segunda: isto é ruim para o cidadão e para país.
A matéria abaixo é de 2006, mas o PT a tornou tão atual, mas tão atual que nas últimas linhas do artigo, substituindo Alckmin por Serra e Lula por Dilma temos: "Em vez de xingar Serra de privatista, Dilma deveria tentar explicar aos eleitores por que a privatização é um mal. Conseguiria convencer? "
Segue a matéria.
PRIVATIZAÇÃO - UM BEM OU UM MAL
texto da jornalista Suely Caldas
Caderno Economia, Estadão, 22/10/2006
No agressivo vale-tudo por voto e poder em que se transformou esta campanha eleitoral, um dos dois candidatos vai levar a Presidência, mas não ganha, começa a perder no dia em que tomar posse e, pior, arrasta junto a população. Um mês de tiroteio eleitoral predatório é capaz de destruir valores, conceitos e conquistas que custaram tempo e muito esforço para serem construídos. É nesse campo que se encaixam os ataques de Lula e do PT à privatização. Por puro oportunismo eleitoral, eles reacenderam uma questão que a sociedade passou a entender e a aceitar e cujo equacionamento é fundamental para promover desenvolvimento, crescimento econômico, emprego e renda.
Quando Lula acusa Alckmin de intenção (desmentido pelo tucano) de privatizar o Banco do Brasil, a Petrobrás e outras estatais, na verdade ele está passando a idéia de que toda atividade econômica privada deve ser condenada e, pior, sem substituir por rigorosamente nada,dado que, em quase 4 anos de governo,Lula não fez investimentos públicos voltados para o progresse econômico e para o bem comum dos brasileiros,porque preferiram usar o dinheiro do Estado em gastos cotidianos, muitos desnecessários.
A privatização de estatais deixou de ser uma questão ideológica há mais de 20 anos, com a superação do comunismo nos países do Leste Europeu, simbolizada pela queda do Muro de Berlim e descrita com magnífica sensibilidade e arte no filme "Adeus, Lenin!". Nesses países, Rússia sobretudo, as estatais foram vendidas por muito pouco dinheiro e em ritmo acelerado,determinado pela necessidade política de mudanças.
Na América Latina e no Brasil a privatização cedeu em razão da falência do Estado, que passou a sugar recursos das estatais, a impedir novos investimentos e a obstruir o crescimento da economia. Foi uma solução pragmática dirigida a financiar o desenvolvimento, mas vista com conteúdo político pelos mais conservadores, ainda impregnados pelo paternalismo estatal da era Vargas. Não é à toa que os sindicalistas, herdeiros diretos do Estado Novo de Vargas, se armaram de paus e pedras em protesto contra o leilão da Cia. Vale do Rio Doce.
Mas aonde chegou a privatização bem sucedida. Nas telecomunicações, não só modernizou tecnológicamente o setor e fez do telefone um bem barato e acessível à população de baixa renda, como teve o mérito de eliminar cerca de 500 cargos públicos (entre conselheiros, diretores, superintendentes das 27 teles), que seriam alvo de loteamento entre partidos e prejuízo para o patrimônio público se as empresas permanecessem estatais. Depois de privatizada, a Vale recolheu mais em impostos para o governo que em dividendos quando era estatal, mais do que duplicou seu valoe de mercado, expandiu largamente a produção no Brasil e no exterior, gerou milhares de empregos e foi a primeira empresa brasileira a obter a classificação de grau de investimento.
A privatização fracassou no setor de energia elétrica porque ficou restrita ao segmento da distribuição, sem chegar à geração de nergia, em decorrência de interfências políticas regionais e gestões vacilantes do PFL no ministério de Minas e Energia do governo passado. Se Eletrobrás, Furnas, Eletronorte e CHESF fossem vendidas ao setor privado, não faltariam recursos para investimentos em geração de energia nova e não estaríamos hoje sob a ameaça de um novo apagão em 2009.
Não há razão para privatizar a Petrobrás, hoje uma empresa pública de capital pulverizado, com quase 500 mil acionistas. Seu resultado financeiro tem gerado dividendos valiosos ao Tesouro e aos brasileiros. Já o Correio, não há nenhum motivo para mantê-lo estatal, com cargos loteados entre partidos políticos e dirigentes flagrados recebendo propina, como o correu no ano passado.
O governo Lula não privatizou, não licitou estradas, e afastou investidores privados em infra-estrutura. Instituiu as parcerias público-privadas, as famosas PPP's, que não decolaram paralisadas pela inoperância e incompetência de gestão do governo. O desastrado resultado resultado foi a medíocre taxa de novos investimentos, já que o Estado não substituiu a iniciativa privada. Em vez de xingar Alckmin de privatista, Lula deveria tentar explicar aos eleitores por que a privatização é um mal. Conseguiria convencer?
Fonte: http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=2521
PT e Dilma vão processar a Igreja Católica por difamação. Agora virou crime dizer que o PT e a Dilma defendem o aborto indiscriminado.
Domingo, Outubro 17, 2010
Do Portal Terra, a informação de que o PT chavista e a Dilma abortista conseguiram apreender os folhetos da Igreja Católica:
A Polícia Federal iniciou, na manhã deste domingo (17), a apreensão dos panfletos anti-Dilma encontrados ontem em uma gráfica no bairro de Cambuci, região central de São Paulo. Os folhetos atacam o PT e estão creditados à Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dois caminhões chegaram até o local para apreender o material. A polícia não permitiu, no entanto, que fossem feitas imagens dos veículos sendo carregados. Foi preciso que cada caminhão entrasse na gráfica de uma vez, já que a garagem era estreita e a apreensão foi realizada de portas fechadas, sob guarda de três viaturas da Polícia Militar. O advogado da campanha de Dilma Rousseff (PT), Pierpaolo Bottini, argumentou, no pedido de liminar, encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, que os panfletos são propaganda irregular e...
Leia mais: http://coturnonoturno.blogspot.com/2010/10/pt-e-dilma-vao-processar-igreja.html
Do Portal Terra, a informação de que o PT chavista e a Dilma abortista conseguiram apreender os folhetos da Igreja Católica:
A Polícia Federal iniciou, na manhã deste domingo (17), a apreensão dos panfletos anti-Dilma encontrados ontem em uma gráfica no bairro de Cambuci, região central de São Paulo. Os folhetos atacam o PT e estão creditados à Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dois caminhões chegaram até o local para apreender o material. A polícia não permitiu, no entanto, que fossem feitas imagens dos veículos sendo carregados. Foi preciso que cada caminhão entrasse na gráfica de uma vez, já que a garagem era estreita e a apreensão foi realizada de portas fechadas, sob guarda de três viaturas da Polícia Militar. O advogado da campanha de Dilma Rousseff (PT), Pierpaolo Bottini, argumentou, no pedido de liminar, encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, que os panfletos são propaganda irregular e...
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ELEIÇÕES 2010 - DILMA ROUSSEFF E JOSÉ SERRA IRÃO SE ENFRENTAR NO DEBATE FOLHA/REDE TV
UOL transmite debate Folha/RedeTV! com Dilma e Serra neste domingo
Do UOL Eleições
16/10/2010 - 07h00
O UOL transmite a partir das 21h10 deste domingo (17) o segundo debate presidencial do segundo turno. O encontro é promovido pela Folha em parceria com a RedeTV!.
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) confirmaram presença. A mediação será do jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e apresentador do programa "É Notícia", da RedeTV!.
O debate acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco (SP). Além da transmissão pela RedeTV! e pelo portal da emissora na internet, o UOL fará a narração em texto, minuto a minuto, do que acontece de mais importante. Também haverá comentários em tempo real feitos pelos jornalistas da Folha.
As regras do debate, que terá cinco blocos, foram definidas com as campanhas. Para internautas que desejam acompanhar o evento no Twitter, a "hashtag" (símbolo do jogo da velha que indica um assunto) que será usada é #folharedetv.
Este é o terceiro debate presidencial promovido pela Folha nestas eleições. Também foram realizados debates em parceria com a RedeTV! com os candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.
Leia mais em: http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/16/uol-transmite-debate-folharedetv-com-dilma-e-serra-neste-domingo.jhtm
Do UOL Eleições
16/10/2010 - 07h00
O UOL transmite a partir das 21h10 deste domingo (17) o segundo debate presidencial do segundo turno. O encontro é promovido pela Folha em parceria com a RedeTV!.
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) confirmaram presença. A mediação será do jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e apresentador do programa "É Notícia", da RedeTV!.
O debate acontece nos estúdios da sede da emissora, em Osasco (SP). Além da transmissão pela RedeTV! e pelo portal da emissora na internet, o UOL fará a narração em texto, minuto a minuto, do que acontece de mais importante. Também haverá comentários em tempo real feitos pelos jornalistas da Folha.
As regras do debate, que terá cinco blocos, foram definidas com as campanhas. Para internautas que desejam acompanhar o evento no Twitter, a "hashtag" (símbolo do jogo da velha que indica um assunto) que será usada é #folharedetv.
Este é o terceiro debate presidencial promovido pela Folha nestas eleições. Também foram realizados debates em parceria com a RedeTV! com os candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.
Leia mais em: http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/16/uol-transmite-debate-folharedetv-com-dilma-e-serra-neste-domingo.jhtm
CNBB - APELO A TODOS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Igreja Católica informa seus fieis sobre reais intenções do PT e de sua candidata Dilma Rousseff.
Leitura Recomendada
16 de outubro de 2010
Pastor Geremias do Couto - Enfim, Dilma divulga carta aos evangélicos
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| Que Dilma você prefere: a que mudou o discurso ou a anterior? |
Desde cedo, ontem, circularam as notícias mais desencontradas. A príncípio, segundo alguns veículos da imprensa, DIlma retrocedera e não assinaria nenhuma carta para atender as revindicações dos líderes evangélicos, que se reuniram com ela no dia 13 de outubro. Prevalecia a tese dos linhas-duras do PT, que viam nisso retrocesso perigoso para a estratégia petista de médio e longo prazo. Mas como seria dificil explicar essa meia-volta diante da expectativa criada com a promessa de divulgação da carta, optou-se então por formalizá-la e, com isso, tentar dar um fim à discussão que a própria candidata trouxe para a campanha, quando começou a desdizer o que dissera antes como parte de sua crença e filosofia de vida.
Acabei de ler o documento. Quem esperava um tiro de canhão, ouviu um estampido de bomba de São João. A emenda saiu pior do que o soneto. Peço licença ao Reinaldo Azevedo para fazer um azul e vermelho com os pontos da açucarada carta. Aí vai:
Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que desejamos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:
A introdução já começa com uma premissa errada. Quem rascunhou a carta esqueceu-se que o Mestre ensinou a amar o próximo com o mesmo padrão de amor que ele teve em favor da humanidade. Se nós mesmos nos constituirmos como medida, corremos o risco de dar com os burros n'água. Por outro lado, não é verdade que as últimas notícias envolvendo Dilma Rousseff sejam calúnias e boatos. Os fatos estão documentados e foram divulgados com provas cabais sem que houvesse qualquer articulação nesse sentido, como reação natural ao novo discurso que a candidata inaugurou na campanha para atrair o eleitorado cristão.
1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal.
Não é isso que transparece no PNDH 3, forjado na Casa Civil comandada pela então ministra, que propõe entre outras aberrações estabelecer conselhos para a diversidade religiosa, como se fosse papel do Estado interferir nos cultos de qualquer crença.
2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto.
Esse é o calcanhar de aquiles de Dilma Rousseff. Contraria o que afirmou em entrevista à Folha, em 2007, quando considerou absurdo que o Brasil não tivesse ainda descriminado o aborto, o que reafirmou posteriormente, no ano de 2009, já na condição de pré-candidata, em entrevista a Marie Claire. O advérbio "pessoalmente" é uma forçação de barra e pressupõe que nem sempre o desejo pessoal pode sobrepor-se aos "interesses de estado". No caso, a descriminação do aborto. Mas que estado, o do PT? É fácil, agora, dizer que defende a manutenção da legislação atual sobre o assunto, quando, ao contrário disso, a Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres fez da pauta a sua prioridade durante o governo Lula, o PNDH 3 reforçou a mesma política e já há projetos de lei em andamento para cumprir a proposta. Isso não é nada mais do que dizer: "lavo as minhas mãos".
3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
Vá lá que Dilma, se eleita, não tome qualquer iniciativa, como promete nesse item. É possível acreditar numa pessoa que anteontem dizia com convicção uma coisa e hoje, para atender conveniências eleitorais, diz outra? E se vier a não tomar nenhuma iniciativa, o que isso significará? Nada! O processo já esta em curso e o PT, ao lado de aliados de outros partidos, fará direitinho "o dever de casa" no Congresso Nacional.
4. O PNDH 3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família.
Não é verdade que o PNDH seja uma ampla carta de intenções. É, sim, um decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, com pontos muito claros a serem implementados e determinando, inclusive, as áreas do governo responsáveis pela execução de cada um deles. Também não é verdade que está sendo revisto. A não ser que Dilma tenha esquecido de combinar com Paulo Vannuchi, ministro dos Direitos Humanos, que afirmou ficar tudo como está por ter o governo já feito as alterações necessárias. É por isso que Dilma de forma enviezada disse ser "pessoalmente" contra o aborto. Para não ficar contra o PNDH 3 já emendado, que diz: "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde". Saúde de quem? Da mãe ou do feto?
5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no país.
Aqui o rascunhador da carta comete um ato falho. Admite já o futuro governo da candidata. É um risco calculado. Mas vamos ao ponto: da forma como o projeto de lei se encontra redigido, será muito difícil - senão impossível - para o presidente sancioná-lo sem que se estabeleça a mordaça a quem se expressar contra a homossexualidade. O PLC 122 não se submete ao princípio constitucional da igualdade ao estabelecer privilégios para uma minoria.
6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.
A que "deus" o rascunhador da carta se refere? À força superior a que Dilma se referiu em sua entrevista ao Datena? Ou àquele mencionado na entrevista à Folha? Veja você mesmo: "...Eu não acho que a gente pode achar que só existe o... aquele seu Deus, entende? Eu acho que você tem de ter, assim, uma abertura para contemplar todas as possibilidades (...) Eu me equilibro nessa questão: Será que há [Deus] , será que não há?" É ou não é hilário, para não dizer triste!
O resto é com você.
Fonte: http://geremiasdocouto.blogspot.com/2010/10/enfim-dilma-divulga-carta-aos.html
Ferreira Gullar - Vamos errar de novo?
Faz muitos anos já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.
Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.
Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado “essa gente de Ipanema” de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação ─ como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar ─ ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.
Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura ─ o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.
Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.
Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.
No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.
A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.
O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada ─ Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?
POSSO VOTAR NO PT? UMA QUESTÃO MORAL
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| Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz |
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].
2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?
Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].
3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?
Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4].
4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?
Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5].
5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?
Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].
6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?
Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.
7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM...
Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.
8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando...
Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.
9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?
Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a )[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].
10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?
Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.
Leia mais em: http://www.sacralidade.com/igreja2010/0329.pt.html
15 de outubro de 2010
CARTA DE DILMA AOS CRISTÃOS E MILITANTES PRÓ-VIDA
Incapaz de reconhecer a verdade em suas proprias palavras, Dilma insiste na mentira, chamando de "sórdida campanha de boatos e calúnias" a verdade documentada em vídeos onde, em sintonia com o programa do PT, diz exatamente o contrário do que promete agora.
Dilma não deverá perder eleitores entre os que defendem o aborto, pois estes sabem do expediente eleitoreiro da carta. A ingenuidade, se existe, está do outro lado.
Fiquem com a carta de Dilma.
Dilma não deverá perder eleitores entre os que defendem o aborto, pois estes sabem do expediente eleitoreiro da carta. A ingenuidade, se existe, está do outro lado.
Fiquem com a carta de Dilma.
LUA DE MEL ENTRE O PT E OS CRISTÃOS PARECE ESTAR TERMINANDO
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| Do Site http://leo.coutinho.blog.uol.com.br/ |
Por Pedro Ravazzano
O Marxismo e a Teologia da Libertação
O marxismo conquistou um grande número de seguidores dentro da Igreja. Esse posicionamento ideológico, além de contrariar os ensinamentos do Magistério, gerou um forte braço da esquerda, principalmente na América Latina. A Teologia da Libertação, nascida do encontro de heresias teológicas européias com a metodologia comunista no Novo Mundo, frutificou, tornando-se uma grande arma do socialismo mundial.
A Igreja já havia dito que "Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro" [1], mas isso não impediu que religiosos em rebeldia plena ao Magistério afirmassem que "o Reino de Deus é concretamente o socialismo" [2].
Genésio Boff disse, ao Jornal do Brasil, que o proposto pelos seus "não é Teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da Teologia".
Essa falta de caridade e fidelidade ao ensinado pela Igreja, que não condenou o socialismo por motivos pequenos e mesquinhos, mas pela sua incongruência com a Revelação cristã, atingiu seu ápice quando em 1968, religiosos, que já traziam de outrora suas heresias ideológicas, comungaram e ratificaram atitudes terroristas e revolucionárias. Frei Betto, e seus comparsas, aliados a Carlos Marighela, levantaram pontos ao longo da Rodovia Belém-Brasília para implementar uma guerrilha rural, usando o Convento do Araguaia como o centro logístico. Nesse momento os dominicanos se transformaram, Frei Ivo, virou Pedro, Frei Osvaldo, Sérgio ou Gaspar I, Frei Magno, Leonardo ou Gaspar, Frei Beto, Vítor ou Ronaldo, tudo isso para que pudessem contactar Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, os cérebros do Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), que depois virou Ação Libertadora Nacional (ALN).
Esse grupo terrorista tinha como financiador o governo totalitário cubano. O presidente, Carlos Marighela, fundou o AC/SP depois que foi expulso do PCB. Interessante que sua obra, Minimanual do Guerrilheiro Urbano, transformou-se em norte de vários grupos fanáticos de esquerda, como Brigadas Vermelhas, da Itália, e Baader-Meinhoff, da Alemanha. A ALN assaltou trens-pagadores (o roubo de Santos-Jundiaí rendeu NCr$ 108 milhões), realizou seqüestros, como o do embaixador americano, em conjunto com o MR-8 (do hoje ministro da Comunicação Social Franklin Martins e do deputado Fernando Gabeira). Depois da morte de Marighela, em 1969 (por delação do Frei Fernando), a ALN passou a ser liderada por Joaquim Câmara Ferreira, que viajou para Cuba com o fim de receber ordens de Fidel Castro. Além desse extenso currículo, a ALN se envolveu em centenas de assassinatos, tanto em ação solo, como em parceria com outros grupos terroristas; VAR-Palmares (da ministra Dilma Rousseff), PCBR, MOLIPO, Tendência Leninista (esses dois últimos vindos da própria ALN). Tudo isso com a participação, ou no mínimo conhecimento, de religiosos dominicanos.
Os terroristas não lutavam por liberdade, mas sim pelo triunfo da revolução comunista no Brasil, que bem sabemos é o inverso. No regime militar, ditatorial e podador de liberdade, o número de mortos chegou a aproximadamente quatrocentos (lembrando que os guerrilheiros de esquerda cometeram cerca de duzentos assassinatos), enquanto o histórico do marxismo mundial beirava os 100 milhões de mortos. Alguns casos são bastante significativos; na China, 65 milhões morreram depois que Mao Tse Tung iniciou o "Grande Salto para Frente", um desastroso projeto. Na URSS, só de 1917 a 1953, o regime bolchevique havia matado 20 milhões de pessoas, muitos deles religiosos da igreja ortodoxa russa que cometiam o crime de professar o cristianismo. Na Coréia do Norte, que até hoje vive no jugo do regime comunista, o número chegou a dois milhões de mortos. No Camboja, o Khmer Vermelho matou em três anos 1/3 da população. Na América Latina, países como Cuba, Nicarágua e Peru, que estavam intimamente ligados nas arquitetações comunistas, carregam cerca de 150 mil mortos. A ilha de Fidel ainda tem cerca de 2,2 milhões de pessoas, 20% da população de Cuba, de refugiados, principalmente nos EUA. Outros números; África, 1,7 milhão, entre Etiópia, Angola e Moçambique, Afeganistão 1,5 milhão, Vietnã um milhão. Seriam, então, esses 100 milhões de mortos pelo comunismo menos “importantes” do que os 500 assassinados pelo regime militar?
(...)
Leia mais: http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=368
Voltei. Leia o que disse o presidente Lula em entrevista ao jornal espanhol El País(íntegra aqui):
“O PT não existiria sem a ajuda de milhares de padres e comunidades cristãs do Brasil, deve muito ao trabalho da Igreja, à teologia da libertação, aos sacerdotes progressistas. Tudo isso contribuiu para minha formação política, a construção do PT e a minha chegada ao poder. Minha relação com a Igreja católica foi e continua sendo muito forte, mas somos um país laico, tratamos todas as religiões com respeito”.
Neste momento, estamos assistindo aquilo que pode ser o "ínicio do fim" da relação estreita entre católicos e o PT, relação que começou a ruir bem antes de 2010, conforme matéria que segue, publicada nos jornal O Estado de São Paulo. Volto lá embaixo.
Manifesto critica Dilma por posição sobre aborto
05 de outubro de 2010
Lucas de Abreu Maia, de O Estado de S.Paulo - SÃO PAULO
Em meio à polêmica gerada pela posição da candidata petista, Dilma Rousseff, em relação ao aborto, uma entidade com representantes da CNBB, da Federação Espírita e de grupos evangélicos divulgou uma nota atacando declarações que chama de "oportunistas, ambíguas e eleitoreiras".
No site da entidade, um texto deixa claro quem é a destinatária da mensagem. "Movimento questiona posição de petista", diz o título da nota. Um link no Twitter oficial da organização leva a um vídeo com declaração de Dilma, em 2007, favorável a mudanças na lei do aborto.
Em meio à polêmica gerada na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral, Dilma foi a público para afirmar que é contrária à descriminalização.
"É estarrecedor que algo tão importante como a defesa da vida, desde a concepção, seja tratado sem a devida explicitação do posicionamento de cada candidato", afirma o manifesto.
Em menção clara à mudança da posição de Dilma, o movimento diz que "a coerência e a clareza de posicionamento, não só nesta conjuntura eleitoral, deve prevalecer junto aos eleitores."
"Entendemos que os eleitores brasileiros não podem ficar à mercê dos ‘lobos vestidos com pele de cordeiro’ cuja intenção é ganhar votos para vencer as eleições e, depois de empossados, mostrar a sua verdadeira face no apoio à cultura de morte", ataca o manifesto em seu trecho mais duro.
A nota faz menção ainda ao terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), editado no fim do ano passado, que em sua primeira versão defendia a descriminalização da prática.
Presidente do movimento Brasil Sem Aborto, a professora do departamento de Biologia da Universidade de Brasília (UNB) Lenise Garcia ataca também o posicionamento de José Serra (PSDB).
"O candidato José Serra chegou a chamar o aborto de ‘carnificina’, de uma forma claramente contrária. Agora, ele também tem no seu histórico uma questão delicada, que é a norma técnica que acabou permitindo que o aborto em caso de estupro fosse realizado no SUS", diz Lenise.
Em 1998, quando era ministro da Saúde, Serra foi responsável pela normatização do aborto nos casos permitidos em lei - estupro e risco de vida para a mulher.
Para as eleições deste ano, o Brasil Sem Aborto divulgou uma lista em seu site com nome de candidatos aos governos estaduais e ao Legislativo contrários à prática. Criado em 2006, o movimento tem representação, hoje, em 15 Estados, mas não sabe precisar o número de seus ativistas.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,manifesto-critica-dilma-por-posicao-sobre-aborto,620904,0.htm
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Voltei. Como ficou evidente, a aproximação entre os clérigos católicos e o PT, não significou a entrada da religião na hostes petistas, mas sim do petismo nas questões da religião, uma tentativa quase bem sucedida de secularização forçada das práticas religiosas. Por um erro de avaliação, em desconsideração ao apoio dos cristãos pertencentes a diversas denominações, de católicos e de grande parcela da população, algo em torno de 70% com posição pró-vida , o PT fechou questão em apoio e defesa da causa abortista, elaborou o PNDH-3, documento com forte viés totalitário que atinge frontalmente o estado democrático (veja este vídeo) .
Por tudo isto e muito mais (ainda em apoio ao meu vaticínio que vai no título do post, assista os vídeos que disponibilizei na margem direita do blog), o PT e a sua candidata Dilma Rousseff podem perder o pleito para o candidato oposicionista José Serra.
14 de outubro de 2010
RONALDO CANCELA JANTAR COM DILMA
RONALDO O jogador Ronaldo cancelou o jantar que havia planejado com a candidada à Presidência, Dilma Rousseff (PT), marcada para esta quinta (14), em sua residência, na capital paulista, com a presença de jogadores de futebol e jovens empresários.
Em entrevista coletiva Ronaldo explicou o cancelamento. "Tinha reforçado o convite a Dilma para este segundo turno, mas, como vocês podem ver, a campanha está pegando fogo para os dois lados. Então não vai acontecer o jantar. Deixando claro mais uma vez que não apoiei, não deixei meu voto a nenhum dos candidatos. Eu só queria mesmo era saber dos projetos para a minha classe, que apesar de todos acharem que é uma classe favorecida, é uma classe abandonada. Só 3% dos jogadores ganham mais de R$ 10 mil, é muito pouco", afirmou.
Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/
Em entrevista coletiva Ronaldo explicou o cancelamento. "Tinha reforçado o convite a Dilma para este segundo turno, mas, como vocês podem ver, a campanha está pegando fogo para os dois lados. Então não vai acontecer o jantar. Deixando claro mais uma vez que não apoiei, não deixei meu voto a nenhum dos candidatos. Eu só queria mesmo era saber dos projetos para a minha classe, que apesar de todos acharem que é uma classe favorecida, é uma classe abandonada. Só 3% dos jogadores ganham mais de R$ 10 mil, é muito pouco", afirmou.
Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/
Dilma Rousseff e o companheiro Chávez
Ipojuca Pontes
Artigos - Eleições 2010
Não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo "injusto e desigual" pelas vias milagreiras do socialismo.
Vou fazer um governo mais à esquerda do que Dilma. José Serra
Durante a abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada ano passado em Isla Margarita, na Venezuela, o ditador Hugo Chávez, com as bochechas infladas e a voz tonitruante de impostor latino, foi incisivo:
- "Minha candidata é Dilma. Ela será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência, mas o meu coraçãozinho é que está falando: minha candidata é Dilma!"
Lula, presente ao convescote amigo, lamentou ser uma desgraça Chávez não votar no Brasil, mas agradeceu o empenho do intrépido parceiro. Este, por sua vez, de braços dados com o sindicalista-presidente (fundador do Foro de São Paulo), foi ainda mais incisivo junto ao repórter de "O Globo":
- "Mas Lula não se vai, hein! Ele fica, assim como Néstor Kirchner, que se foi, mas não se foi"... - completou, reportando-se ao caso da Argentina, cujo governo, formalmente nas mãos de Cristina Kirchner, na prática é presidido pelo marido, Néstor, ao lado da gang sindicalista.
Por que Dilma Rousseff inspira tanta confiança em gente do porte de Chávez, o delirante ditador venezuelano?
Bem, antes de tudo porque Chávez, de início fundador do "Movimento Quinta República" (considerado, então, de "extrema direita"), passou marcha a ré e, depois de ouvir Fidel Castro na ilha-cárcere do Caribe, tornou-se arauto da famigerada "Revolução Bolivariana", um enclave cubano no seio daa América do Sul.
Com efeito, o tenente-coronel Hugo Chávez se constitui hoje, para a esquerda continental, um exemplo invejável de como conduzir o poder político para chegar ao Socialismo do Século XXI: por meio da força ou da manipulação institucional, sobejamente articulada, ele tem sabido impor ao povo venezuelano uma agenda de duras medidas revolucionárias, no entender dos seus "companheiros de jornada", dignas da maior admiração.
É fato: sob o tacão de Chávez, engrossado pelos bilionários dólares do petróleo, corrompem-se e dominam-se os poderes legislativo e judiciário; sufocam-se as liberdades de expressão; controlam-se sindicatos e fundos de pensões; reprimem-se nas ruas as massas insatisfeitas; desencadeiam-se perseguições férreas sobre presumíveis adversários - prendendo-os, exilando-os ou simplesmente matando-os; abastardam-se, por meio de subsídios ou ameaças fiscais, os empresários e as forças produtivas da nação.
Ademais, para aliciar a vontade campesina com promessas alvissareiras, promulgam-se decretos de expropriações de "latifúndios improdutivos" para repasses de terras que jamais se concretizam; criam-se, com as "missões bolivarianas", do tipo bolsa-família, práticas assistencialistas que só fazem prolongar a fome endêmica da população carente; e, por fim, para se manter as massas anestesiadas, promovem-se permanentes campanhas publicitárias tocadas por especialistas na arte de mentir em larga escala.
Por outro lado, no plano político das relações internacionais, satanizam-se os Estados Unidos e a República de Israel ao apontá-los como responsáveis pelas mazelas prevalecentes nos países do chamado Terceiro Mundo.
Cuba, Brasil, Bolívia, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Equador, Argentina e a própria Venezuela são países aos quais os integrantes do Foro de São Paulo julgam em condições políticas mais estratégicas para se compor a sonhada União Revolucionária Socialista da América Latina (URSAL), prevista para emergir nas próximas duas décadas - ou mesmo antes disso.
No Brasil, em particular, as etapas para se chegar ao Socialismo do Século XXI foram claramente expressas no programa de governo da companheira Dilma, apresentado recentemente, em tom de controvérsia, à Justiça Eleitoral.
De fato, em que pese ter causado alvoroço, o documento programático da candidata de Lula não traz nenhuma novidade, pois, como é notório, os seus itens básicos vinham sendo formulados há vários anos pelos mentores do Foro de São Paulo em parceria com a "ala mais avançada" do PT, ambos responsáveis pelo Programa Nacional de Direitos Humanos, o famigerado PNDH-3. (Aqui, vale lembrar, este documento de teor totalitário, encaminhado ao Congresso Nacional pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi repudiado em gênero, número e grau pela sociedade e instituições civis brasileiras).
Mas em que consiste o programa de governo da companheira Dilma?
De forma abreviada, o seu programa de governo, que incorpora sérias ameaças à democracia representativa (razão de ser do entusiasmo chavista), levanta, entre outros, os seguintes destaques:
1 - Controle "social" da mídia, dando ao governo instrumentos para castigar jornalistas, interferir na programação, no gerenciamento e na propriedade das emissoras de rádio e tv.
2 - Rever a Lei da Anistia, com o propósito de punir torturadores da era militar, excluída, no entanto, qualquer possibilidade de se penalizar subversivos e terroristas dos "anos de chumbo", responsáveis por centenas de mortes, seqüestros e atentados, hoje encastelados no aparato governamental.
3 - Aumentar impostos para sobretaxar as grandes fortunas, no fundo uma manobra com o objetivo de garfar a poupança alheia e punir o empresário e o capital produtivo.
4 - Abolição da propriedade privada, com a criação de uma "instância agrária superior" para impedir que juízes determinem a reintegração de posse de terras invadidas pelo bando do MST.
5 - Legalização do aborto, em qualquer situação, por se tratar, tão somente, de um "problema de saúde", alheio ao princípio do respeito à vida humana.
6 - Ampliação do dos poderes do Estado, com a criação de leis coercitivas e novas empresas estatais, conforme previsto pela "Revolução Bolivariana" de Chávez, cuja essência é a mesma que preside o "Estado Forte" do companheiro Lula.
Como se vê, não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo "injusto e desigual" pelas vias milagreiras do socialismo - o mesmo que levou Cuba à ruína e o povo da ilha-cárcere à miséria permanente.
Os formadores de opinião da mídia amestrada, como era previsto, diante do programa radical enviado pelo PT ao TSE, no qual constava a rubrica da candidata, vêm considerando o documento surpreendente e contraditório. Eles se interrogam diante do óbvio: é de Dilma ou da ala radical do PT a autoria do programa levado à Justiça Eleitoral? Um documento que não leva assinatura, mas que é rubricado pela candidata, tem ou não tem validade? A versão radical do programa será ou não levada adiante por Dilma Rousseff, caso eleita?
Para mim, nada disso tem muito significado, ou melhor: o seu significado é justamente o da controvérsia. Como se sabe, é da natureza socialista fazer a política do jogo duplo com o objetivo expresso de tungar a democracia. O próprio Lênin, amparado numa hierarquia fortemente centralizada, fez da ambigüidade uma estratégia política, atuando ora às claras, ora de forma dissimulada, mas sempre inversa ao que propunha ou escondia das massas. "Iludir, falsificar ou dizer a verdade" - afirmava Lenin nas suas Teses de Abril - "é o dever de todo revolucionário que, para desnortear a Duma (parlamento russo), queira conquistar e manter o poder".
O mais incrível, no entanto, é que José Serra, sendo da oposição e "sabendo das coisas", tenha afirmado de público que "vai fazer um governo mais à esquerda do que Dilma". É de doer. Assim não dá.
Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11255-dilma-rousseff-e-o-companheiro-chavez.html
Artigos - Eleições 2010
Não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo "injusto e desigual" pelas vias milagreiras do socialismo.
Vou fazer um governo mais à esquerda do que Dilma. José Serra
Durante a abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada ano passado em Isla Margarita, na Venezuela, o ditador Hugo Chávez, com as bochechas infladas e a voz tonitruante de impostor latino, foi incisivo:
- "Minha candidata é Dilma. Ela será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência, mas o meu coraçãozinho é que está falando: minha candidata é Dilma!"Lula, presente ao convescote amigo, lamentou ser uma desgraça Chávez não votar no Brasil, mas agradeceu o empenho do intrépido parceiro. Este, por sua vez, de braços dados com o sindicalista-presidente (fundador do Foro de São Paulo), foi ainda mais incisivo junto ao repórter de "O Globo":
- "Mas Lula não se vai, hein! Ele fica, assim como Néstor Kirchner, que se foi, mas não se foi"... - completou, reportando-se ao caso da Argentina, cujo governo, formalmente nas mãos de Cristina Kirchner, na prática é presidido pelo marido, Néstor, ao lado da gang sindicalista.
Por que Dilma Rousseff inspira tanta confiança em gente do porte de Chávez, o delirante ditador venezuelano?
Bem, antes de tudo porque Chávez, de início fundador do "Movimento Quinta República" (considerado, então, de "extrema direita"), passou marcha a ré e, depois de ouvir Fidel Castro na ilha-cárcere do Caribe, tornou-se arauto da famigerada "Revolução Bolivariana", um enclave cubano no seio daa América do Sul.
Com efeito, o tenente-coronel Hugo Chávez se constitui hoje, para a esquerda continental, um exemplo invejável de como conduzir o poder político para chegar ao Socialismo do Século XXI: por meio da força ou da manipulação institucional, sobejamente articulada, ele tem sabido impor ao povo venezuelano uma agenda de duras medidas revolucionárias, no entender dos seus "companheiros de jornada", dignas da maior admiração.
É fato: sob o tacão de Chávez, engrossado pelos bilionários dólares do petróleo, corrompem-se e dominam-se os poderes legislativo e judiciário; sufocam-se as liberdades de expressão; controlam-se sindicatos e fundos de pensões; reprimem-se nas ruas as massas insatisfeitas; desencadeiam-se perseguições férreas sobre presumíveis adversários - prendendo-os, exilando-os ou simplesmente matando-os; abastardam-se, por meio de subsídios ou ameaças fiscais, os empresários e as forças produtivas da nação.
Ademais, para aliciar a vontade campesina com promessas alvissareiras, promulgam-se decretos de expropriações de "latifúndios improdutivos" para repasses de terras que jamais se concretizam; criam-se, com as "missões bolivarianas", do tipo bolsa-família, práticas assistencialistas que só fazem prolongar a fome endêmica da população carente; e, por fim, para se manter as massas anestesiadas, promovem-se permanentes campanhas publicitárias tocadas por especialistas na arte de mentir em larga escala.
Por outro lado, no plano político das relações internacionais, satanizam-se os Estados Unidos e a República de Israel ao apontá-los como responsáveis pelas mazelas prevalecentes nos países do chamado Terceiro Mundo.
Cuba, Brasil, Bolívia, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Equador, Argentina e a própria Venezuela são países aos quais os integrantes do Foro de São Paulo julgam em condições políticas mais estratégicas para se compor a sonhada União Revolucionária Socialista da América Latina (URSAL), prevista para emergir nas próximas duas décadas - ou mesmo antes disso.
No Brasil, em particular, as etapas para se chegar ao Socialismo do Século XXI foram claramente expressas no programa de governo da companheira Dilma, apresentado recentemente, em tom de controvérsia, à Justiça Eleitoral.
De fato, em que pese ter causado alvoroço, o documento programático da candidata de Lula não traz nenhuma novidade, pois, como é notório, os seus itens básicos vinham sendo formulados há vários anos pelos mentores do Foro de São Paulo em parceria com a "ala mais avançada" do PT, ambos responsáveis pelo Programa Nacional de Direitos Humanos, o famigerado PNDH-3. (Aqui, vale lembrar, este documento de teor totalitário, encaminhado ao Congresso Nacional pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi repudiado em gênero, número e grau pela sociedade e instituições civis brasileiras).
Mas em que consiste o programa de governo da companheira Dilma?
De forma abreviada, o seu programa de governo, que incorpora sérias ameaças à democracia representativa (razão de ser do entusiasmo chavista), levanta, entre outros, os seguintes destaques:
1 - Controle "social" da mídia, dando ao governo instrumentos para castigar jornalistas, interferir na programação, no gerenciamento e na propriedade das emissoras de rádio e tv.
2 - Rever a Lei da Anistia, com o propósito de punir torturadores da era militar, excluída, no entanto, qualquer possibilidade de se penalizar subversivos e terroristas dos "anos de chumbo", responsáveis por centenas de mortes, seqüestros e atentados, hoje encastelados no aparato governamental.
3 - Aumentar impostos para sobretaxar as grandes fortunas, no fundo uma manobra com o objetivo de garfar a poupança alheia e punir o empresário e o capital produtivo.
4 - Abolição da propriedade privada, com a criação de uma "instância agrária superior" para impedir que juízes determinem a reintegração de posse de terras invadidas pelo bando do MST.
5 - Legalização do aborto, em qualquer situação, por se tratar, tão somente, de um "problema de saúde", alheio ao princípio do respeito à vida humana.
6 - Ampliação do dos poderes do Estado, com a criação de leis coercitivas e novas empresas estatais, conforme previsto pela "Revolução Bolivariana" de Chávez, cuja essência é a mesma que preside o "Estado Forte" do companheiro Lula.
Como se vê, não há grande diferença entre o que faz e pensa o revolucionário Hugo Chávez e o que pretende fazer (e, em parte, vem fazendo) a companheira Dilma Rousseff, de formação marxista-leninista. Ambos, conforme deixam claro, querem consertar o mundo "injusto e desigual" pelas vias milagreiras do socialismo - o mesmo que levou Cuba à ruína e o povo da ilha-cárcere à miséria permanente.
Os formadores de opinião da mídia amestrada, como era previsto, diante do programa radical enviado pelo PT ao TSE, no qual constava a rubrica da candidata, vêm considerando o documento surpreendente e contraditório. Eles se interrogam diante do óbvio: é de Dilma ou da ala radical do PT a autoria do programa levado à Justiça Eleitoral? Um documento que não leva assinatura, mas que é rubricado pela candidata, tem ou não tem validade? A versão radical do programa será ou não levada adiante por Dilma Rousseff, caso eleita?
Para mim, nada disso tem muito significado, ou melhor: o seu significado é justamente o da controvérsia. Como se sabe, é da natureza socialista fazer a política do jogo duplo com o objetivo expresso de tungar a democracia. O próprio Lênin, amparado numa hierarquia fortemente centralizada, fez da ambigüidade uma estratégia política, atuando ora às claras, ora de forma dissimulada, mas sempre inversa ao que propunha ou escondia das massas. "Iludir, falsificar ou dizer a verdade" - afirmava Lenin nas suas Teses de Abril - "é o dever de todo revolucionário que, para desnortear a Duma (parlamento russo), queira conquistar e manter o poder".
O mais incrível, no entanto, é que José Serra, sendo da oposição e "sabendo das coisas", tenha afirmado de público que "vai fazer um governo mais à esquerda do que Dilma". É de doer. Assim não dá.
Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11255-dilma-rousseff-e-o-companheiro-chavez.html
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